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Resenha politica

De   /  12/04/2017  /  Sem comentários

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AVALIAÇÃO – Embora cem dias seja muito pouco para avaliar um gestor que acaba de assumir a administração de um município arrasado por prefeitos incompetentes, Dr.  Hildon Chaves (PSDB), prefeito da Capital, tem se mostrado um gestor presente aos fatos e tentado imprimir na equipe um ritmo de trabalho que os antecessores não fizeram.

DIFERENÇAS – Com o pouco que fez nesses meses tem conseguido mais visibilidade positiva do que os quatro anos findos. Não há ainda uma obra com a marca do prefeito, mas é possível desenhar um cenário mais alvissareiro para os próximos quatros anos, bem mais proveitosos que os doze anos de gestões omissas, incompetentes e ineptas. A diferença entre o atual gestor e os antecessores, pelo menos por enquanto, é abissal.

LIMPEZA – A administração da capital optou em começar esses meses retirando as montanhas de entulhos dos bairros, da região central e das avenidas. De acordo com o prefeito, foram centenas de caçambas e caminhões com lixo recolhido. Além da desobstrução de canais e córregos que entupidos provocam alagações. Outra ação importante foi minimizar os desperdícios e os gastos perdulários.

PERDULÁRIA – Para se ter uma ideia do descalabro e desperdício, ao assumir, o prefeito foi surpreendido com uma licitação para a aquisição de mais de cem veículos sem nenhum critério ou necessidade, certame em fase final que o antecessor havia lançado no mercado, mas, felizmente, foi abortado por ordem direta de Hildon. O que intriga é que Porto Velho precisa urgentemente adquirir ambulâncias para atender as UPAS, entretanto,  a gestão de Mauro Nazif optou por licitar, no apagar das luzes, veículos de passeio. Uma opção intrigante para quem é de formação médica. Os gastos desnecessários estão sendo contidos para que os recursos sejam melhor utilizados em favor do munícipe. Realmente um bom começo, embora as demandas da capital exijam mais velocidade.

MUDANÇAS – Uma das áreas mais cruciais em qualquer administração e que afeta diretamente e indistintamente a população é a da saúde. Um setor na atual gestão que está deixando a desejar, particularmente porque o prefeito por anos seguidos foi o responsável no Ministério Público por fiscalizar a área e os seus respectivos gestores. Os auxiliares que Dr. Hildon nomeou não corresponderam às expectativas e, em vez de apresentarem melhorias, ingenuamente escolheram o pior caminho que é bater de frente com os servidores desse sistema. É possível que as cobranças feitas pelo secretário e adjunto no cumprimento da carga horária sejam corretas e justas, – o contrato de trabalho tem que ser mesmo cumprido integralmente -, mas o enfrentamento não é o melhor caminho para nada. Com o desgaste, três meses se perderam. Cedo ou tarde não restará ao prefeito a alternativa senão substituir os auxiliares. A coluna apurou que o adjunto da Semsau foi defenestrado nesta terça-feira.

CAERD – A presidente da CAERD veio a público desmentir o prefeito da capital que revelou a perda de 700 milhões do PAC destinados ao saneamento básico de Porto Velho. Explicou que o processo está sob análise do Tribunal de Contas da União e ainda não foi julgado. É verdade, o ministro Bruno Dantas, relator do processo, ainda não anunciou publicamente o voto. No entanto, na reunião que a presidente da CAERD participou com ele (o relator), na companhia do senador Valdir Raupp (PMDB), ouviu de Bruno Dantas um relato minucioso sobre as irregularidades insanáveis neste certame. Portanto, cotejando as duas declarações tornadas públicas, é fácil deduzir que as do prefeito de Porto Velho são mais corretas do que as da presidente da CAERD.

ATAQUE – Na tentativa de confundir a opinião pública e esconder a própria incompetência administrativa, pessoas de comando da companhia partem para o ataque contra a disposição da municipalidade de investir no setor, na vã tentativa de desqualificar uma eventual Parceria Público Privada. As ilações já começaram a ser disseminadas de forma torta e maldosa. Não explicam, contudo, como deixaram se esvair no ralo da incompetência 700 milhões. Nem os motivos pelos quais a licitação foi embargada pelo TCU. Mexer em privilégios nesse país não é tarefa fácil, apesar de necessário.

LISTA – A novidade na nova lista de investigados no âmbito da Operação Lava Jato apresentada pelo Ministério Público Federal ao ministro Edson Fachin, do STF, é o nome do senador Ivo K-Sol (PP) e o seu ex-secretário de planejamento, João Carlos. Desde o início dessa investigação o senador pepebista não constava entre os investigados, mas agora se junta aos demais congressistas nesse rolo que abalou a política nacional. Nos últimos dias o senador percorria o estado anunciando a pretensão em disputar pela terceira vez o Governo de Rondônia e voltou a distribuir impropérios aos desafetos, com o nome na lista de Janot, passa a ficar exposto ao mesmo desgaste natural dos colegas de parlamento encrencados em malfeitos.

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Mictmr1964

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