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A Omertá, o código de silêncio da máfia, não deu certo no Brasil!

De   /  19/05/2017  /  Sem comentários

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A Máfia não é mais a mesma. Antes, a Lei da Omertá protegia os bandidos.  Agora, uns entregam os outros.  Para quem não sabe, Omertá é uma palavra que vem do  Latim e significa Humildade. É um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do Sul da Itália. Fundamenta-se num forte sentido de família e num voto de silêncio que impede os mafiosos de  cooperarem com autoridades policiais ou judiciárias, seja em direta relação pessoal como quando em  fatos que envolvem terceiros. A Omertá existe além do Sul da Itália peninsular. É forte  também nas três grandes ilhas: Sicília, Sardenha e Córsega. No Brasil, não deu certo. Os criminosos começaram a denunciar uns aos outros, tentando, como delatores, se livrar das pesadas penas de cadeia a que serão, certamente condenados, tanto os que descumpriram a Omertá quanto os que dela foram vítimas. A quebra do código mafioso, no Brasil, começou mesmo quando um grande empresário, daqueles que compravam meio mundo e pagavam propina do ascensorista ao dono do prédio, decidiu abrir o bico. Um dos grandes líderes de uma das facções da Máfia corrupta e criminosa desse país, falou com todas as letras perante o Judiciário: a corrupção da classe política, por meio do caixa 2 é antiga, com mais de 30 anos, e a imprensa sabe disso: “Por que tanta surpresa?”, perguntou, sarcástico, sabendo que no seu caso, a pena da Omertá, que é a morte, só será aplicada no sentido figurado. “Morrerá” como empresário e bilionário, mas continuará solto, porque sua contribuição à Justiça está ajudando a fazer uma limpeza geral num certo país da América Latina.

A bomba atômica, que se espera seja apenas devastadora para os maus, abalou nosso país. De novo. Envolveu diretamente o Presidente da República, gravado em corrupção, segundo denúncia dos donos do Frigorífico JBS; deve levar à prisão (até que enfim!), o presidente nacional do PSDB, o espertíssimo Aécio Neves e, ao que parece, terá uma espécie de efeito dominó. Cassamos uma Presidente; temos que cassar outro, se for culpado, caso ele não renuncie e há um terceiro, envolvido no mar de lama que a máfia política e empresarial impôs ao nosso coitado Brasil. Vamos sofrer um abalo sísmico potente. Tomara que, no final, todo esse sofrimento valha a pena e saiamos muito melhores, como país, de toda essa terrível situação em que a ala da  bandidagem da política nos colocou.

LAZINHO PREVIU

Antes mesmo do impeachment da ex Presidente Dilma Rousseff, o deputado Lazinho da Fetagro, do PT, sempre equilibrado em seus pronunciamentos, fez um discurso na tribuna da Assembleia. Em resumo, naquele dia, vaticinou o que está acontecendo. Segundo ele, a saída de Dilma iria provocar uma espécie de efeito cascata, mostrando a verdadeira face da grande maioria das lideranças políticas brasileiras. Pouco mais de um ano depois, a previsão de Lazinho se concretiza. A podridão chegou ao Planalto, ao Presidente da República e a vários dos seus assessores, do primeiro ao último escalão. Lazinho, aliás, fala sobre a sua atuação parlamentar, sobre o comando do PT regional, que ele recém assumiu e a crise política do país, no programa Direto ao Ponto (Record News, Canal 58; TV a Cabo, Canal 17 e Sky, Canal 358, simultaneamente às dez e meia da manhã deste sábado), em entrevista exclusiva concedida a Sérgio Pires. Imperdível.

“O CARA” DO JORNALISMO

O Brasil inteiro vai ouvir cada vez mais ouvir falar em Lauro Jardim. Foi ele quem deu o maior furo jornalístico dos últimos tempos, relatando, em sua coluna em O Globo, que empresários da Friboi teriam gravações em que o presidente Michel Temer autorizara, pessoalmente, pagamento de propina ao ex presidente da Câmara, o hoje presidiário Eduardo Cunha, para que ele não contasse o que sabe, da podridão que envolvia também  a turma palaciana.  Jardim, há alguns dias, já havia contado que uma funcionária paga pelo governo, era uma espécie de babá do filho do Presidente. O Planalto reagiu com várias negativas. Agora, esse jornalista que começou em 1989 e passou pelas principais redações do país (incluindo um período de grande sucesso no auge da Revista Veja, onde assinava a coluna Radar), publicou em primeira mão as denúncias que balançaram a República. Desde 2015 no jornal O Globo, ele se transformou, de um dia para o outro, na nova estrela do jornalismo nacional…

GUEDES VAI AO GOVERNO

Surge mais um nome da política local, como provável candidato ao Governo do Estado, no ano que vem. Além de Maurão de Carvalho e Acir Gurgacz, que já estão no páreo; além de nomes como Ivo Cassol, Mariana Carvalho, Daniel Pereira, Expedito Júnior e vários outros, sempre citados, agora quem pretende entrar na briga  é o ex prefeito de Porto Velho e ex deputado federal, José Guedes. Ele pensou bastante sobre o assunto e acabou definindo que vai sim colocar seu nome a disposição. Já decidiu que vai estar na disputa em 2018. Essas e muitas outras informações sobre o retorno de Guedes à política; sobre sua história como prefeito e como político; a dura perseguição que sofreu durante anos e muitos outros temas, ele conta para Vinicius Canova, do site Rondônia Dinâmica, em mais uma reportagem de peso, realizada pelo jornalista. A conversa, na íntegra, deve estar publicada a partir dessa próxima segunda-feira…

EM NOME DOS PREFEITOS

Jurandir de Oliveira, presidente da Associação dos Municípios de Rondônia, a Arom, fez importante discurso no encontro nacional em Brasília, que levou centenas de alcaides de  todo o país, na vigésima edição da Marcha dos Prefeitos  à Capital Federal. Quase todos de pires na mão. O trabalho que Jurandir vem realizando à frente da entidade vem sendo elogiado.  O problema é que ele preside a entidade dos prefeitos, mas não é um deles, porque o estatuto da Arom assim o permite. Ex mandatário em Santa Luzia, Jurandir conhece muito bem os problemas dos municípios. Não há ressalvas a fazer ao trabalho dele. Pelo contrário.  O que se estranha, contudo, é que uma entidade que representa os Municípios seja dirigida por quem não é mais Prefeito, porque obviamente haveria muito mais poder de representatividade, se fosse um dos eleitos por sua população e depois por seus colegas, para representar a entidade. Mas é assim mesmo. É, no mínimo confuso,  o fato de  membro de uma entidade que não é mais o gerente do seu município, falar em nome dos prefeitos…

ENEM: ÚLTIMO DIA

O ano passado, um total de 100.361 estudantes rondonienses se inscreveram para os exames do Enem.  Mais de 43 por cento desse número foram de participantes de escolas da Capital. Até esta quinta, não havia ainda sido divulgado o total de inscritos, mas ele estava muito abaixo, seguindo a tendência nacional, dos números de 2016. No Brasil inteiro, mais de 9 milhões e 200 mil estudantes realizaram as provas. Em nível nacional, até ontem, haviam quatro milhões a menos, ou seja, apenas 5 milhões e 200 mil, aptos para realizar o concurso, em novembro próximo. O titular da Seduc, Waldo Alves, divulgou um vídeo nas redes sociais, nessa semana, conclamando os estudantes a se inscreverem para as provas do exame nacional, até para que o ensino no nosso Estado possa ser avaliado, através da participação maciça do alunado. A esperança da Seduc é que de Rondônia ao menos repita a multidão de mais de 100 mil inscritos, no ano passado. Só se terão os números definitivos em meados da próxima semana.

OS ASSUNTOS DE HILDON

Hildon Chaves se encontrou com a imprensa, nessa quinta, para falar principalmente sobre propostas relacionadas com a privatização da Caerd e também do que ele chama de “ilegalidade” na atuação do Uber, na Capital. Por fim, foi provocado também a falar sobre a situação do presidente nacional do seu partido, o agora senador afastado Aécio Neves. No caso da Caerd, Hildon está coberto de razão. Governo e Prefeitura precisam falar a mesma linguagem e resolver esse problema o mais breve possível. Sobre o Uber, ele falou como se ignorasse a modernidade. Não há como conter o Uber. Tem é que se aliar a ele e fazer com que tudo seja feito sem prejuízo à coletividade e aos taxistas, dentro do possível.  Sobre Aécio, o prefeito não poderia ter sido mais feliz: disse que se há provas contra ele, não há o que contestar sobre as decisões da Justiça. O que se espera agora é uma coletiva do Prefeito para anunciar outro assunto de grande interesse para a cidade: com o fim das chuvas, quando e onde começarão as obras do pacote de asfaltamento que a administração municipal vai realizar com toda a grana que Hildon conseguiu em Brasília, via emendas parlamentares…

– Sérgio Pires – BLOG: https://www.facebook.com/opiniaodeprimeira?fref=ts

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  • Publicado: 5 meses atrás, em 19/05/2017
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  • Última modificação: maio 19, 2017 @ 8:14 am
  • Arquivado em: Colunas, Sergio Pires

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