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Passa de 340 o nº de mortos em terremoto na fronteira entre Irã e Iraque

De   /  13/11/2017  /  Sem comentários

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Terremoto de 7,3 de magnitude atingiu a região no domingo (12). Número de feridos passa de 6,2 mil.

O número de mortos após o tremor na fronteira entre Irã e Iraque passa de 340 nesta segunda-feira (13). Os feridos são mais de 6,2 mil. O epicentro do terremoto de 7,3 de magnitude foi registrado a 22,4 km de Derbendîxan, no Iraque, na tarde deste domingo (12). Os trabalhos de resgate e de retirada de escombros continuam nesta manhã, e o número de vítimas pode aumentar.

No Irã, 341 pessoas morreram e 5.953 ficaram feridas, de acordo com a agência iraniana Irna. Apenas na província de Kermanshah, que fica em uma região rural e montanhosa, o número de mortos chegou a 328, e o de feridos passou para 3.950.

Já no Iraque, o tremor deixou sete mortos e 300 feridos na região do Curdistão iraquiano, segundo a CNN, citando o ministro da Saúde da região, Rekawt Hama Rasheed. A província de Suleimaniya foi a mais atingida.

O terremoto, que ocorreu às 21h18 (horário local, 16h18 em Brasília), atingiu todas as províncias do Iraque e foi sentido na capital Bagdá por 20 segundos.

Terremoto na fronteira entre Irã e Iraque mata mais de 300 e fere 2,5 mil

Terremoto na fronteira entre Irã e Iraque mata mais de 300 e fere 2,5 mil

No vídeo acima, é possível ver o momento em que o tremor surpreende apresentadores de uma TV iraquiana durante uma transmissão ao vivo.

Cidade afetadas

No Irã, o tremor foi sentido em várias províncias, sendo que a mais atingida foi Kermanshah. Na cidade de Sarpol-e Zahab, a cerca de 15 km da fronteira com o Iraque, o principal hospital ficou gravemente danificado. As populações de Ghasr Shirin (na fronteira), Sarpul e Azgale estão entre as mais afetadas.

Habitantes de Sarpol-e Zahab, no Irã, buscam abrigo após terremoto (Foto: Agência de notícias Tasnim/Reuters)

Habitantes de Sarpol-e Zahab, no Irã, buscam abrigo após terremoto (Foto: Agência de notícias Tasnim/Reuters)

A barragem iraquiana de Darbandijan, em Sulaimaniyah, ficou danificada por causa do terremoto e provoca preocupação. O diretor da barragem, Rahman Hani, afirmou que há “danos muito claros ao topo da barragem”.

A obra foi concluída em 1961, sendo considerada a “mais forte construída nos últimos cem anos”. A represa contém 1,5 bilhão de metros cúbicos de água e está atualmente com 55% de sua capacidade, segundo a EFE.

Desabrigados

Cortes de energia elétrica foram registrados no Irã e no Iraque. As autoridades iraquianas solicitaram aos moradores de Darbandajan que durmam fora de suas casas. O mesmo ocorreu na província iraniana de Ilam, onde alguns habitantes foram aconselhados a deixar a região por precaução.

A BBC, citando uma organização humanitária não identificada, afirma que 70 mil pessoas ficaram desabrigadas apenas no Irã. Caminhões seguem para a província Sulaimaniyah com 3 mil barracas e abrigos, 10 mil camas, colchões e comida.

Homem é fotografado sentado sobre destroços, nesta segunda-feira (13), após tremor que atingiu a província iraniana de Kermanshah. (Foto: Tasnim News Agency/ Reuters)

Homem é fotografado sentado sobre destroços, nesta segunda-feira (13), após tremor que atingiu a província iraniana de Kermanshah. (Foto: Tasnim News Agency/ Reuters)

O esforço de busca por sobreviventes é intenso, mas algumas vias que dão acesso às cidades atingidas estão bloqueadas após deslizamentos de terra, de acordo com a imprensa internacional.

O terremoto também foi sentido no sudeste da Turquia, perto da fronteira com Irã e Iraque. Na cidade de Diyarbakir, os habitantes saíram de suas casas durante o terremoto, mas retornaram pouco depois. Não houve registro de vítimas turcas.

Sobreviventes do terremoto se esquentam em fogueira em frente a prédios destruídos na cidade de Sarpol-e-Zahab, no oeste do Irã, na manhã desta segunda (13) (Foto: Pouria Pakizeh/ISNA via AP)

Sobreviventes do terremoto se esquentam em fogueira em frente a prédios destruídos na cidade de Sarpol-e-Zahab, no oeste do Irã, na manhã desta segunda (13) (Foto: Pouria Pakizeh/ISNA via AP)

 

Falhas geológicas

O Irã está situado em uma região com grandes falhas geológicas e é um dos países mais ativos do mundo sismicamente.

Carro destruído sobre destroços de prédio após terremoto na cidade de Sarpol-e-Zahab, no Irã (Foto: Pouria Pakizeh/ISNA/AP)

Carro destruído sobre destroços de prédio após terremoto na cidade de Sarpol-e-Zahab, no Irã (Foto: Pouria Pakizeh/ISNA/AP)

Em 2003, um terremoto de magnitude 6,6 em Bam, na província de Kerman (sudeste do Irã), matou 31 mil pessoas e deixou a cidade praticamente destruída.

Em abril de 2013, dois terremotos foram registrados no Irã, com poucos dias de intervalo, de magnitude 6,6 e 7,7 – este último o mais forte no país desde 1957, segundo a France Presse.

Em junho de 1990, um terremoto de 7,4 graus no norte do Irã, perto do mar Cáspio, deixou 40 mil mortos e mais de 300 mil feridos, além de meio milhão de desabrigados. Em poucos segundos foi devastada uma superfície de 2.100 quilômetros quadrados, onde ficavam 27 cidades e 1.871 vilarejos nas províncias de Ghilan e Zandjan.

Mapa mostra região do terremoto, na fronteira do Iraque com o Irã (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa mostra região do terremoto, na fronteira do Iraque com o Irã (Foto: Alexandre Mauro/G1)

 

– Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/numero-de-mortos-no-ira-apos-tremor-na-fronteira-com-iraque-passa-de-300.ghtml

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  • Publicado: 6 dias atrás, em 13/11/2017
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  • Última modificação: novembro 13, 2017 @ 10:37 am
  • Arquivado em: Mundo

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Mictmr1964

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