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Mulher com útero transplantado dá à luz nos Estados Unidos

De   /  05/12/2017  /  Sem comentários

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Feito é inédito no país e renova esperança de americanas que desejam ser mães, mas nasceram sem útero ou tiveram de retirá-lo

Os Estados Unidos registraram, pela primeira vez, o nascimento de um bebê de uma mãe com útero transplantado. O parto ocorreu em novembro, no Centro Médico da Universidade de Baylor, em Dallas. Foi o nono procedimento do tipo realizado com sucesso no mundo. Todos os oitos anteriores ocorreram na Suécia.

A família pediu que nenhum dado da mãe ou da criança fosse revelado para proteger a privacidade, mas informou que o nascimento foi um sucesso. O primeiro parto de um útero transplantado ocorreu em 2014, no Hospital Universitário Sahlgrenska, em Gotemburgo, na Suécia, quando uma mulher deu à luz a um bebê após receber o órgão doado por uma amiga.

A médica Liza Johannesson, que integrava a equipe de médicos da Suécia, mas agora faz parte do grupo americano, exaltou a importância do sucesso no parto para mostrar que é possível realizar o procedimento fora de Gotemburgo.

“Para que esse campo cresça, é preciso que o procedimento seja realizado em mais mulheres. Isso tem que ser reproduzido. Foi um nascimento muito emocionante. Eu vi tantos nascimentos e fiz o parto de tantos bebês, mas esse foi muito especial”, disse a médica.

O sucesso no nascimento do bebê dá nova esperança às mulheres que sonham em ser mãe, mas nasceram sem úteros ou tiveram de retirá-los por causa de alguma doença. Os pesquisadores acreditam que, apenas nos Estados Unidos, cerca de 50 mil mulheres podem ser candidatas ao transplante.

O procedimento, por outro lado, deve ser temporário. O útero transplantado deve permanecer no organismo apenas o tempo suficiente para a mulher ter um ou dois filhos. Em seguida, o órgão é removido.

Outras mulheres norte-americanas tentam repetir o sucesso do procedimento no hospital da Universidade de Baylor. Isso porque a nova mãe fazia parte de um estudo com 10 pacientes com desejo de engravidar. Outra paciente do estudo já está grávida, enquanto outras duas ainda tentam engravidar. Outros quatro transplantes falharam depois da cirurgia e o útero teve que ser removido.

“Nós tivemos um começo muito difícil, mas em seguida conseguimos entrar no caminho certo. Eu me sinto muito grato pelo tanto que as mulheres vêm contribuindo, mais do que posso expressar. Eu acho que muitos homens nunca entenderão isso completamente, o desejo dessas mulheres de serem mães”, explicou Giuliano Testa, líder do projeto de pesquisa e chefe cirúrgico da sessão de transplante abdominal no Centro Médico da Universidade de Baylor.

– Fontes: O Globo – Foto: Flick/Roger Penguino

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  • Publicado: 2 semanas atrás, em 05/12/2017
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  • Última modificação: dezembro 5, 2017 @ 9:31 am
  • Arquivado em: Mundo

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