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As mentiras repetidas pela mídia, que acabam sendo “vendidas” como  verdades

De   /  09/01/2018  /  Sem comentários

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Uma mentira ou uma meia verdade se tornam mote de discursos oficiais, de teses defendidas por grandes nomes do Brasil e de inúmeros outros países; por artistas, defensores disso ou daquilo. O que vale nos  debates não é a mais pura realidade. Não mesmo. O que vale é o politicamente correto; as frases feitas; a defesa de teses muito bem arquitetadas, mesmo que baseadas em falsidades e no irreal. Muitas vezes, vale a versão, não o fato. Exemplos pululam. Um deles? A questão do desarmamento. Em outubro de 2005 um referendo, sobre o tema, levou às urnas milhões de brasileiros, a grande maioria com uma posição muito firme: mais de 63 por cento do eleitorado nacional queria o fim da Lei do Desarmamento, ou seja, queria que o cidadão comum pudesse se armar, até para ter a chance de se defender dos bandidos, que até hoje, só eles, têm a primazia de andarem armados. Era o governo Lula, que depois teve mais um mandato e outro mandato e meio de Dilma Rousseff . E o resultado das urnas foi ignorado, como se nunca tivesse acontecido. Agora tantos anos depois, quando a situação da insegurança piorou muito mais e a bandidagem toma conta do país, para surpresa geral, a grande mídia dá destaque a pesquisas (muitas delas por um institutos absolutamente parciais), dizendo que a maioria dos brasileiros quer o desarmamento. Viveremos até quando nessa mentira, criada apenas para ratificar a ideologia dos que querem dominar o país e mantê-lo sob seu tacão? Outra mentira: a Amazônia está sendo destruída. Onde? As dezenas de milhares de ONGs, muitas delas internacionais, com suas ramificações nacionais, criam todos os dias factoides, números, sustos, informando o Planeta de que nossa maior floresta está sendo destruída. Claro que números como os de Rondônia, onde 70 por cento do território são intocados, jamais fazem parte dessas tenebrosas informações, catastróficas, que pretendem manter o mundo sob o pavor do fim da maior floresta do mundo.

E o aquecimento global? Claro que ele pode ser realidade, mas é bom que se saiba que, em nome dele, há organizações, grandes empresas, gente famosa e outros nem tanto, que fazem fortunas, arrecadando dinheiro para defender o mundo, que, eles juram, vai terminar em breve numa bola de fogo, caso não se contenha o aquecimento. Ninguém fala nos mais de 200 grandes cientistas do mundo todo, que juram que não há aquecimento algum e o que está acontecendo é o inverso: a terra está esfriando. Esses pobres coitados são tratados como loucos por seus colegas e jamais têm espaço na mídia, para exporem suas teorias. Basta uma verdade e a verdade deles é que vale. Daí, as minorias não têm voz, porque são discordantes de suas teorias. Só “eles” tem o poder e a verdade. Não dá vontade de vomitar?

“DITADURA DA TOGA”

Ainda dentro do mesmo assunto, há outros milhares de exemplos. O Caso Lula também é típico. Os que jamais abriram a boca, nem antes e nem depois que os escândalos tomaram conta do país, vão às redes sociais jurando que o pobre coitado é inocente, que é perseguido e tal. Os crimes cometidos contra o Brasil e contra os brasileiros não existiram. São invenções de uma Justiça corrupta. “Já acabamos com a ditadura militar. Vamos agora acabar com a ditadura da Toga”, teria dito, segundo vários sites, o “honestíssimo” José Dirceu. Ele mesmo, condenado por diversos crimes, mas que a Justiça que ameaça, ainda permite que um criminoso deste naipe ande solto pelas ruas do Brasil.   As mentiras dessa gente continuam sendo repetidas, até tornarem-se verdades. E tem milhões que vão nessa conversa mole. Tem e é muita gente! Os mais ignorantes, até que se compreende. Mas os espertos, os malandros, os que querem que a ladroagem volte, aí não. Aí tem é que se lamentar!

O DEDO DO DANIEL

Nesta terça, o governador Confúcio Moura começa a receber pedidos de exoneração de nove  secretários e mais umas duas dezenas de ocupantes de cargos importantes no governo, sejam em superintendências, empresas públicas ou outras áreas. Dessa gente toda, cerca de uma dezena vai cair fora, porque são nomes que estarão disputando as eleições deste ano. A partir deste pedido conjunto de exoneração, Confúcio começa a mudar o time, que poderá ir até o final do mandato, em 31 de dezembro. O fator diferente dessa reforma administrativa pode ser o dedo do vice governador Daniel Pereira. Como Confúcio vai renunciar no final de março para concorrer ao Senado (esse projeto só muda se houver uma inacreditável reviravolta, porque tudo já está decidido), Daniel assumirá o poder a partir do início de abril. Então ou Confúcio o consulta agora, já montando um novo time com algumas indicações de Daniel ou poderá haver, em menos de 90 dias, uma nova reforma, quando o então novo Governador montar sua própria equipe. Nos próximos dias saberemos do resultado das negociações políticas entre Confúcio e Daniel. Por enquanto, ambos não falam sobre o assunto.

HOLLYWOOD E AS RONDONIENSES

Na entrega dos Golden Globe, a primeira da série de premiações do cinema, em Hollywood, o discurso foi do fortalecimento da posição das mulheres; da união delas contra o preconceito e contra os abusos sexuais e por aí afora. Milionárias (algumas bilionárias) e poderosas, as divas da indústria do cinema certamente têm o que comemorar, com o avanço que têm conquistado no mundo, até há pouco eminentemente masculino. Mas o Planeta delas está a anos luz das mulheres comuns, as que vivem sob casamentos angustiantes e opressores; as que apanham quase todos os dias; as que não conseguem salários nem perto do que conseguem os homens. A diferença é brutal, de distâncias planetárias mesmo. Lá por Hollywood, enquanto as divas discursavam e agradeciam seus prêmios, só neste final de semana, aqui em Porto Velho, ao menos nove mulheres tiveram que ia à polícia, pedir socorro, porque foram agredidas por seus maridos e companheiros. A vida não imita a arte, neste triste quesito, em que cada vez mais mulheres são vítimas de companheiros bêbados, ignorantes, possessivos, covardes. Hollywood não tem tempo para contar essas histórias…

AS EXPLICAÇÕES DO PREFEITO

Num longo texto divulgado nas redes sociais, o prefeito de Candeias do Jamari, Luiz Ikenohichi, explica porque fez poucas obras em seu curto mandato, desde que assumiu quando o prefeito Chico Pernambuco foi assassinado. Basicamente, ele explicou que passou todo o período pagando dívidas, renegociando e tirando Candeias do Cadim, o cadastro que impedia que a cidade recebesse novos investimentos federais. Dois anos e oito meses se passaram até que Candeias pudesse voltar a ter dinheiro, por exemplo, de emendas parlamentares. O jovem prefeito avisou que priorizou essa regularização e o pagamento em dia do funcionalismo, entre outras coisas. Escreveu também que conseguiu pagar a maioria dos fornecedores, mas há casos, com questionamentos legais, que ele só poderá fazê-lo com aval e decisão judicial. Ikenohichi concluiu seu relato avisando que já há cerca de 30 milhões de reais em emendas parlamentares para investimentos na cidade e que, a partir de agora começará a melhorar a qualidade de vida em Candeias. A população, ansiosa, espera que ele consiga mesmo, porque a cidade está pedindo socorro.

JÁ VAI TARDE!

Deficitárias, ineficientes, geralmente cobrando preços abusivos (como em Rondônia, por exemplo) e usando grande parte dos seus recursos para pagar salários e benefícios exagerados a  muitos dos seus funcionários – e é por isso que os sindicatos da categoria não querem nem ouvir falar em privatização – as estatais de distribuição de energia, em algumas regiões, vão, sim, passar para a iniciativa privada. A Medida Provisória que autoriza a venda já foi publicada no Diário Oficial da União. A Eletrobras Rondônia/Ceron, esse elefante branco que jamais cumpriu seu papel de levar energia a todos os rondonienses e que castiga várias regiões do Estado com constantes horas de escuridão, por incompetência, é uma delas. Em breve, passará a ser gerida como uma empresa e, aí, o usuário e não sua equipe de funcionários, será o foco principal. Claro que a mudança tem riscos também, porque, dependendo de quem a comprar, caso não seja uma empresa idônea e que respeite seus clientes, a primeira coisa que se fará é aumentar ainda mais a já pornográfica tarifa, que se paga pela energia de qualidade meia boca, distribuída aos rondonienses. Por isso é que o Governo tem que vender a estatal, mas exigir proteção absoluta aos usuários. Como empresa estatal, ainda bem que a Eletrobras/Ceron vai acabar. Já vai tarde!

INFLAÇÃO DIFERENCIADA

Os números oficiais da inflação em 2017 ainda não foram anunciados, mas é provável que não tenham passado dos 3,5 por cento. Se exagerou, tocou nos 4 por cento. Mas, para o rondoniense, ao menos no que se refere ao custo dos combustíveis, a inflação do ano foi quase o dobro. Segundo estudos da Universidade Federal de Rondônia, a Unir, apenas no mês de dezembro o combustível aumentou mais que a inflação de todo o ano: bateu nos 4,66 por cento. Nos 12 meses, a gasolina subiu, no Estado, em 7,32 por cento. Uma coisa absurda. O gás de cozinha, que começou o 2017 custando na faixa de 45 reais, chegou no final do ano, em Porto Velho e em algumas cidades, valendo até 75 reais, ou seja, um aumento absurdo de 60 por cento. Muitos produtos, principalmente na área da alimentação, ou ficaram com custos muito baixos ou até caíram de preço, por causa das safras, jogando os números finais da inflação para baixo. Mas como acreditar num número tão baixo, se dois dos mais importantes produtos para o consumo do brasileiro médio (gasolina) e da maioria dos consumidores, pobres, muito pobres, médios ou ricos (gás de cozinha), tiveram um reajuste muito acima dos níveis inflacionários? Alguma coisa não está batendo bem, nessa conta do governo e dos economistas.

PERGUNTINHA

No próximo dia 24, quando defensores e adversários do ex Presidente Lula e sua turma se confrontarem nas ruas de Porto Alegre, durante o julgamento dele em segunda instância, o Brasil vai sair melhor ou pior do que já está?

Sérgio Pires – BLOG: https://www.facebook.com/opiniaodeprimeira?fref=ts

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  • Publicado: 2 semanas atrás, em 09/01/2018
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  • Última modificação: janeiro 9, 2018 @ 6:05 pm
  • Arquivado em: Colunas, Sergio Pires

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