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Síria acusa EUA de apoio ao EI após ação da coalizão contra forças do regime

De   /  09/02/2018  /  Sem comentários

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O governo da Síria afirmou nesta quinta-feira que “a agressão bárbara” realizada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra as forças do regime no nordeste do país árabe revela o objetivo real da aliança, que é apoiar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Esta foi a mensagem enviada pelo Ministério das Relações Exteriores da Síria através de duas cartas para o escritório do secretário-geral e o Conselho de Segurança da ONU, segundo a agência de notícias oficial “Sana”.

Nas cartas, o ministério lembrou que a coalizão realizou na última madrugada “um massacre brutal contra as forças populares sírias (milícias pró-regime) que lutam contra o ‘Daesh’ (acrônimo em árabe de Estado Islâmico)” na província de Deir ez Zor.

De acordo com as autoridades sírias, o EI ainda está presente em alguns locais situados entre as populações de Khasham e Al Tabia, em Deir ez Zor, graças à proteção da coalizão internacional e de seus aliados.

O ministério acusou aviões dos EUA de terem atacado as “forças populares” que estavam lutando contra os extremistas e de terem deixado dezenas de mortos e feridos entre as milícias pró-regime.

“Esta nova agressão, que representa um crime de guerra e contra a humanidade, além de um apoio direto ao terrorismo, evidencia a natureza das baixas intenções dos EUA contra a soberania da Síria e a unidade de seu território e de seu povo”, indicou o ministério.

O governo sírio garantiu que Washington utiliza a luta contra o terrorismo como pretexto para estabelecer “bases ilegais” na Síria.

O Ministério das Relações Exteriores sírio insistiu que “a presença ilegal (dos EUA) tem, sem dúvida, o objetivo de seguir com o respaldo proporcionado ao ‘Daesh’ e milícias ilegais, assim como estabelecer áreas seguras para eles e obstruir qualquer esforço sério para combater o terrorismo”.

O governo sírio considera que esta atitude dos EUA, que prolonga o conflito na Síria, serve a seus interesses, aos de Israel e aos dos terroristas.

Assim, o regime sírio exige a dissolução da “coalizão ilegal, já que é uma força de proteção e apoio ao terrorismo”.

Além disso, o ministério fez um pedido ao Conselho de Segurança para que condene este massacre e para que a aliança internacional preste contas.

Anteriormente, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou que dezenas de combatentes das forças governamentais sírias morreram no ataque de ontem da coalizão, depois que tiveram início combates entre os leais ao Executivo sírio e as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas e apoiada pelos EUA.

O governo americano, por sua vez, se posicionou sobre o ataque de ontem através da porta-voz do Pentágono, Dana White, que justificou a ação afirmando que se tratou de um ato “de legítima defesa” e garantiu que a Rússia foi informada.

“As forças favoráveis ao regime fizeram o que aparentava ser um ataque combinado contra as tropas das Forças da Síria Democrática (FSD) a leste do rio Eufrates, além da área de não agressão, por isso que a ação das forças da coalizão foi em legítima defesa”, disse White em uma coletiva de imprensa.

De acordo com a porta-voz, forças pró-regime, “do tamanho de um batalhão”, se moveram “em formação” e receberam o apoio de tanques e artilharia, por isso a coalizão reagiu utilizando seus próprios canhões e recorrendo a um ataque aéreo.

“Os oficiais russos foram informados antes, durante e depois do ataque”, frisou White, que não quis entrar em detalhes sobre o número de baixas sofridas pelo inimigo durante a ação.

da Agência EFE

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  • Publicado: 3 meses atrás, em 09/02/2018
  • De:
  • Última modificação: Fevereiro 8, 2018 @ 10:17 pm
  • Arquivado em: Mundo

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