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Venezuela nega que EUA queiram “julgar” resultados das eleições presidenciais

De   /  09/02/2018  /  Sem comentários

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O governo da Venezuela negou nesta sexta-feira que os Estados Unidos pretendem “julgar” os resultados das eleições presidenciais que acontecerão no país caribenho em 22 de abril, em resposta a um comunicado de Washington no qual o governo americano denuncia a falta de “garantias” para a votação.

O Executivo de Nicolás Maduro repudiou as declarações do Departamento de Estado dos EUA, que “pretendem julgar os resultados das eleições presidenciais”, segundo uma nota oficial da Chancelaria venezuelana divulgada hoje por veículos de imprensa locais.EFE/Miguel Gutiérrez

Caracas denunciou a “ânsia do regime supremacista de Donald Trump” contra a chamada revolução bolivariana e acusou o governo americano de pressionar a oposição para que não reconheçam “as conquistas obtidas na mesa de diálogo da República Dominicana”, que depois de dois meses foi suspensa sem acordos.

“Tudo isso com o propósito de ampliar suas sanções coercitivas unilaterais, que tanto dano causaram ao povo venezuelano”, prossegue o comunicado de Caracas.

O governo de Maduro rotulou a administração Trump de “supremacista, xenófoba, racista e belicista” e a acusou de querer assumir uma atribuição “que nenhum povo lhe outorgou para qualificar e prejulgar os resultados de um processo eleitoral que ainda não ocorreu”.

O chavismo reitera “sua denúncia em relação à campanha do governo dos EUA contra as instituições democráticas e do povo da Venezuela, a quem continua ameaçando com a aplicação de mais sanções que afetam a sua estabilidade e qualidade de vida”, conclui o a nota.

Os EUA denunciaram ontem a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela de convocar “unilateralmente” as eleições presidenciais “sem garantias” de que serão “justas, livres e validadas internacionalmente”, e prometeu continuar pressionando Caracas.

“Estas eleições não têm o acordo de todos os partidos políticos e limitam a capacidade dos indivíduos de se apresentar como candidatos”, declarou em comunicado a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.

“Ao negar a participação no processo eleitoral, o regime de Maduro continua desmantelando a democracia da Venezuela e revela o seu governo autoritário”, acrescentou a porta-voz.

– da Agência EFE

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  • Publicado: 4 meses atrás, em 09/02/2018
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  • Última modificação: Fevereiro 9, 2018 @ 1:54 pm
  • Arquivado em: Mundo

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