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Resenha política / Robson oliveira

De   /  23/03/2018  /  Sem comentários

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INCÓGNITA – Enquanto o governador Confúcio Moura não declara publicamente se renuncia da renúncia da pré-candidatura ao Senado, os emedebistas continuam reunindo a militância nos municípios para preparar a legenda para a disputa. A direção do MDB desconfia que o governador deixa a legenda e provavelmente se filie ao Democratas, razão pela qual decidiu retomar as reuniões regionais independentemente da decisão a ser tomada pelo governador. Os emedebistas estão corretos em seguir em frente com ou sem Confúcio Moura. Porém, a foto do governador é afixada nos locais em que a reunião é realizada.

SUSPENSE – Confúcio repete a mesma tática que utilizou na prefeitura de Ariquemes e antes das convenções das eleições estaduais passadas em deixar em suspense a pretensão em disputar o pleito. A confirmar as tendências anteriores, mais uma semana anuncia o que todos já sabem: é candidato ao Senado. O diferente das vezes passadas é que agora não reúne integralmente em torno dele nem o MDB. O suspense provocou muitos rachas e divisões no grupo que ajudou a elegê-lo.

LOROTA – A única pessoa que depende da renúncia de Confúcio Moura é Daniel Pereira para que possa definir o cargo que vai disputar em outubro. Os demais não dependem em tese de uma definição do governador para tocarem os seus projetos.  Embora todos saibam que este suspense é mais uma lorota já que ele (Moura) trabalha vinte e quatro horas para ser senador.

ESTRADA – Quem está encarando com firmeza a disputa eleitoral é Aluísio Vidal. Na semana passada o pastor fez um périplo pelo interior e concedeu entrevista como pré-candidato a senador pela Rede. Será a terceira vez consecutiva que pastor Aluísio tenta a vaga como alternativa aos concorrentes já conhecidos do eleitor. Embora o desafio seja hercúleo para quem não dispõe de estrutura partidária sólida nem recursos financeiros, na capital ele (Aluísio) tem conseguido boas votações.

NOMINATAS – Algumas lideranças municipais que almejavam disputar uma candidatura a deputado federal estão reticentes em ingressar em legenda que se una numa coligação onde estão filiados os atuais deputados federais. Embora haja uma indignação coletiva contra os políticos e uma ânsia de mudanças, não há nada que possa confirmar antecipadamente que o eleitor deixe de votar nas figuras carimbadas, o que assusta quem não dispõe do grosso dos fundos partidários. A renovação tão decantada por aí, pode ser, infelizmente, infinitamente menor do que o esperado em se tratando de Congresso Nacional.

DIFERENTE – Estas eleições são as mais complexas de todos os tempos no país, pois estamos a pouco menos de três meses das convenções e as indecisões em face das candidaturas são maiores do que as certezas: seja no plano nacional, seja no estadual. Não está claro quem de verdade é candidato. Uma diferença abissal em relação às eleições nacionais e estaduais anteriores.

PESQUISA – Os partidos estão mais profissionais e aferindo junto ao eleitor os humores eleitorais. Os números internos não são animadores, mas indicam a cada dirigente o caminho a seguir e os riscos a correr. Será uma campanha atípica que exigirá de todos muita competência para evitar passar vexame. As caras novas terão muito o que explicar para ganhar a confiança de um eleitor incrédulo com a própria sombra. Já as velhas caras vão ser obrigadas a justificarem os malfeitos e a reinventarem os discursos. Do contrário, abstenção, voto nulo e em branco podem surpreender.  A hora é pesquisar para encontrar saídas.

GREVE – Os professores da rede estadual e municipal estão dispostos a levar a cabo os movimentos paredistas até forçar os governos a negociarem algum percentual. Não estão intimidados com as ameaças nem com as provocações porque sabem que em ano eleitoral os governos são obrigados a ceder para evitar maiores desgastes. Pode parecer oportunismo desencadear um movimento paredista em período pré-eleitoral, mas não é.  É uma oportunidade única que a categoria dispõe para repor perdas enormes em seus vencimentos e perder este momento é perder de vez a perspectiva de lutar por dias melhores. Caberá aos governos cortar gastos perdulários para priorizar um setor essencial à população. O problema do movimento é que existe muito representante que nem sabe mais o que é uma sala de aula e, não raro, vive num penduricalho governamental. Mas a greve é justa. Injusto é decretar que não seja!

OAB – Os advogados Elton Assis e Mara Oliveira, membros da atual diretoria, são os prováveis candidatos a presidência da OAB/RO, conforme especulações internas. Outro nome de igual valor lançado recentemente por professores universitários é o do constitucionalista Diego de Paiva Vasconcelos. Doutorando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e recém chegado de uma temporada acadêmica na Itália, Vasconcelos agradeceu a lembrança e declinou a indicação em razão dos compromissos assumidos com a academia. Uma pena, pois Dr. Diego certamente teria o voto deste cabeça-chata, entre tantos.

– Resenha política*

*Por Robson oliveira

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Mictmr1964

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