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Para onde vamos?

De   /  21/06/2018  /  1 Comment

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Edilson Neves*

Esta parece ser a perguntinha básica de todo ser humano: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é o nosso objetivo numa sociedade conturbada na qual a violência se faz onipresente embora exista um discurso pacifista que parece querer permear todas as nossas ações?

Reflexão

Recordo-me quando tinha 10 anos de idade, me perguntava o porquê e o valor de ter que fazer algumas coisas e sem respostas ficava horas e horas me questionando, ou melhor, refletindo sem entender o porquê de estar aqui, eu não entendia o porquê da nossa existência. Hoje, muitas coisa já entendo, no entanto há coisas difíceis de se entender.

Imigrantes

O eixo dessa narrativa é a agressão humanitária imposta pelo governo dos Estados Unidos aos imigrantes. A separação de centenas de crianças de seus pais na fronteira dos Estados Unidos com o México vem gerando indignação não só nas terras do tio Sã como no resto do mundo. Resultado de uma política migratória desastrosa chamada “tolerância zero” do presidente Donald Trump.

 

Este artigo faz breves comentários no assunto e utilizará como referência o maior crime de guerra já cometido por governantes, inclusive pelos Estados Unidos, cujos documentos considerados ultra-secretos tornaram-se públicos há algum tempo.

Detenção

Essa nova política imigratória do governo Americano tem causado fortes polêmicas nos Estados Unidos e no resto do mundo. A chamada “tolerância zero” aos imigrantes ilegais vem causando críticas pesadas à administração Trumpista, por causa da separação de crianças de seus pais. A política estabelecida por Trump diz que todo indivíduo que for pego atravessando a fronteira ilegalmente deve ser criminalmente processado. Se for capturado será levado a um centro federal de detenção.

Separação

Separar uma criança de um pai “É extremamente traumático, uma lacuna que será aberta e que jamais será fechada, além de contrariar valores e direitos humanitários”.  Isto é “desumano”.

Direitos fundamentais

“Considerando que todas as Nações Unidas afirmaram e, a Assembléia Geral da ONU proclamou que, são Direitos Humanos fundamentais e Universais, a dignidade o valor do ser humano, a igualdade entre homens e mulheres, que decidirem promover o progresso social e melhores condições de vida com ampla liberdade por todos os povos e todas as Nações”.

Asno

Trump tenta jogar a culpa nos asnos, afirmando que o apoio dos republicanos a uma legislação mais ampla sobre a imigração poderia pôr fim às separações familiares dos migrantes. Disse ainda que, “os democratas podem consertar as divisões familiares se trabalharem com os republicanos numa nova legislação”.

Elefante

Os democratas, por sua vez, acusam o “elefante” de transformar as crianças em “reféns políticos” para conseguir aprovação de medidas mais rígidas anti-imigração, incluindo o financiamento da construção de um polemico muro na fronteira com o México – promessas de campanha de Trump.

O debate vai muito além da violência entre as crianças.

Veja bem. Os Estados Unidos da América entraram para a história mundial por ser a primeira e única nação a despejar o terror atômico sobre civis.

Holocausto nuclear

Em agosto deste ano o mundo relembra com muita tristeza os 73 anos do maior crime de guerra já cometido contra a humanidade: o holocausto nuclear contra as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Crime do qual os responsáveis jamais foram sequer acusados, muito pelo contrário, foram saudados como heróis.

O Massacre dos Inocentes

Quem nunca ouviu falar no Massacre dos Inocentes? Foi um episódio de infanticídio brutalmente ordenado pelo rei Herodes, rei da Judéia. Segundo historiadores, Herodes teria ordenado a execução de todos os meninos da cidade de Belém na tentativa desesperadora de perder o trono para o recém-nascido “Rei dos Judeus”, cujo nascimento fora revelado para ele pelos Três Reis Magos.

De acordo com a história, quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ele ficou furioso e ordenou o massacre – que fossem mortos todos os meninos de zero a dois anos de idade, em Belém e nos redores.

Um Deus

Astuto e ganancioso, Herodes acreditava que era um Deus e sempre defendia seus interesses. Mas, tinha que ser muito diplomático, freqüentemente mudando de lado, para acompanhar a situação mutável dos governantes romanos.

Terrorismo

Em resumo, todos se parecem, Herodes, Trump, Bashar Hafaezal-Assad, Kim Jong-un… O terrorismo artesanal e o de alto nível tecnológico; o dos fundamentalistas religiosos e o dos fundamentalistas de mercado; o dos desesperados e o dos poderosos; o dos fanáticos isolados e o dos profissionais uniformizados. Todos compartilham do mesmo desprezo pela vida humana: Todos são amantes da morte têm em comum sua obsessão por reduzir a termos militares as contradições sociais, culturais e nacionais.

O Bem contra o Mal

Em nome do Bem contra o Mal, em nome da Única Verdade, tudo se resolve matando primeiro e conversando depois. E, por esse caminho, acabam por alimentar o inimigo que combatem. Foram as atrocidades de regimes ditatoriais que possibilitaram a ascensão de grupos terroristas. Foram as atrocidades dos Estados Unidos no Oriente Médio que, em grande parte, deram origem à guerra santa do terrorismo.

Embora o grande líder das Nações agora, esteja incitando uma nova Cruzada. Não podemos perder a esperança, embora tudo neste mundo pareça estar errado.

Não desista, apesar de ter de enfrentar grandes obstáculos que às vezes fazem você querer desistir. Há sempre razões para sorrir, acredite que elas existem. Se apeguem naquilo que é realmente importante e aguarde que em breve as mudanças aconteçam.

*(Edilson Neves, jornalista, diretor e Editor do Jornal Correio de Notícias de Rondônia/Registro DRT/0001047/RO)

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  • Publicado: 4 semanas atrás, em 21/06/2018
  • De:
  • Última modificação: junho 21, 2018 @ 10:56 am
  • Arquivado em: Colunas, Edílson Neves

1 Comment

  1. Chirlane disse:

    Muito boa reflexão sobre o contexto histórico mundial com palavras de ânimo às pessoas boas. O mal só vence quando os bons se calam. Parabéns!

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