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Viadutos não terão inauguração oficial e só abrem para o trânsito a partir da próxima quarta

De   /  02/07/2018  /  Sem comentários

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O palanque estava montado. Pelo menos meia dúzia de discursos de pré candidatos em outubro faziam parte da agenda. Tudo certinho. Mas o Ministério Público Eleitoral  entrou na jogada e exigiu que não houvesse solenidade de inauguração dos viadutos sobre a BR 364, na altura da Campos Sales, numa das travessias mais difíceis e num ponto extremamente perigoso do trânsito da maior cidade de Rondônia. São dois viadutos, que ficaram paralisados, quais esqueletos abandonados, durante vários anos. Deveriam ter sido inaugurados há oito anos. Enfim, estão concluídos, praticamente. Faltam ainda alguns detalhes. Seriam inaugurados, ainda sem todo o pacote concluído, para discursos, apertos de mãos e troca de elogios entre autoridades e políticos,  nessa segunda-feira, dia 2. Não vai acontecer mais. E a abertura ao trânsito vai demorar mais dois dias. Será apenas na quarta, dia 4. Que não se diga, contudo, que os políticos não ajudaram na conclusão das obras. Ajudaram e  muito. Entre eles os senadores Ivo Cassol e Valdir Raupp, com participações também de Acir Gurgacz. Da bancada federal, destacou-se o trabalho diuturno do deputado Luiz Cláudio, que trabalhou arduamente para liberação de verbas. Vários outros parlamentares também atuaram, cada uma do seu jeito, ajudando para que não faltassem os recursos para a reta final dos trabalhos. Das empresas que conseguiram, enfim, entregar uma obra decente, de qualidade, para a população, há que se elogiar a rondoniense Madecon, que fez parte de um grupo que teve atuação séria, eficiente e sem aquelas mazelas todas que se conhece muito bem, nas muitas obras públicas neste país, usando apenas mão de obra local.

Claro que sempre haverá críticos, não importa que tipo de serviço tenha sido feito. Mas é importante destacar que no Brasil das obras paradas, Rondônia teve uma representação política eficiente, ao menos na constante liberação de recursos federais, para que por aqui as coisas andem. Não só nos viadutos da Campos Sales, como na ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã; em investimentos de recuperação de trechos da BR 364, desde a fronteira com o Mato Grosso e, em breve, a iluminação da ponte do bairro da Balsa. Claro que ainda falta muito, mas é sempre bom comparar nossa situação com a de outros Estados, onde há obras paralisadas há décadas, sem qualquer perspectiva de conclusão. Há que se fazer justiça a quem tem batalhado para que, nesse quesito, estejamos melhores que muitas outras regiões do país. E tem que se destacar também o grande trabalho do Dnit e toda a sua equipe. Um dos nomes mais dedicados e com participação fundamental para que a obra fosse concluída, é o do engenheiro Emanuel Nery. Claro que não fez nada sozinho, mas sua batalha pessoal simboliza o esforços de todos os seus companheiros do Dnit para que, enfim, Porto Velho visse concluídos seu conjunto de viadutos.

O CRIME E A BOMBA DA DELEGADA

O vídeo viralizou na internet em poucos minutos. Foram milhares e milhares de acessos. O caso ferveu. As declarações da delegada Keity Mota, responsável pelo inquérito  do assassinato de Chico Pernambuco, em 19 de março do ano passado, dadas em juízo, dizendo que o crime foi apenas de cunho político e que tem certeza da participação, no caso, do atual prefeito, Luiz Ikenoguchi, explodiram como uma bomba. Ela fez o comentário durante depoimento, como testemunha, no júri de três dos envolvidos diretamente no crime, que, ao final do julgamento, foram todos condenados. A delegada afirmou que tem depoimentos de pessoas que confirmam suas suspeitas, destacando que todas estão tendo seus nomes não revelados publicamente, porque temem por suas vidas. O caso explodiu no blog do jornalista Alan Alex (Painel Político), foi reproduzido em vários outros sites e, na noite de quinta-feira, foi divulgado num dos programas jornalísticos de maior audiência do Estado, o SIC News (SICTV/Record, de segunda sexta, 18h50). A partir daí, o caso tornou-se o principal assunto nos meios policiais e políticos, tanto de Candeias como de Porto Velho e, ainda, teve enorme repercussão em todo o Estado. Até o final deste sábado, o prefeito de Candeias não comentou nada sobre o assunto e nem emitiu nota com qualquer declaração.

PRESOS TERÃO QUE PAGAR PELA COMIDA?

Vai dar rolo! Os defensores dos direitos humanos dos criminosos vão soltar o verbo, arguir inconstitucionalidade, chorar lágrimas de dor e tristeza, quando souberem de detalhes de projeto aprovado esta semana na Assembleia Legislativa. Oriundo do Executivo, o projeto determina que os presos que usam tornozeleiras eletrônicas paguem pelo equipamento. Assinada pelo governador Daniel Pereira, a petição afirma que “o uso de tornozeleiras eletrônicas no Estado, busca desafogar o sistema prisional”, mas, ao mesmo tempo, “em virtude do comedimento dos recursos públicos”, pede que os deputados aprovem que “os próprios detentos que usem o equipamento, paguem por essa despesa”. Um preso na cadeia, bancado pelo Estado, custa mais de 1.820 reais/mês. O detento que usam a tornozeleira, custa mais ou menos 220 reais. É esse preço que o projeto quer que o usuário do equipamento pague. Só isso já vai dar um rolo danado! Mas uma emenda do deputado Jesuino Boabaid, também aprovado no contexto do projeto, que passou com aprovação unânime dos 20 parlamentares presentes à sessão, ainda vai dar muito pano pra manga. O texto determina que o presidiário, a partir de agora, pague pelo alimento que consome. E aí, pessoal dos direitos humanos? Vão deixar por isso?

SÃO 300 MILHÕES EM ROYALTIES

A hidrelétrica de Santo Antônio tem pago verdadeiras fortunas em royalties, tanto para o Estado quanto para Porto Velho e, ainda, em percentual menor, para os cofres da União.  Em apenas seis anos de funcionamento (de março de 2012 até agora), a Santo Antônio já pagou nada menos do que 300 milhões de reais, uma média de 50 milhões anuais. Os benefícios foram maiores para Porto Velho, porque a nova lei que regulamenta os royalties, os destina em 65 por cento para os cofres municipais. O Estado recebe 25 por cento e os demais 10 por cento são para a União. Na média, dos quase 4 milhões e 200 mil reais distribuídos mensalmente, nada menos do que dois milhões e 700 mil entram nos cofres municipais. No ano, esse valor pode chegar a mais de 32 milhões de reais, apenas para a Capital. No caso da Hidrelétrica Santo Antônio, os royalties serão pagos durante todo o período de concessão da usina, ou seja, até 2043, prorrogáveis por mais 35 anos (até 2078) com a renovação da concessão.

CADEIA NOS COLARINHOS BRANCOS!

Todos os dias a mídia anuncia novas prisões, novas denuncias, novas ações contra os criminosos que avançam sobre os cofres públicos. Imaginava-se que, com essa mudança de atitude, já que em tempos idos era raro os ricos e poderosos irem para a cadeia, os malandros corruptos fossem se assustar (já que agora isso se tornou comum) e diminuir suas ações tenebrosas de desvios do nosso dinheirinho. Nada disso. Pelo contrário, mesmo com tudo o que está ocorrendo, basta levantar um pouquinho só a ponta do tapete, onde querem que se investigue, que se descobre  crimes, roubalheiras, desvios, ações de quadrilheiros, todos querendo ganhar dinheiro fácil. Nessa semana, mais uma operação da Polícia Federal em Ariquemes, comprovou isso. Um golpe contra o INSS, que já tinha chegado a muita gente graúda, na primeira fase da operação, em março do ano passado (incluindo aí advogados), agora tratou de jogar a rede da lei sobre quem se faturou muito em um esquema fraudulento de aposentadorias e benefícios. Não são só os bandidos, fortemente armados e protegidos por lei espúrias, que não temem mais as autoridades e ignoram punições. Gente do colarinho branco também continua se arriscando, para ganhar uns tostões a mais. Cadeia neles!

OS MALANDROS E OS NECESSSITADOS

Não é a primeira vez que acontece e não será a última. Mutuários recém beneficiados com moradia própria em conjuntos habitacionais da Capital, correm para as redes sociais, oferecendo suas casas ou apartamentos, que receberam há bem pouco tempo, para venda ou aluguel. O último caso foi denunciado pela vereadora Ada Boabaid, indignada com a cara de pau de alguns mutuários que esperam longos anos para terem seus imóveis e, quando os ganham, querem fazer dinheiro. Segundo ela, alguns que recém receberam  seus imóveis no conjunto Cristal da Calama, estão  publicando fotos deles e os oferecendo para compra ou locação. “Algumas unidades são oferecidas a preços extremamente convidativos, muito abaixo dos valores do mercado, embora seja totalmente irregular qualquer negócio com a habitação recebida num prazo de dez anos”, denunciou a vereadora. Enquanto alguns malandros conseguem burlar os órgãos que selecionam os beneficiários, milhares de outros, realmente necessitados, ficam fora dos programas habitacionais. Nesta semana, aliás, num conjunto da Prefeitura, mais de 200 famílias foram desalojadas, depois de terem invadido as mais de 250 casas, que estão semiconcluídas há anos e que, abandonadas, são antro de vagabundos e do tráfico. E é neste mundo de injustiças que o setor habitacional rondoniense (e brasileiros, porque ocorre em todo o país!), vai sendo gerido!

A DROGA RONDA A ESCOLA

Moradores da região, alunos, pais de alunos e professores estão apavorados, sem saber mais a quem recorrer.  O caso está se registrando no entorno da Escola Flora  Calheiros, no bairro Esperança da Comunidade. Os estudantes do EJA, que vão as aulas noturnas, são assediados por um bando de traficantes, oferecendo a eles vários tipos de drogas. É como se fosse um comércio ambulante, daqueles que se vê no entorno das escolas, para venda de lanches, sucos e refrigerantes. A diferença é que os traficantes vendem algo que destrói vidas e acaba com sonhos, não só dos jovens, como de suas famílias. Inúmeras denúncias já foram feitas. Várias vezes foi pedida a ação da Patrulha Escolar (ué, ainda existe?), mas nada foi feito até agora para coibir a ação tranquila e impune dos vendedores de drogas próximo à escola. Vizinhos da Flora Calheiros confirmam todas as denúncias e dizem que alguns dos marginais já foram presos, mas poucos dias depois voltam ao mesmo ponto, tentando empurrar drogas para os estudantes. Denúncias foram repetidas na mídia, incluindo o programa Rota Policial, da Rádio Rondônia (no ar de segunda a sexta, das 7h às 8h30 da manhã), onde moradores, pais e estudantes desabafam, pedindo socorro.

PERGUNTINHA

O almoço de segunda-feira será festivo e alegre, com a vitória da nossa Seleção contra os Mexicanos ou teremos que amargar mais uma decepção numa Copa do Mundo, voltando mais cedo para casa?

Sérgio Pires – BLOG: https://www.facebook.com/opiniaodeprimeira?fref=ts

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