Carregando...
Você está aqui:  Home  >  Colunas  >  artigo atual

Porta voz do PSB, Mauro Nazif ataca Confúcio. É o mesmo governo ou é outro governo?

De   /  04/07/2018  /  Sem comentários

    Imprimir       Email

Começaram, de fato, as batalhas internas, municiadas de todos os ingredientes que se conhece, na guerra política que se avizinha. Tudo ainda menos hard, porque vai esquentar mesmo mais à frente, quando as candidaturas forem oficializadas. Mas as coisas começam a esquentar. Um dos alvos preferidos, ao menos por enquanto, é o ex governador e candidato ao Senado, Confúcio Moura. Depois de sofrer grande pressão dentro do próprio partido, o MDB, conforme a coluna já relatou na última edição deste Blog, agora ele passou a ser atacado também por uma ala de políticos que fazia parte do seu rol de aliados, até há pouco.  E o porta voz foi Mauro Nazif, exatamente o dirigente do PSB que negociou, com o grupo de Confúcio, o nome da Daniel Pereira, para ser o vice na chapa vencedora, na reeleição ao Governo. Nazif atacou Confúcio, dizendo, por exemplo, que ele deixou um governo sem dinheiro e recheado de graves problemas, para Daniel Pereira administrar, além de outros ataques mais duros. Surpreendeu-se quem ouviu o discurso de Nazif, em Cacoal, pelo tom agressivo, palavreado, aliás, que nem é comum nas falas do ex prefeito de Porto Velho e presidente regional do PSB. No encontro, Nazif confirmou que seu partido será aliado de Acir Gurgacz para o Governo e só se surgir algum imprevisto é que será escolhido outro nome. Não falou textualmente, mas é óbvio que só poderia ser  o de Daniel Pereira.

O evento de Cacoal teve outros ingredientes. Um deles: o governador Daniel Pereira estava na região e não compareceu ao encontro do PSB, alegando que tinha um compromisso oficial, no mesmo horário. A ilação lógica foi que a ausência do nome mais importante do partido, num encontro regional, tinha o intuito de não o ligar diretamente às duras críticas contra seu, até há pouco, companheiro de governo. Confúcio e seu ex vice, agora Governador, vêm se distanciando, desde poucos dias depois da troca de comando no Estado,  quando Daniel mexeu em toda a equipe confunciana, embora muitos terem pedido para sair. Os principais nomes, os que compuseram o quarteto mais forte na administração anterior (George Braga, Emerson Castro, Wagner Garcia de Freitas e Valdo Alves), caíram fora, pouco tempo depois da posse de Daniel. Confúcio queixou-se em discurso, num recente encontro do MDB, em Ariquemes, lamentando que “é o mesmo Governo, mas não parece ser o mesmo Governo!” No encontro de Cacoal, Nazif, em nome do PSB contra atacou. Quem está assistindo de camarote a toda essa confusão, são os candidatos ao Governo do MDB, Maurão de Carvalho; do PDT, Acir Gurgacz e do PSDB, Expedito Júnior. Eles ainda não estão no olho do furacão!  Ao menos por enquanto…

A ESCOLHA DE SOFIA NA CÂMARA

Dez vereadores da Capital sumiram, nesta terça. Por isso não houve quórum para a votação da nova lei que, se aprovada, autorizará oficialmente o sistema de táxis compartilhado. Agradará, enfim, a uma grande e mobilizada categoria, a dos taxistas. Mas, ao mesmo tempo, pode significar o desemprego e praticamente o começo do fim do sistema de transporte coletivo em Porto Velho. Por isso, representantes das duas categorias lotaram a Câmara ontem. Taxistas querendo a lei aprovada. Motoristas e cobradores, exigindo que ela não seja avalizada pelos vereadores, pelo risco de demissão em massa no consórcio dos ônibus que atende a cidade. É uma situação complexa e, por isso, o sumiço de muitos edis. Como um grande percentual dos atuais vereadores é de candidatos em outubro, a maioria à Assembleia, mas também à Câmara Federal e Senado,  todos vão atuar de olho nos votos das duas categorias. Mas, se agradarem os taxistas, perdem o apoio dos trabalhadores dos ônibus. Se fizerem o contrário, ganham a ojeriza dos taxistas. Enfim, é uma escolha de Sofia, uma sinuca de bico, um beco sem saída. Antes da sessão, que foi suspensa, os taxistas contavam com 16 votos a favor, Claro que exageraram no otimismo. O assunto foi empurrado com a barriga para a semana que vem…

CAPITAL GANHA NOVOS VIADUTOS

Dia de festa para a população de Porto Velho. Depois de longos anos, finalmente será aberto ao tráfego o novo sistema de trânsito na BR 364 com Campos Sales, com a entrega parcial dos viadutos, obras projetadas há mais de uma década e meia, iniciadas há cerca de oito anos e só agora concluídas. O Dnit realizou a obra e ela foi feita com extrema qualidade por um grupo liderado pela empresa rondoniense Madecon. Mas tem que se destacar, nessa reta final, o trabalho importante feito por parlamentares federais, principalmente pelo deputado Luiz Cláudio e do senador Ivo Cassol. Ambos foram incansáveis na batalha pela liberação de recursos federais, em momentos em que o prosseguimento dos trabalhos corriam risco, por falta de dinheiro. Um dos empresários responsável pelas obras, destacou a atuação da dupla, para que os viadutos, finalmente, fossem concluídos. Outros deputados e senadores também ajudaram, mas quem esteve mesmo a frente desta batalha, junto ao Ministério dos Transportes, foi mesmo a dupla Luiz Cláudio/Cassol. O prefeito Hildon Chaves, que está comemorando a entrega de obras tão importantes na cidade que comanda (e, diga-se de passagem, pelas quais batalhou também desde o primeiro dia de mandato), anunciou que em 60 dias a Prefeitura colocará toda a iluminação necessária nos novos viadutos.

HORA É  DE DUPLICAR CUIDADOS

A partir de agora e ao menos nos primeiros dias, até que os motoristas se habituem a utilizar o novo sistema, com a abertura dos viadutos, com as pistas laterais e as pistas que levam a ambos os lados da cidade, é preciso cuidados redobrados. O engenheiro Emanuel Nery, do Dnit, alerta que os motoristas devem obedecer atentamente a sinalização, para evitar problemas. É importante destacar que a área ainda terá obras, até o final do ano, para todo o conjunto projetado (incluindo a ligação da BR com a avenida Prudente de Moraes), esteja concluído. Ou seja, baixa velocidade, muitos cuidados, atenção à sinalização e muito bom senso, podem evitar acidentes. Dentro de alguns poucos dias, depois de passado o período da novidade, as coisas começarão a se ajustar. Mesmo assim, é sempre bom ficar de olho, duplicar cuidados, andar com sabedoria e respeito ao trânsito, que já é caótico, muito também por (ir)responsabilidade  dos motoristas.

O COMEÇO DO FIM

Em Rondônia também: grande número de dirigentes sindicais que mamaram nas tetas de um imposto sindical obrigatório a vida inteira, vão ficar sem pai e sem mãe. Desde que o Supremo considerou Constitucional a nova legislação, que não impõe mais obrigatoriedade à “contribuição” dos trabalhadores, mas apenas opcional, muitas entidades que nunca precisaram dar duro para conquistar seus associados, terão apenas duas opções: trabalhar decentemente em defesa de sua categoria, para ter ela o apoio financeiro necessário ou fechar as portas. Hoje o Brasil tem mais de 15.800 sindicatos, 90 por cento deles de trabalhadores. A África do Sul tem apenas 191 sindicatos. Os Estados Unidos, 190; o Reino Unido tem 168 e a Dinamarca 164. A Argentina tem apenas 91. Só por esses números absurdos, há se pode compreender a situação vampiresca do sindicalismo brasileiro, vivendo do dinheiro dos trabalhadores, cumprindo ou não seu papel. Essa mamata acabou. É o começo do fim da República Sindicalista!

TEMPO DO HORÁRIO GRATUITO

Os cálculos definitivos  ainda serão feitos e, claro, pode mudar tudo, depois de fechadas toas as coligações. Mas, se o sistema começasse hoje, os candidatos do MDB, PT e do PSDB teriam o maior tempo de TV, na distribuição feita pela Justiça Eleitoral . Por exemplo: o candidato a Governador petista, se for confirmado o nome de Paulo Benito, teria 14 minutos por dia, divididos em dois momentos de sete minutos por cada pacote de inserções. O segundo melhor. Mas o maior tempo será do representante do MDB. Maurão de Carvalho, já confirmado como o nome do partido na disputa, teria, pelos cálculos iniciais, 15 minutos diários, sete e meio minutos de manhã e o mesmo tempo à noite. Expedito Júnior, tucano para o Governo, pelo tempo atual, ficaria com algo em torno de 12 minutos, seis de manhã e seis à noite. O pedetista Acir Gurgacz teria perto de 10 minutos, dois tempos de cinco. Claro que tudo  pode aumentar ou diminuir depois de formalizadas as coligações. Mas proporcionalmente, será mais ou menos isso o que ocorrerá, na distribuição do horário eleitoral gratuito. Prejuízo mesmo terá o jovem candidato Vinicius Miguel, da Rede: ao menos por enquanto, apenas 1 minuto diário, com duas inserções de 30 segundos.   Claro que é apenas um desenho, mas já dá uma ideia dos tempos que as forças políticas terão, embora tudo ainda dependa das coligações. Quanto mais fortes eles forem, a mais tempo terão direito.

BOLSONARO QUER NOVO STF

O presidenciável Jair Bolsonaro bateu de frente com o Supremo, numa entrevista a uma emissora do Nordeste. Disse que vai aumentar de 11 para 21 o número de ministros caso seja o Presidente, para que “exista mais isenção”. Bolsonaro criticou duramente algumas decisões do STF, principalmente algumas recentes, como a do ministro Lewandowski, que decidiu suspender privatizações que não tenham aval do Congresso. Para provocar ainda mais, principalmente seus adversários petistas, Bolsonaro afirmou que nomeará, caso Presidente, apenas juízes no estilo de Sérgio Moro, que está julgando os principais personagens envolvidos na Lava Jato. “Não sei se ele aceitaria, mas eu o indicaria”, disse o Presidenciável. Nos tempos do regime militar, já houve intervenção no número de ministros do Supremo: eram 11 e, por decreto do então presidente Castelo Branco, passaram a ser 16. Como alguns deles incomodavam os militares, o presidente militar seguinte, Costa e Silva, aposentou compulsoriamente três dos membros do STF. Depois, ainda no regime militar, o número voltou a ser de 11, como o é agora. Bolsonaro, portanto, voltou a mexer no abelheiro.

PERGUNTINHA

Você acha que os grupos políticos que vão disputar o Governo já estão definitivamente formados ou ainda é muito cedo para dizer quem estará ao lado de quem, na eleição que se realiza daqui a 97 dias

Sérgio Pires – BLOG: https://www.facebook.com/opiniaodeprimeira?fref=ts

    Imprimir       Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *