Carregando...
Você está aqui:  Home  >  Destaques  >  artigo atual

Comunidade reclama do atendimento na Policlínica Oswaldo Cruz

De   /  11/07/2018  /  Sem comentários

    Imprimir       Email

A situação crítica da saúde em Porto Velho não é muito diferente do resto do Brasil. Falta vontade política para resolver o problema. Habitualmente, não há verba suficiente para a saúde, entretanto, quando esta existe é corroída por duas irmãs siamesas: a má gestão e a corrupção.

Usuários que procuram a Policlínica Oswaldo Cruz (POC), na capital de Rondônia, têm reclamado – e muito – do péssimo atendimento na Policlínica. Dentre as principais reclamações estão a demora na fila de espera, a falta de atendimento humanizado no setor de Regulação. Os pacientes reclamam da demora na regulação após consultas com as especialidades de clínico geral, ginecologista e pediatria.

Poucos elogios, muitas críticas e reclamações freqüentes na demora. As avaliações dos pacientes atendidos na POC atestam que, as reclamações são rotinas das pessoas com problemas de saúde que precisam de atendimento. A reportagem do jornal CORREIO de NOTÍCIA visitou a Policlínica Oswaldo Cruz para um “teste informal”, e ouviu diversas reclamações dos usuários.

De acordo com os relatos, a falta de preparação e solução nos atendimentos realizados no 3ª andar da Policlínica vem ocasionando muita insatisfação aos pacientes do SUS. “Às vezes venho para saber quando serei chamada para fazer meu exame de tomografia, mas quando cheguei à regulação, fui atendida pela Gerente de Regulação, uma senhora chamada Rosemar que não me deu a mínima atenção e em poucas palavras informou que não pode fazer nada, quanto ao meu problema de saúde”, relatou dona Maria Souza.

Entre lágrimas dona Maria, demonstrou muita indignação com a forma que fui recebida, “somos seres humanos e não merecemos ser tratados dessa maneira. Essa funcionaria que trabalha na gerência de Regulação do SUS é funcionaria publica e trabalha em um órgão público de saúde do Governo e deveria no mínimo promover um bom atendimento para os usuários que procuram informações”, desabou.

A maior parte das reclamações de quem busca atendimento em um dia quente e seco como hoje (11) era sobre o tempo que tiveram que ficar à espera de atendimento médico. Depois de muita espera, o que mais foi relatado pelos pacientes ouvidos pela reportagem é a sensação (leiga) de que os profissionais fazem diagnósticos “quase instantâneos”, sem análises detalhadas de seu estado de saúde.

Do lado de fora do prédio da Policlínica Oswaldo Cruz, acena da mãe Josefa da Silva Pinheiro, 38, com seu filho no colo chamava a atenção. Ela andava de um lado para outro, com o pequeno João Michael, 3. “Ele está, há duas semanas gripado, com tosse e falta de ar. O menino chorava e, mesmo assim, continuava esperando pelo atendimento. “Estamos aqui há quase duas horas. Vamos para “uma sala, mandam ir para outra, e continuamos sem saber o que fazer”, disse ela. “É a terceira vez que estou vindo aqui nas últimas semanas. E

agora já estou esperando há 2 horas para conseguir atendimento”, explicou.

Na avaliação dos médicos que o atenderam, ele tem uma virose. “Só dizem isso, que ele tem uma virose”. Ela assume não entender nada de medicina, mas, lista os procedimentos que julga estranhos nas avaliações clínicas. “A médica nem encostou nele. Isso tá certo? Só me perguntam umas coisas e mandam voltar para casa, tomando xarope. Nunca fez uma inalação, nada. E ele não melhora. Já vi colega minha perder o filho assim,” desabafou.

Propaganda demagógica

Um funcionário deste site viveu uma triste experiência, que o deixou revoltado. Não o identificamos para que não seja prejudicado noutros tratamentos que faz na POC. No mês passado, o nosso jornalista pensando que havia chegada a “sortuda” hora de se submeter a uma cirurgia de vista, acreditou na propaganda de um mutirão de cirurgias de cataratas que seria realizado naquela casa de saúde (?), e lá foi acreditando que seria seu dia de sorte. Qual nada! Nosso colega permaneceu – em pé – “exatamente” das 14 horas até as 21h. Depois de tanto cansaço desistiu porque, ainda, lhe apresentaram uma lista de procedimentos (exames laboratoriais) que deveria ser cumprida antes da prometida cirurgia. E, lá iria ele à deturpada Regulação para marcação dos exames solicitados. E, demoraria mais um tanto para outro mutirão… Desistiu.

Se fosse atribuir uma nota para o atendimento médico básico na Policlínica Oswaldo Cruz, ele disse que daria um “zero pela péssima estrutura que o governo oferece à população”, afirma o colega.

“Os hospitais públicos de Porto Velho estão superlotados, faltam materiais e medicamentos e não oferecem as mínimas condições de atendimento. As equipes médicas e funcionários atendem muito mal, eles não dispõem da mais elementar infraestrutura. Os corredores vivem lotados de pacientes”, disse.

“Os pobres, aqueles que realmente precisam, e, que não podem pagar planos de saúde, são as únicas vítimas da iniqüidade dos nossos governantes, completamente alheios ao sofrimento da população”, afirmou Eleonora.

O jornal CORREIO entrou em contato com a diretora da Policlínica Oswaldo Cruz, Maria de Fátima Vital, através do telefone 3216-2216, mas não obteve respostas. A reportagem, também, tentou falar com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que repassou os questionamentos para a Assessoria de Comunicação, que até o final da tarde desta quarta-feira, 11, não se manifestou.

Concluo afirmando o que disse no começo da matéria: o caos na saúde pública se deve à falta de vontade política para resolver os problemas. Por má gestão ou, ate, mesmo, por corrupção, irmãs siamesas da saúde pública.

– Da Redação/CNR

    Imprimir       Email
  • Publicado: 1 semana atrás, em 11/07/2018
  • De:
  • Última modificação: julho 12, 2018 @ 8:09 am
  • Arquivado em: Destaques

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *