Pelo terceiro ano Jaqueline Cassol comparece à Trilha das Poderosas

A deputada federal Jaqueline Cassol (PP-RO) participou pela terceira vez da Trilha das Poderosas, em Espigão D’Oeste. O evento contou a presença de mais de 200 mulheres que desafiaram as dificuldades da trilha de mais de 8 horas, muitas delas em baixo de chuva. Na 4ª edição do evento, o percurso começou no sábado(16) e terminou no domingo (17).

A parlamentar esteve acompanhada da vereadora Lirvani Storch (PP-RO), que também apoia o movimento, que já virou tradição no município. Para a deputada a Trilha das Poderosas é uma demonstração de como as mulheres podem e estão, de fato, ocupando espaços, normalmente, visitado apenas por homens. “Lugar de mulher é onde ela quiser! Ver centenas de mulheres fazendo trilha, pilotando suas motos, empoderadas é incrível! Eu amo estar nesse lugar, compartilhando a alegria dessas mulheres”.

Posse diretoria OAB Subseção de Cacoal

Na última quinta-feira (14) a deputada federal Jaqueline Cassol, na condição de advogada e membro da OAB/RO, compôs a mesa da solenidade de posse da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção de Cacoal.

Tomaram posse o presidente Diógenes Nunes; a vice-presidenta Gloria Chris Gordon; como secretário-geral Ana Paula de Lima Fank;  secretário-geral-adjunto Leonardo Fabris Souza; e diretora tesoureira Jaquelize Aparecida Gonçalves Rodrigues.

A nova diretoria assume a gestão da OAB Subseção de Cacoal até 2021.

 

CN

Hungria abrirá sede comercial com status diplomático em Jerusalém

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou nesta terça-feira que seu país abrirá um escritório comercial com status diplomático em Jerusalém, durante um encontro com o chefe do Governo israelense, Benjamin Netanyahu, segundo informou o escritório de imprensa do Executivo local.

“Acabo de informar ao primeiro-ministro (Netanyahu) que o Governo húngaro decidiu abrir uma representação comercial com status diplomático aqui, portanto também teremos uma presença oficial em Jerusalém”, declarou Orbán, que acrescentou que esta decisão representa “um passo para melhorar ainda mais a relação entre o povo israelense e a Hungria”.

Netanyahu felicitou Orbán pela decisão e o agradeceu por “ter ampliado a embaixada da Hungria em Israel a Jerusalém”, o que, garantiu, significa “ter uma extensão” húngara na Cidade Santa que tratará de assuntos comerciais, e representa “um sinal da amizade” entre Hungria e Israel.

Além disso, o líder israelense disse que ambos os Estados enfrentam “adversários comuns”, como “o Islã militante” e “as suas forças radicais”, e acrescentou que os serviços secretos israelenses colaboram estreitamente com os da Hungria.

Os líderes também trataram sobre como aumentar a cooperação nos âmbitos de segurança, inteligência, tecnologia, saúde e meio ambiente.

A reunião de Netanyahu com Orbán aconteceu pouco depois de o dirigente israelense ter se reunido com o primeiro-ministro da Eslováquia, Peter Pellegrini, que anunciou que seu país abrirá em breve um centro cultural, de informação e inovação em Jerusalém, e acrescentou que destinará um representante diplomático “responsável de inovação” à nova sede da Cidade Santa.

Em outro encontro separadamente, Netanyahu se reuniu anteriormente com o primeiro-ministro da República Tcheca, Andrej Babis, com quem tratou vários assuntos de cooperação bilateral.

As relações entre tchecos e israelenses se fortaleceram recentemente, após a inauguração em novembro em Jerusalém pelo presidente tcheco, Milos Zeman, de um escritório para realizar atividades culturais e comerciais em nome da República Tcheca, o que foi visto como um “primeiro passo” para abrir sua embaixada nesta cidade.

O status de Jerusalém é uma questão delicada desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu a Cidade Santa como capital israelense, uma decisão que se materializou com a mudança de sua máxima legação diplomática em maio, decisão que foi seguida pela Guatemala.

Este passo supôs uma ruptura do consenso internacional de não estabelecer embaixadas rm Jerusalém até que não houvesse uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos, uma postura compartilhada pela União Europeia.

Os líderes de Hungria, Eslováquia e República Tcheca visitaram Israel a convite de Netanyahu para participar de uma cúpula do Grupo de Visegrado, que é integrado por esses países, mais a Polônia, e que deveria ter começado ontem.

No entanto, a conferência finalmente foi cancelada depois que o Governo polonês suspendeu sua viagem pela polêmica suscitada por causa de recentes declarações de Netanyahu e de seu ministro de Relações Exteriores, Israel Katz, nas quais acusaram poloneses de terem participado no Holocausto contra os judeus.

 

CN

Sete crianças refugiadas sírias morrem em incêndio em casa no Canadá

Sete crianças de uma família de refugiados sírios morreram nesta terça-feira em um incêndio na casa que ocupavam na cidade canadense de Halifax, no litoral atlântico do país.

Além dos sete menores, dois adultos – um homem e uma mulher – estão hospitalizados após ficarem feridos no incêndio que começou durante a madrugada.

Em entrevista coletiva realizada hoje, o chefe adjunto dos bombeiros de Halifax, David Meldrum, declarou que os serviços de emergência receberam “várias” chamadas informando um incêndio em um dos bairros da cidade.

Quando os bombeiros conseguiram apagar o fogo, descobriram os corpos das sete crianças, acrescentou Meldrum.

O chefe adjunto dos bombeiros também declarou que foram iniciadas as investigações para determinar as causas do incêndio e que qualquer “especulação” neste momento sobre o que teria gerado o fogo seria inadequada.

Vizinhos entrevistados por veículos de imprensa locais disseram que ouviram uma explosão momentos antes do início do incêndio e alguns especularam que pode ter sido um botijão de gás.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, expressou através do Twitter suas condolências pela tragédia.

“Faltam palavras quando crianças são tiradas de nós tão cedo, especialmente em circunstâncias como estas. Meu coração está com os sobreviventes do horrível incêndio em Halifax nesta manhã, e os entes queridos que estão lamentando esta tremenda perda”, disse Trudeau.

O centro comunitário e mesquita Ummah de Halifax informou no Facebook que os sete menores mortos eram filhos do casal que ficou ferido no incêndio.

Segundo uma mensagem publicada pela mesquita, o mais jovem entre os mortos tinha quatro meses de idade, enquanto o mais velho tinha 14 anos.

O imã da mesquita, Abdalá Yusri, disse à emissora de televisão “CTV” que a família chegou ao Canadá há dois anos fugindo da guerra na Síria e era originária da cidade de Raqqa, antiga “capital do califado” que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) proclamou em junho de 2014.

CN

Ajuda humanitária à Venezuela é tema de reunião no Planalto

Bolsonaro conversa com Toffoli, Alcolumbre e Maia

A cúpula dos três Poderes da República se reuniu hoje (19) no Palácio do Planalto para discutir a ajuda humanitária do Brasil à Venezuela. A pedido de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela há quase um mês, vários países uniram para enviar alimentos, medicamentos e gêneros de primeira necessidade.

Durante o encontro de hoje o presidente Jair Bolsonaro conversou sobre o apoio brasileiro com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Também participaram da reunião os ministros Fernando Azevedo (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Guaidó coordena a distribuição de doações na Venezuela e pretende fazer um evento no próximo dia 23, quando faz um mês que ele se autoproclamou “presidente encarregado” ou interino. No entanto, o presidente Nicolás Maduro impede a entrada da ajuda humanitária, colocando contentores na fronteira com a Colômbia, sob a alegação que há uma orquestração para desestabilizá-lo.

Apoio

O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a reconhecer o governo interino de Guaidó. O presidente Jair Bolsonaro prometeu apoio político e econômico ao processo de transição “para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela”.

Juan Guaidó e a família, a mulher Fabiana Rosales e a filha Miranda – REUTERS/Andres Martinez Caseres/Direitos Reservados

Na semana passada, a recém-nomeada embaixadora da Venezuela no Brasil, María Teresa Belandria, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Eles acertaram que será instalada uma central de distribuição de ajuda humanitária em Roraima – estado fronteiriço à Venezuela.

O governo brasileiro lidera uma operação, batizada de Acolhida, que inclui o ordenamento de fronteira, o acolhimento e a interiorização dos imigrantes venezuelanos. Atualmente, existem 13 abrigos em Roraima, dos quais 11 em Boa Vista e dois no município de Pacaraima, segundo levantamento do Minsitério da Defesa.

 

CN

Comissão do Senado aprova convite para que Bebianno dê explicações

Após um longo e acalorado debate, a Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado aprovou nesta terça-feira (19), por seis votos favoráveis e cinco contrários, um requerimento convidando o ex-ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, exonerado ontem (18), a dar explicações sobre o caso das supostas candidaturas laranjas em 2018. Inicialmente a ideia era pedir a convocação de Bebianno, mas depois da saída do governo, ele não pode mais ser obrigado a falar no Senado.

A data da audiência com Bebianno será definida pela CTFC caso ele aceite o convite.“A melhor forma do senhor Bebianno se redimir pelos seus malfeitos é comparecer ao Senado e abrir o jogo, sem permitir que sua exoneração sirva pra varrer a sujeira para debaixo do tapete”, defendeu o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que protocolou o requerimento.

Bebianno, presidente do PSL na época da campanha eleitoral, é suspeito de irregularidades no repasse de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para candidatas do partido. Ele nega participação nas irregularidades.

Questionamento

O líder do PSL, partido de Bebiano, Major Olímpio (SP), questionou a competência da comissão para interrogar o ex-ministro, tendo em vista que à época que ocorreram os fatos que estão sendo apurados, Bebianno não era ministro de governo. Para tentar impedir o convite, Olímpio fez um apelo aos senadores insistindo que o caso está sendo apurado tanto pela Justiça Eleitoral como pela Justiça Federal.

“Como membro do PSL de São Paulo, tenho todo interesse que seja esclarecida qualquer eventual prática de crime. O que estamos dileberando é a competência desta comissão em relação à atos do Executivo”, explicou.

Também sem sucesso, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) chegou a pedir a postergação da deliberação do requerimento, sob o argumento de esperar o andamento da apuração da Justiça Eleitoral e do Ministério Público. O emedebista acusou senadores de oposição de tentar desviar o foco da Casa da discussão de reformas, como a da Previdência que será enviada amanhã ao Congresso.

“A agenda é a reforma da Previdência e parece que estamos querendo amplificar uma crise para impedir a discussão de reformas. O ministro Sergio Moro vem hoje a essa casa [entregar a proposta de Lei Anticrime], essas são matérias que a sociedade quer o nosso envolvimento, o nosso debate. Eu não vejo onde a presença de um ex- ministro vai contribuir com essa pauta”, criticou Bezerra.

 

CN

Presidente Bolsonaro assina Projeto de Lei Anticrime

Ministro Sergio Moro leva proposta ao Congresso esta tarde

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (19), em solenidade no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei Anticrime. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, responsável pelo texto, deve ir ao Congresso nesta tarde para protocolar a proposta, dando início à tramitação do projeto.

O governo tratou das alterações das competências da Justiça Eleitoral em um projeto de lei complementar e a tipificação do caixa dois como crime em um projeto de lei ordinária. A proposta de criminalização do caixa dois será apresentada em um projeto separado. De acordo com o Moro, a decisão partiu das reclamações de agentes políticos de que caixa dois é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade que corrupção, crimes organizado ou crimes violentos.

“Então acabamos optando por colocar a criminalização [de caixa dois] em um projeto à parte, mas que está sendo encaminhado no mesmo momento. Foi o governo ouvindo reclamações razoáveis dos parlamentares quanto a esse ponto e simplesmente adotando uma estratégia diferente”, explicou o ministro.

Como a prática de caixa dois estava prevista apenas na legislação eleitoral, segundo o ministro, agora ele poderá ser tipificado adequadamente como crime. “Caixa dois não é corrupção. São dois crimes e os dois são graves”, disse Moro.

Pacote

Na cerimônia, Moro afirmou que o pacote é uma sinalização de que o governo “não será condescendente com a criminalidade, especialmente a criminalidade mais grave”. O ministro lembrou que a proposta foi uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, e que ainda que o texto trate de medidas pontuais, dividida em três diferentes textos, será suficiente para o combate à corrupção, o crime organizado e o crime violento.

“A compreensão do governo é de que estes três problemas estão relacionados. O crime organizado é um fator de incremento dos crimes violentos. A corrupção esvazia recursos e a eficacia de politicas públicas direcionadas ao crime organizado e o crime violento”, afirmou.

Sergio Moro classificou como medidas “concretas e fortes” as propostas que chegam hoje ao Congresso. Outra proposta trata de pontos como a condenação sem segunda instância, regras para o Tribunal do Juri, meios de investigação sofisticados, bancos nacionais com dados relevantes e política mais dura com relação à criminalidade grave.

“O pacote não resolve todos os problemas. Existem medidas executivas em andamento para que essas questões sejam resolvidas, mas esse pacote é importante para caminhar na direção certa, para iniciar um ciclo virtuoso que, esperamos, leve progressivamente à redução desses problemas”, disse o ministro.

Leis

As medidas, que incluem alterações em 14 leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos, o Código Eleitoral, entre outros, são consideradas uma das vitrines do governo. O pacote começou a ser construído ainda no período do governo de transição pela equipe de Moro e busca formas de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e as organizações criminosas.

Entre as medidas do texto está a elevação de penas para crimes com arma de fogo e o aprimoramento do mecanismo que possibilita o confisco de produto do crime, permitindo o uso do bem apreendido pelos órgãos de segurança pública. O projeto pretende deixar claro que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da condenação criminal após segunda instância.

Outra proposta é a reforma dos dispositivos sobre crime de resistência, introduzindo soluções negociadas no Código de Processo Penal e na Lei de Improbidade. O texto conta também com medidas para assegurar o cumprimento da condenação após julgamento em segunda instância, aumentando a efetividade do Tribunal do Júri.

Sergio Moro também defende tipificar como crime o chamado caixa 2, que é arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral.

Outro ponto conceitua organizações criminosas e prevê que seus líderes e integrantes, ao serem encontrados com armas, iniciem o cumprimento da pena em presídios de segurança máxima. Condenados que sejam comprovadamente integrantes de organizações criminosas não terão direito a progressão de regime. A proposta ainda amplia – de um para três anos – o prazo de permanência de líderes de organizações criminosas em presídios federais.

Previdência

Mais cedo, antes da cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro comandou a primeira reunião ministerial após ter alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, na última quarta-feira (13). Na conversa com o primeiro escalão de seu governo, Bolsonaro e sua equipe econômica detalharam a proposta de reforma da Previdência, às vésperas da entrega do texto ao Congresso.

A mudança da legislação previdenciária prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres dos setores público e privado, com 12 anos de transição para quem está próximo dessas idades. A estimativa de economia com a aprovação da reforma é de R$ 800 milhões a R$ 1 trilhão, em dez anos.

O texto deverá ter uma autorização para os estados cobrarem alíquota extra dos servidores públicos a fim de cobrir o rombo da Previdência estadual. Os governadores vão se reunir em Brasília, amanhã (20), para debater a proposta com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

CN

Presidente Bolsonaro assina Projeto de Lei Anticrime

Ministro Sergio Moro leva proposta ao Congresso esta tarde

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (19), em solenidade no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei Anticrime. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, responsável pelo texto, deve ir ao Congresso nesta tarde para protocolar a proposta, dando início à tramitação do projeto.

O governo tratou das alterações das competências da Justiça Eleitoral em um projeto de lei complementar e a tipificação do caixa dois como crime em um projeto de lei ordinária. A proposta de criminalização do caixa dois será apresentada em um projeto separado. De acordo com o Moro, a decisão partiu das reclamações de agentes políticos de que caixa dois é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade que corrupção, crimes organizado ou crimes violentos.

“Então acabamos optando por colocar a criminalização [de caixa dois] em um projeto à parte, mas que está sendo encaminhado no mesmo momento. Foi o governo ouvindo reclamações razoáveis dos parlamentares quanto a esse ponto e simplesmente adotando uma estratégia diferente”, explicou o ministro.

Como a prática de caixa dois estava prevista apenas na legislação eleitoral, segundo o ministro, agora ele poderá ser tipificado adequadamente como crime. “Caixa dois não é corrupção. São dois crimes e os dois são graves”, disse Moro.

Pacote

Na cerimônia, Moro afirmou que o pacote é uma sinalização de que o governo “não será condescendente com a criminalidade, especialmente a criminalidade mais grave”. O ministro lembrou que a proposta foi uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, e que ainda que o texto trate de medidas pontuais, dividida em três diferentes textos, será suficiente para o combate à corrupção, o crime organizado e o crime violento.

“A compreensão do governo é de que estes três problemas estão relacionados. O crime organizado é um fator de incremento dos crimes violentos. A corrupção esvazia recursos e a eficacia de politicas públicas direcionadas ao crime organizado e o crime violento”, afirmou.

Sergio Moro classificou como medidas “concretas e fortes” as propostas que chegam hoje ao Congresso. Outra proposta trata de pontos como a condenação sem segunda instância, regras para o Tribunal do Juri, meios de investigação sofisticados, bancos nacionais com dados relevantes e política mais dura com relação à criminalidade grave.

“O pacote não resolve todos os problemas. Existem medidas executivas em andamento para que essas questões sejam resolvidas, mas esse pacote é importante para caminhar na direção certa, para iniciar um ciclo virtuoso que, esperamos, leve progressivamente à redução desses problemas”, disse o ministro.

Leis

As medidas, que incluem alterações em 14 leis, como o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos, o Código Eleitoral, entre outros, são consideradas uma das vitrines do governo. O pacote começou a ser construído ainda no período do governo de transição pela equipe de Moro e busca formas de endurecer o combate a crimes violentos, como o homicídio e o latrocínio, e também contra a corrupção e as organizações criminosas.

Entre as medidas do texto está a elevação de penas para crimes com arma de fogo e o aprimoramento do mecanismo que possibilita o confisco de produto do crime, permitindo o uso do bem apreendido pelos órgãos de segurança pública. O projeto pretende deixar claro que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da condenação criminal após segunda instância.

Outra proposta é a reforma dos dispositivos sobre crime de resistência, introduzindo soluções negociadas no Código de Processo Penal e na Lei de Improbidade. O texto conta também com medidas para assegurar o cumprimento da condenação após julgamento em segunda instância, aumentando a efetividade do Tribunal do Júri.

Sergio Moro também defende tipificar como crime o chamado caixa 2, que é arrecadar, manter, movimentar ou utilizar valores que não tenham sido declarados à Justiça Eleitoral.

Outro ponto conceitua organizações criminosas e prevê que seus líderes e integrantes, ao serem encontrados com armas, iniciem o cumprimento da pena em presídios de segurança máxima. Condenados que sejam comprovadamente integrantes de organizações criminosas não terão direito a progressão de regime. A proposta ainda amplia – de um para três anos – o prazo de permanência de líderes de organizações criminosas em presídios federais.

Previdência

Mais cedo, antes da cerimônia, o presidente Jair Bolsonaro comandou a primeira reunião ministerial após ter alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, na última quarta-feira (13). Na conversa com o primeiro escalão de seu governo, Bolsonaro e sua equipe econômica detalharam a proposta de reforma da Previdência, às vésperas da entrega do texto ao Congresso.

A mudança da legislação previdenciária prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres dos setores público e privado, com 12 anos de transição para quem está próximo dessas idades. A estimativa de economia com a aprovação da reforma é de R$ 800 milhões a R$ 1 trilhão, em dez anos.

O texto deverá ter uma autorização para os estados cobrarem alíquota extra dos servidores públicos a fim de cobrir o rombo da Previdência estadual. Os governadores vão se reunir em Brasília, amanhã (20), para debater a proposta com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

CN

Paulo Vieira de Souza é preso em nova fase da Lava Jato

A 60ª fase da Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (19) pela Polícia Federal de Curitiba, prendeu Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto, apontado como operador de esquemas envolvendo o PSDB em São Paulo. A operação recebeu o nome de Ad Infinitum.

Segundo o Ministério Público Federal do Paraná, 12 mandados de busca foram expedidos, entres eles, em endereços de Paulo Preto e do ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira Filho.

A operação investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro de corrupção praticado pela Odebrecht e por Paulo Preto e outros três operadores, que atuaram entre 2007 e 2017. Segundo o MPF, as transações investigadas superam R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Preto na Suíça no início de 2017.

Esquema

As investigações da força-tarefa da Lava Jato no Paraná revelaram a atuação de Paulo Preto como operador financeiro com importante papel num complexo conjunto de operações de lavagem de dinheiro em favor da empreiteira Odebrecht.

Paulo Preto teria disponibilizado, no segundo semestre de 2010, R$ 100 milhões em espécie para um operador no Brasil, que teria entregue os valores ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, aos cuidados de um doleiro. Esse doleiro pagava propinas, a mando da empresa, a vários agentes públicos e políticos, inclusive da Petrobras. Segundo o MPF, propinas foram pagas pela empreiteira, em espécie, para seis diretores e gerentes da Petrobras.

Em contraprestação à entrega de valores em espécie por Paulo Preto ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht no Brasil, esse setor transferiu milhões de dólares para as contas de um doleiro no exterior. Este último operador, depois de descontar sua comissão, devida pela lavagem do dinheiro, ficava incumbido de fazer chegar às contas de Paulo Preto os recursos a ele devidos.

A investigação apontou que houve também outras operações ilícitas entre os investigados. No dia 26 de novembro de 2007, por intermédio da offshore Klienfeld Services Ltd, a Odebrecht transferiu 275.776,04 de euros para a conta controlada por Paulo Preto, em nome da offshore Grupo Nantes, na Suíça. No mês seguinte, foi solicitada emissão de cartão de crédito, vinculado à sua conta, em nome de Aloysio Nunes Ferreira Filho. Além disso, foram identificados depósitos, no ano de 2008, por contas controladas pela Andrade Gutierrez e Camargo Correa, em favor da mesma conta controlada por Paulo Preto na Suíça, no valor global aproximado de US$ 1 milhão.

Paulo Vieira de Souza é preso na 60ª fase da Lava Jato

Documentos apreendidos em fases anteriores da Lava Jato, fornecidas pela Odebrecht, depoimentos de colaboradores, troca de mensagens, relatórios de informação e extratos embasam a investigação. “Nesse contexto, foi fundamental a obtenção de evidências mediante a cooperação internacional entre o Brasil e quatro países: Suíça; Espanha, Bahamas e Singapura”, diz o MPF.

“Parte das peças desse grande quebra-cabeça foi obtida pelo MPF a partir de acordos de leniência e de colaboração premiada, cooperações internacionais com quatro países, análise e relacionamento de provas obtidas em buscas e apreensões de fases anteriores da Lava Jato e afastamentos de sigilos fiscal e bancário. Os mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos hoje visam a obter outras peças dessa gigantesca figura criminosa”, disse o procurador da República Roberson Pozzobon.

Outro lado

Paulo Preto já é investigado pela Lava Jato em São Paulo. Ele é réu em duas ações penais envolvendo obras de construção do Rodoanel Sul e do Sistema Viário de São Paulo. Em uma delas ele é acusado de peculato (desvio de dinheiro público), processo que se encontrava na fase de alegações finais, mas que foi anulado em liminar de habeas corpus pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A segunda ação é a de crime de cartel, que se encontra na fase de depoimentos das testemunhas de defesa.

Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Paulo Preto informou que não vai comentar a operação e a prisão de seu cliente. “Não tivemos acesso a qualquer documentação ainda”, informou a defesa. Já a defesa de Aloysio Nunes ainda não se manifestou.

 

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Diretoria dos Progressistas escolhe novo presidente do partido em Cacoal

O vereador Paulinho do Cinema comandará a comissão provisória

O município de Cacoal foi palco de um encontro, ocorrido na última sexta-feira (15), entre três progressistas de destaque na cidade: a presidente do partido em Rondônia, deputada federal Jaqueline Cassol, o secretário-geral, Luiz Paulo Batista e o ex-presidente da câmara municipal, vereador Paulinho do Cinema.  Em pauta a organização da legenda e as eleições 2020.

A primeira deliberação dos progressistas foi a reorganização do partido em Cacoal. Enquanto o diretório municipal não é formado, é necessária a composição de uma comissão provisória, que na prática tem as mesmas prerrogativas do diretório.

A presidente do PP, com aval do secretário-geral, ofereceu a presidência da provisória ao vereador Paulinho do Cinema, que aceitou de imediato. Paulinho do cinema é vereador em Cacoal, foi presidente da Câmara Municipal no biênio 2017/2018. Na última eleição disputou uma vaga de deputado federal, conquistando mais de oito mil votos. “Agradeço a confiança depositada em mim. Acredito no projeto do PP, confio nas pessoas que compõem o partido e vamos trabalhar pelo fortalecimento da sigla aqui no município”.

Sobre as eleições que ocorrem no próximo ano, para a prefeitura de Cacoal, Paulinho se colocou a disposição do partido. “Estamos trabalhando para que o PP tenha nomes para disputar a prefeitura, o meu pode ser um deles”, declarou o vereador.

O secretário-geral do partido, Luiz Paulo Batista, enfatizou que “o Progressistas tem pessoas capacitadas para disputar a prefeitura de Cacoal. Estamos numa fase de conversas e análises para que a melhor decisão seja tomada, pensando no melhor para os cacoalenses”, declarou.

Jaqueline Cassol, que tem defendido o diálogo apartidário como meio de transformação social, disse que vai manter essa forma de trabalho também como presidente do PP. “Vamos conversar com todos os presidentes, ouvir nossos vereadores e as lideranças locais para tomarmos decisões acertadas. Estou muito feliz que o vereador Paulinho do Cinema tenha aceitado a presidência da municipal”.

Por sua vez, o vereador garantiu que vai trabalhar focado na união de esforços em benefício da população. “Fico satisfeito em reafirmar essa parceria com a deputada Jaqueline Cassol. Além de nossa presidente progressista, ela é uma legítima representante do povo e faço compromisso de ser a voz dela aqui na casa legislativa de Cacoal”, garantiu o vereador.

CN

Superintendente da SUFRAMA assina termo de posse

O coronel da reserva Alfredo Alexandre Menezes Júnior assinou nesta segunda-feira (18), na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), o termo de posse do novo titular da autarquia, oficializando o início de sua gestão frente à SUFRAMA. A assinatura, acompanhada pelo superintendente em exercício, Gustavo Igrejas, ocorre três dias após a publicação de sua nomeação, pelo presidente Jair Bolsonaro, no Diário Oficial da União (DOU).

Doutor em Planejamento e jornalista por formação, Menezes é oficial da reserva e atuou em missões da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Após a assinatura do termo de posse, Menezes promoveu reuniões com superintendentes adjuntos e técnicos da autarquia, com vistas a conhecer mais detalhadamente as ações em andamento na SUFRAMA, tais como convênios e projetos que vêm sendo executados seja pela Superintendência, seja com apoio da autarquia.

Fotos: Divulgação

Audiências

Na parte da tarde, o superintendente Alfredo Menezes participou de reuniões de cortesia com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e com o governador do Estado, Wilson Lima. Durante os encontros, foram discutidos temas relevantes à região, o fortalecimento da SUFRAMA e da Zona França de Manaus (ZFM) e o estreitamento das relações entre os entes federais, estaduais e municipais.

Menezes afirmou, durante reunião na prefeitura, que “os desafios são muitos, mas com humildade estou aqui pra trabalhar bastante e conto com o apoio de todos para que possamos caminhar na direção certa e em conjunto, com a certeza de realizar um trabalho em prol da sociedade”.

Coletiva

Na manhã desta terça-feira (19), o novo superintendente se reunirá, no auditório a autarquia, com os servidores da SUFRAMA para se apresentar formalmente a todos. Às 14h30, o superintendente vai participar de uma entrevista coletiva, também no auditório, para apresentar à imprensa seus planos e metas para a SUFRAMA e para o modelo Zona Franca de Manaus.

 

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