Fiéis dizem que Jhony Paixão mentiu em live e o acusam de ajudar a perseguir igrejas em Ji-Paraná

A “solução” do deputado é que os pastores assinem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC)

O deputado Jhony Paixão (PRB) tentou se dar bem, mas arrumou muita confusão ao gravar um vídeo ao lado do comandante do Corpo de Bombeiros em Ji-Paraná, capitão José Aparecido dos Santos. O capitão, que no vídeo recebe todo o apoio do deputado, é classificado por fiéis evangélicos como o principal perseguidor das igrejas do município. Os bombeiros fecharam tempos com problemas como ausência de corrimão na escada de acesso ao púlpito.

O mais sério é que, na gravação, Jhony Paixão alega ter trazido a solução para o problema do fechamento das igrejas em Ji-Paraná. A “solução” do deputado é que os pastores assinem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Ministério Público.

Por esse motivo Jhony Paixão passou a ser chamado de “cara de pau”, já que não trouxe solução nenhuma. A condição de assinar o TAC com o MP para que as igrejas sejam reabertas já tinha sido apresentada pelo capitão dos Santos, classificado como o grande perseguidor das igrejas de Ji-Paraná.

Na gravação onde aparece ao lado de Jhony Paixão, o capitão confessa um possível crime. Ele diz que a imprensa o acusa de deixar escolas estaduais funcionando sem que tenham projeto de incêndio, e alega ter notificado os colégios. O deputado só fica balançando a cabeça, concordando.

Ouvido pelo site, o advogado Breno Mendes disse que a autoridade comete prevaricação quando tem conhecimento da irregularidade e não toma das devidas providências. Breno Mendes explica, também, que devem ser seguidos os princípios da constitucionalidade e da razoabilidade. “Não é razoável que uma igreja seja fechada sem notificação, enquanto uma escola, que tem um público muito maior, seja apenas notificada”, disse.

Breno Mendes lembrou que igrejas têm geralmente um piso só, enquanto o CPA é um prédio. “Se for para fechar uma igreja sem notificação, tem que fechar o CPA e as escolas. Não é admissível que se usem pesos e medidas diferentes quando se trata de algo público”, alertou.

O advogado lembrou que a autoridade que conhece um problema e não toma providências comete prevaricação. “O comando do Corpo de Bombeiros e a associação divulgaram uma nota. Quer dizer que viram a matéria na imprensa. Então os Bombeiros sabem que o CPA não pode funcionar, e nem as escolas. A autoridade nem pode mais alegar que desconhece o problema”, citou Breno Mendes.

De acordo com o advogado, o critério usado pelo Corpo de Bombeiros para fechar templos religiosos e manter o CPA e as escolas abertos pode caracterizar perseguição às igrejas, como vem alertando a imprensa.

Veja o vídeo:

https://www.facebook.com/cabojhonypaixao/videos/286494439136582/

Redação | Edilson Neves

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