Restaurante popular de Porto Velho não tem prazo para voltar a funcionar

Restaurante popular de Porto Velho não tem prazo para voltar a funcionar

‘Prato Cheio’ fechou as portas em 2019, sem apresentar nenhuma justificativa plausível, pelo ex-governador Daniel Pereira,..

Porto Velho, RO – O Restaurante Popular ‘Prato Cheio’ em Porto Velho, Zona Leste da capital ainda não tem data previsão para voltar a funcionar. retomar suas atividades nesta parte da Capital. O restaurante, ‘Prato Cheio’ fechou as portas em 2019, sem apresentar nenhuma justificativa plausível, pelo ex-governador Daniel Pereira, aos usuários e à comunidade porto-velhenses.

Nem mesmo em tempos de pandemia, nem a Secretária da Assistência Social (SEAS), Luana Rocha e muito menos o governo do Estado, segundo ex-funcionários do restaurante, ‘ainda não sinalizaram quando o local retomará suas atividades na administração do atual Governo’.

Construído no então governo Confúcio Moura, com o apoio do antigo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), ‘Prato Cheio era frequentado por idosos, estudantes, desempregados e trabalhadores lojistas da região.

– Os serviços prestados pelo restaurante, com o prato de alimentação ao custo de R$ 1 real, era uma forma de garantir que a população vulnerável economicamente não tivesse tanta dificuldade de acesso a refeições saudáveis, sobre tudo, equilibrar o orçamento doméstico’, afirmou a acadêmica de Serviço Social, Francisca Souza da Silva, 57, ouvida pela reportagem.

À época, quando funcionava de segunda a sexta-feira, cerca de 1.200 refeições eram servidas diariamente aos trabalhadores, estudantes, idosos e desempregados. Hoje, o prédio se encontra praticamente abandonado. Inclusive com deterioração da fachada por conta e risco de intempéries, bem como o imóvel já não oferece mais nenhum tipo de segurança.

O Restaurante Popular ‘Prato Cheio’, instalado na Rua Teotônio Vilela com a Avenida José Amador dos Reis (próximo ao antigo 8º DP), bairro JK I, desde quando foi fechado logo no inicio do Governo Daniel Pereira, ‘tem sido um grande desafio para a população que agora, não tem mais como garantir suas refeições diárias’ a preço acessível, afirma  Francisca.

Para a presidente da Associação Beneficente de Voluntários e Amigos do Bairro Mariana (ABVAM), Maria Cleonice Ferreira da Silva, 49, ‘o local matava a fome dos pobres e trabalhadores de baixa renda e também de infiltrados em meio à multidão’. Ainda de acordo com a presidente da entidade, com o restaurante fechado, mesmo em tempos de pandemia, ‘já se passaram quase dois anos que o coronel Marcos Rocha assumiu o governo e até, agora, nada do ‘Prato Cheio’ voltar a funcionar, para a alegria das pessoas em situação de vulnerabilidade social e pessoal’.

Conforme dados extraoficial, obtidos pela Reportagem do Correio de Notícia (CN), entre 15 a 20 mil usuários se beneficiavam da alimentação barata e de qualidade oferecida, diariamente, ao preço de R$ 1 real. Por sua conta e risco, lideranças dos bairros mais organizados desta parte mais afastada da cidade, com apoio deste veiculo de comunicação, ‘pretendemos acionar o Ministério Público do Estado (MPE) e Federal (MPF) para que se manifestem sobre o fechamento do Restaurante Popular ‘Prato Cheio’, um fato considerado inexplicável aos olhos dos presidentes de bairros da Zona Leste da Capital Porto Velho.

Da Redação/CN | Por Xico Nery

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