Abandono de animais durante a pandemia pode está aumentando

Porto Velho, RO – Criado desde 2017, pela Resolução nº 30, do Conselho Superior da Polícia Civil (Consupol), o Núcleo de Proteção Animais (NPA), da Polícia Civil rondoniense, tem atuado com atenção necessária aos maus tratos de animais. Porém, carece de maior infra-estrutura para atuar em todos os pontos do Estado.  

De acordo com informações obtidas neste domingo, 21, ‘essa é mais uma medida que favorece o meio ambiente em defesa da preservação de seus valores em defesa da vida, que assegura aos animais, diretamente, proteção à sua própria sobrevivência’. No entanto, ‘o que se vê, é um cenário visível de judiação a cães e gatos, diz uma fonte policial.

O caso dos três cães lançados com as patas amarradas dentro de um rio na cidade de Vilhena, Cone Sul do Estado, ainda chama a atenção dos cidadãos pelo alto grau de maldade e violência. Segundo o consultor José Ricardo Costa, ‘as penas para esse tipo de crime ainda são consideradas leves’.

Em Porto Velho, num rápido giro pelo centro e periferia Leste da cidade, devido o avanço da pandemia causada pelo Convid-19, foi constatado pela reportagem do jornal “Correio de Notícia” que, ainda é muito grande o índice de animais soltos nas ruas. Da mesma forma, às denúncias de abandono de animais tem aumentado durante a pandemia.

A reportagem, também, constatou que o município ainda não tem uma legislação específica de combate a maus tratos de animais. A Câmara, por outro lado, segundo um ex-vereador, a legislatura atual ‘não se manifestam diante da falta de uma Comissão de Defesa de Direitos dos animais’.

Segundo ele, ‘o Legislativo, nem a Comissão de Meio Ambiente, bem como a Secretaria da área, em nada tem contribuído com o aperfeiçoamento da legislação em vigor’.

Já na periferia Leste e demais localidades, acredita-se que as denúncias de abandono de animais têm aumentado vertiginosamente, diz José Ricardo Costa. Segundo ele, sejam eles domésticos, domesticados, nativos ou exóticos, ‘os maus tratos que nos chegam é de arrepiar o coração’.

Em meio à pandemia do COVID-19, denúncias de abandono, como caso dos três cães de Vilhena, os números reais podem não estar sendo compilados pelas autoridades por falta de informações advindas das comunidades. Nos bairros mais distantes a questão é, significativamente, ‘por questão estrutural dos órgãos de controle’, diz a Maria Cleonice Ferreira da Silva, 50, líder comunitária do bairro Mariana.

Redação/CN | Por Xico Nery

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