Cresce o número de animais abandonados durante a pandemia

O assunto, assim como muitos outros desde que surgiu a pandemia, tem gerado incertezas até mesmo para os animais.

Porto Velho, RO – Os animais em Porto Velho também já sofrem as consequências da pandemia, doença causada pelo covid-19, aumentando o número de animais,  cachorros e gatos em situação de rua. O assunto, assim como muitos outros desde que surgiu a pandemia, tem gerado incertezas até mesmo para os animais.

Segundo o Conselho Superior da Polícia Civil do Estado de Rondônia (CONSUPOL), Criado desde 2017, o Núcleo de Proteção Animal (NPA), da Polícia Civil de Rondônia, tem atuado com atenção necessária aos maus tratos de animais. Porém, carece de uma infraestrutura maior para atuar em todos os pontos do Estado.  

Informações obtidas com exclusividade, ‘essa é mais uma medida favorável ao meio ambiente, que assegura aos animais, proteção e à sua própria sobrevivência’. No entanto, ‘o que se vê, é um cenário visível de judiação a cães e gatos, diz uma fonte policial ouvida pela reportagem.

O caso dos três cães lançados com as patas amarradas dentro de um rio na cidade de Vilhena, no Cone Sul do Estado, ainda chama a atenção dos cidadãos pelo alto grau de crueldade. Segundo o consultor José Ricardo Costa, ‘as penas para esse tipo de crime ainda são consideradas leves’.

Em Porto Velho, num rápido giro pela cidade, devido o avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Reportagem do Correio de Notícia constatou, que, ainda é muito grande o índice de animais soltos nas ruas. Da mesma forma, às denúncias de abandono de animais tem aumentado durante a pandemia.

A reportagem constatou que, o município ainda não tem uma legislação específica de combate pleno aos maus tratos de animais. Por outro lado, segundo José Ricardo, os vereadores ‘pouco se manifestam diante da falta de uma Comissão de Defesa de Direitos Dos Animais’.

Segundo ex-vereadores, ligados à saúde pública e educação -, ‘o Legislativo Mirim nem a Comissão de Meio Ambiente, assim como a Secretaria da área, em nada tem contribuído com o aperfeiçoamento da legislação em vigor’.

Entretanto, acredita-se que as denúncias de abandono de animais têm aumentado vertiginosamente, diz José Ricardo Costa. Segundo ele, sejam domésticos, domesticados, nativos ou exóticos, ‘os maus tratos que tem chegado é de arrepiar o coração’.

Em meio à pandemia de COVID-19, denúncias de abandono, como caso dos três cães de Vilhena, os números reais podem não estar sendo compilados pelas autoridades por falta de informações advindas das comunidades. Nos bairros mais distantes, a questão é, significativamente, ‘por falta de estrutura dos órgãos de controle’, diz Maria Cleonice Ferreira da Silva, 50, líder comunitária do bairro Mariana.

Por Xico Nery

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