Motoristas e Cobradores podem cruzar os braços, mais uma vez

Motoristas e Cobradores podem cruzar os braços, mais uma vez

‘A situação, ficou fora de controle e já não temos mais confiança na direção do Sindicato da nossa categoria’.

Porto Velho, RO – Em plena pandemia do novo coronavírus, motoristas e cobradores do transporte urbano da capital, formalizaram nesta segunda-feira (14) uma nova paralisação. O motivo, segundo os profissionais, seria o atraso dos salários e benefícios acordados entre a Prefeitura, o Consórcio SIM e autoridades do Tribunal Regional do Trabalho (14ª Região RO-AC).

A questão, segundo os trabalhadores ouvidos pela reportagem sob anonimato, ‘a situação ficou fora de controle e já não temos mais confiança e segurança na direção do Sindicato da nossa categoria’. 

Nesta ultima segunda-feira, 14, a maioria dos cobradores e motoristas que cruzaram os braços, Retornaram a garagem logo após completarem os dois primeiros balões (viagem). Além dos salários atrasados por cerca de quatro meses, os trabalhadores confirmaram, contudo, que, ‘não tem outra saída, a não ser cruzar os braços ou pedir demissão coletiva’, outra vez.

Infelizmente, “Parece que, a direção da empresa não tem o mínimo de respeito pelo seu maior patrimônio, os trabalhadores que transportam, diariamente, os cidadãos de nossa cidade. Mais uma vez, os trabalhadores não são respeitados, nem ao menos com o ticket alimentação e cestas básicas”, destacaram os profissionais.

A reportagem entrou em contato administração do Consórcio SIM e a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (SEMTRAN) para saber informações, porém não obtivemos resposta. Situação semelhante foi encontrada junto ao Tribunal Regional do Trabalho.

Segundo ex-motoristas que estiveram na diretiva do comando do Sindicato da categoria nos anos 2010-2013, atualmente ‘a situação dos trabalhadores, é muito delicada’. Em tempos passado, as demandas da categoria eram tratadas com os patrões e logo transferidas para o Judiciário’. “Atualmente, nem a Justiça consegue reverter o quadro de penúria e instabilidade”, afirmam as fontes.

Com salários atrasados, além de outros benefícios ‘travados’, os trabalhadores, segundo apurou o CORREIO DE NOTICIA, ‘podem parar de vez a qualquer momento’. Para eles, a suposta intransigência do Consórcio SIM, na queda de braço que trava com a gestão  Hildon Chaves, ‘só complica ainda mais a situação’.

Para um ex-presidente do Sindicato do Transporte Urbano de Rondônia (SITETUPERON), ‘atualmente, a categoria exerce uma atividade de alto risco, agora, nessa pandemia, até porque estão expostos ao contato direto com os passageiros’.

Por Xico Nery

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