Dnit inicia dragagem da hidrovia do rio Madeira

O serviço é fundamental para garantir a navegabilidade e manter o volume de cargas 

O nível do rio Madeira continua baixando rapidamente e o fenômeno preocupa a economia regional devido ao fluxo de cargas e mercadorias pela hidrovia entre Rondônia e Amazonas. A última medição verificada em Porto Velho, marcada 6,22 metros, o que coloca em risco a navegação. 

O período mais crítico será entre os meses de setembro e outubro quando a seca estará intensa. Quando o nível do canal de navegação fica muito baixo, as embarcações transportam menor volume de cargas, o que encarece o custo de produtos. 

A exportação de soja do Oeste do país, são transportadas pela hidrovia do rio Madeira. O mesmo ocorre com o combustível consumido em Rondônia, Acre e Sul do Amazonas, além de diversos outros produtos.

Dragagem

Através da assessoria, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que retomou os serviços de dragagem no rio Madeira para a estiagem de 2020, em Porto Velho (RO). Esse é o quarto ano de execução do contrato que está em andamento desde 2017. A dragagem visa garantir a navegação segura das embarcações, contribuindo para o escoamento de produtos e o abastecimento de insumos para as regiões Norte e Centro-Oeste do país. A hidrovia do rio Madeira transportou mais de 9,4 milhões de toneladas de carga em 2019, segundo dados da ANTAQ, um crescimento de mais de 8% sobre o ano de 2018.

Pontos críticos

Após avaliação técnica do DNIT, as equipes atuam nos passos críticos de Curicacas, entre Porto Velho e Humaitá, e Miriti, entre Humaitá e Manicoré, a fim de manter a posição do canal de navegação estável nos trechos do rio. A dragagem é o procedimento de remoção dos sedimentos que se encontram no fundo do rio, para melhorar a profundidade e permitir a passagem segura das embarcações. O serviço atende à demanda das empresas de navegação e demais usuários do transporte hidroviário no rio Madeira.

O serviço

A dragagem ocorre com três dragas de sucção e recalque, divididas em duas frentes de serviço: foram alocadas duas dragas no passo Curicacas e uma draga no passo Miriti. Estes equipamentos são posicionados conforme orientação técnica do DNIT no eixo de um canal definido por meio de uma batimetria prévia do local, para identificar os locais com volumes de sedimento depositado na forma de bancos de areia. Após estes passos críticos, outros locais devem ser dragados, conforme mapeamento e indicação dos navegadores, com previsão de conclusão dos serviços em outubro, quando o período de baixa do rio se encerra.

Fonte: Diário da Amazônia

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