Só a PF pode acabar com a comercialização de imóveis do “minha casa, minha vida” em Rondônia

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O ato virou algo comum e uma forma de pessoas “fazerem dinheiro” através da elaboração de “contratos de gaveta”,

Porto Velho, RO – Apesar dos constantes alertas dados pelo jornal Correio de Notícia, até agora, a Caixa Econômica Federal (CEF), nem o Banco do Brasil (BB), se posicionou a respeito comercialização ilegal de imóveis do Programa Habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, nesta Capital e interior do Estado.

Mais uma vez, a reportagem do jornal Correio de Notícia denuncia a comercialização de unidades residenciais que deveriam beneficiar pessoas de baixa renda. O ato virou algo comum e uma forma de pessoas “fazerem dinheiro” através da elaboração de “contratos de gaveta”, inclusive através de advogados e corretores de imóveis.

A prática, considerada criminosa, vem acontecendo sem que as autoridades tomem qualquer iniciativa para impedir a pratica ilegal, segundo informações obtidas com exclusividades, ao que parece, Mutuários do programa se sentem à vontade sem o importuno dos órgãos de controle, oferecem os imóveis nos grupos internos dos residenciais e até mesmo através das redes sociais.

De acordo com informações de um morador que preferem não ser identificado, os residenciais Crystal da Calama, Porto Madero, Cidade de Todos e Orgulho do Madeira na Zona Leste da Capital, “administrado por uma suposta imobiliária, são os que mais têm imóveis alugados ou vendidos, e são ofertados pelos próprios mutuários do sistema.

Crystal da Calama

Por conta do suposto silêncio das Superintendências da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB), a Reportagem tentou obter informações sobre o assunto. Porém, fomos informados que, o ‘atendimento à imprensa só seria possível através de canais de Brasília’. 

No caso dos residenciais locais sob a responsabilidade do ex-governador Confúcio Moura (MDB), centenas de imóveis passaram a ser ocupados por profissionais liberais e famílias. A maioria dos mutuários que mais alugam e vendem ilegalmente os imóveis poderiam ser plenamente identificados se houvesse uma investigação da Polícia Federal.

Segundo levantamento feito entre 2018/2019, cerca de 210 imóveis, só da primeira etapa do Crystal da Calama, podem ter sido trocado de dono. O estudo é de autoria do ex-presidente da Associação de Moradores, Elenilson Lobato já falecido.

Da Redação/CN | Com informações de Xico Nery 

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