Empresários picaretas que conseguiram implodir o transporte coletivo e escolar de Porto Velho

Marcelo Alves Cavalcante e Waldir Mansur, são réus em mais de 1.200 processos em várias comarcas Brasil afora. Empresário mineiro RENINHO TEIXEIRA é quem banca as Empresas de Marcelo em RO/AC

A “parceria de rolos” entre Marcelo Alves Cavalcante, que segundo levantamento, é testa de ferro de Reninho Teixeira e Waldir Mansur, que tomarem de assalto o setor de transporte de Porto Velho começou em 2016, mas devido os desdobramentos contrários as suas ambições, decidiram “prorrogar ao máximo” a permanência em Porto Velho.  

O ambicioso e diabólico plano para melar a licitação do transporte coletivo da capital de Rondônia começou em novembro de 2019, quando a prefeitura publicou o Edital de Concorrência Publica nº 001/2019/CPL-GERAL/SML/PVH.
Marcelo e seu grupo de picaretas sabiam que não iria adiantar eles participarem do processo porque seriam facilmente desclassificados assim que descobrissem que eles estariam por trás de qualquer uma de suas empresas laranjas usadas para esses fins. Então decidiram “ficar de olho” no processo, esperando uma falha para poder impugnarem a licitação e darem prosseguimento, e consequentemente, sua permanecia por mais tempo na prestação do péssimo serviço aos munícipes da capital. 

Waldir Mansur, socio em outros rolos de Marcelo, convocou então o seus staff de advogados para usarem o nome da Empresa Âmparo Viação e Turismo Ltda para entrarem com uma denuncia no Ministério Publico de Rondônia apontando várias irregularidades no processo licitatório que teve uma única empresa interessada, JTP TRANSPORTES.
A Âmparo está registrada nos nomes de Waldir Mansur Teixeira, Eraldo Barbosa Costa e WMT Participações e Empreendimentos Eirelli, segundo registro atual da Jucesp – Junta Comercial do Estado de São Paulo. Ainda de acordo com a Junta, a situação da empresa está com “pendências

judicial”. Marcelo, Waldir Mansur e WMT Participações e Empreendimentos também são sócios no Acre, como demonstra cartão de CNPJ.

Os rolos dos empresários não são exclusividades de Rondônia e Acre, e basta uma breve consulta no site JUSBRASIL por exemplo, para encontrar centenas de processos espalhados Brasil afora. Este blogueiro já catalogou mais 1.200 processos, e a grande maioria são processos trabalhistas.

Em Porto Velho, as denuncias apresentadas pela empresa Laranja Âmparo, foram aceitas pela justiça que acabou deferindo liminar para paralisação de todo processo de contratação da empresa vencedora JTP TRANSPORTES, que inclusive já estava com um grande investimento em Porto Velho com a construção de garagem, conforme um vídeo que circulou nas redes sociais, já estava com uma frota nova de 40 ônibus prontos para seguir para capital, onde aguardaria apenas a autorização para dar inicio aos trabalhos, em meados de setembro, a empresa viria com uma frota total de 156 veículos. 

Recursos apresentados pela prefeitura de Porto Velho foram indeferidos pelo desembargador relator do processo que acatou na integra a decisão da magistrada de primeira instância, colocando assim um ponto final na referida licitação. 

MARCELO E O SOCIO RENINHO TEIXEIRA

RENHINHO TEIXEIRA, segundo fonte segura, é quem banca Marcelo. De acordo com informações, foi ele, inclusive, quem tirou Marcelo da cadeia quando a Polícia Federal deflagrou a operação CARROSSEL em 04 de setembro de 2019, que desarticulou, uma poderosa organização criminosa que fraudava licitação e comandava uma verdadeira sangria nos cofres do município, segundo investigação da PF, Marcelo era o chefe da quadrilha. 

Reninho, para sorte de Marcelo, estava em Porto Velho nesse dia, e ele não mediu esforços e nem economizou grana para livrar seu sócio e amigo da cadeia.

MARCELO CHEGANDO AO PRESIDIO URSO BRANCO

Marcelo Alves Cavalcante, em dois anos tornou-se o maior empresário do ramo de transporte escolar e terrestre de Porto Velho, além de ter se tornado o sócio majoritário do CONSÓRCIO DO SISTEMA INTEGRADO MUNICIPAL DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS – SIM, sem pagar um centavo de real.

Originário do Estado do Acre, onde lá conseguiu levar a falência pelo menos três empresas. Marcelo Alves Cavalcante, tornou experto no ramo de transportes, e em Rondônia deu um show de malandragem comercial até mesmo em cima daquele que se considerou o mais novo magnata do transporte coletivo urbano de Porto Velho, Adélio Barofaldi, um dos donos do Grupo Rovema.

Sócio da empresa FLORESTAL TRANSPORTES LTDA., inscrita no CNPJ sob nº 17.588.579/0001-58, na qual também possui como sócios WALDIR MANSUR TEIXEIRA e W – KA – PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA., Marcelo conseguiu no estado do Acre levar à falência a empresa AUTO VIAÇÃO FLORESTAL CIDADE DO RIO BRANCO LTDA., que tinha Capital Social de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), na qual também são sócias as pessoas citadas.

A empresa AUTO VIAÇÃO FLORESTAL CIDADE DO RIO BRANCO LTDA., do mesmo grupo econômico das empresas PETROACRE TRANSPORTES LTDA. VIAÇÃO AQUIRI LTDA., EMPRESA DE TRANSPORTES ACREANA LTDA., VIAÇÃO RIO BRANCO LTDA., através de Marcelo Alves Cavalcante deixou no vizinho Estado do Acre um rastro de prejuízos a uma centena de trabalhadores e credores diversos e tiveram que ajuizar Ação de Recuperação Judicial naquele Estado (Processo nº 0710617-15.2016.8.01.0001), no qual certamente será decretada a falência.

Nesta ação há pelo menos uma centena de credores tentando reaver créditos do grupo empresarial em que Marcelo foi o administrador, afora outra centena de trabalhadores que buscam receber salários e direitos trabalhistas perante a Justiça do Trabalho da Comarca de Rio Branco no Acre.

Os prejuízos causados por Marcelo no Estado do Acre só não foram maiores porque a Justiça do Trabalho levou a leilão e conseguiu vender um imóvel (Pátio) pertencente à empresa Real Norte Transportes S.A., que também fazia parte do mesmo grupo econômico administrado por Marcelo, obteve um pouco mais de R$ 5 (cinco milhões de reais) e atualmente está pagando os trabalhadores, dentro do possível.Atualmente, “a empresa de Marcelo” sobrevive com 18 ônibus em circulação na capital, ônibus esses, que segundos informações, NEM DOCUMENTO TEM, já que os mesmos não foram pagos e o verdadeiro dono dos veículos levou consigo toda documentação, e não se vê nenhuma operação de trânsito para constatar a legalidade dos referidos veículos.

Desde dezembro do ano passado, a prefeitura de Porto Velho é que vem pagando os salários dos funcionários de Marcelo, em uma negociação de uma divida judicial que nem era dele, porém a prefeitura abriu mão dos recursos em prol dos trabalhadores, mas os recursos acabaram e novamente os trabalhadores tomaram cano do ambicioso empresário e seus sócios.

Fonte: Blog do Caldeira

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