Polícia Federal deflagra operação para desbaratar “laranjal” em Rondônia

Mandados são cumpridos em Rolim de Moura e Alta Floresta. Grupo é suspeito de sonegar mais de R$ 90 milhões. O vice-governador Zé Jodan é alvo da operação

A Polícia Federal (PF) de Ji-Paraná (RO) deflagrou uma operação, nesta terça-feira (4), para desarticular um grupo criminoso composto por grandes empresários do estado. Segundo investigação da Operação Machiato, os comerciantes usavam nomes laranjas para fraudar tributos da União.

Ao todo, a PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Rolim de Moura e Alta Floresta D’Oeste. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Como o esquema funcionava:

  1. Empresários do estado abriam empresas fictícias em nomes de laranjas;
  2. Depois, os comerciantes passavam a emitir notas fiscais fraudulentas;
  3. Os criminosos também faziam compra e venda de café;
  4. Com a movimentação milionária através das empresas falsas, os empresários encerravam o negócio sem quitar qualquer obrigação tributária;

Segundo a PF, uma das empresas, localizada na cidade de Rolim de Moura, movimentou mais de R$ 94 milhões de modo simulado em um período de nove anos, a partir de empresas com algum indício de interposição.

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Rolim e Alta Floresta — Foto: PF/Divulgação

“Com clara divisão de tarefas, além dos beneficiários diretos, também foram identificados núcleos responsáveis pela criação das empresas fictícias, pela arregimentação de “laranjas”, pela emissão e controle das notas emitidas e pela movimentação dos valores provenientes das infrações penais investigadas”, afirma a PF.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão ser indiciados pelos crimes de organização criminosa, “lavagem” de dinheiro, falsidade ideológica e por crimes contra a ordem tributária.

Operação Machiato

O nome da operação é ‘inspirado’ em uma modalidade de preparo de café, tipicamente italiana. “Traduzida do italiano, a expressão “Macchiato” significa “manchado”, o que acaba remetendo à mácula causada à imagem das grandes empresas beneficiadas pelo ilícitos fiscais e criminais praticados”.

Fonte: G1/RO

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