Superlotado cemitério Santo Antônio precisa ser ampliado

O Cemitério de Santo Antônio, em Porto Velho, foi fundado em 1975. Porém, com o crescente numero de morto por causa da pandemia, expansão do cemitério é inevitável.

Porto Velho, RO – Por causa da pandemia, muitas cidades Brasil a fora vem enfrentando a superlotação em hospitais, além dos cemitérios que estão superlotados, sem condições de receber os falecidos, que não possuem espaço para novas sepulturas. Na capital de Rondônia, segundo informações, famílias que não possuem jazigos com espaços reservados correm o risco de não ter onde enterrar seus entes queridos. Há não ser que ocorra o intacto jeitinho brasileiro, para isso, seria preciso dizer que a situação é de “não ter onde cair morto”, literalmente.

Em outras palavras, significa não ter dinheiro ou condições de ser sepultado em um cemitério particular, seria obrigado a se submeter a esse tipo de situação. Mas isso, para a população mais carente, visto que os mais favorecidos há cemitério particular. E quem não tem um centavo para enterrar o parente?

Em Porto Velho, o Cemitério de Santo Antônio, fundado em 1975. Desde então, vem passando por alguns problemas e que nos dias de hoje se agravaram por conta da pandemia. Devido administrações anteriores que não tiveram a preocupação em aumentar o espaço para abrigar os mortos, ou pelo menos tentar construir um novo cemitério.

– De acordo com o exposto acima, não seria exagero lembrar que a população carente estaria sujeito aquele velho ditado politicamente incorreto que diz que uma pessoa muito pobre “não tem onde cair morto”.

Neste sentido, o único cemitério municipal da capital, vem enfrentando dificuldades por causa da superlotação, problema sempre ignorados pelos administradores. De acordo com informações, a falta de espaço para famílias que não possuem condições de pagar por um sepultamento o Santo Antônio já fez até exumação.

Sitio Santo Antônio

Não basta a carência de moradias para as famílias de baixa renda, como se ver, os mortos também enfrentam dificuldades para adquirirem “moradias eternas”. O alerta foi dado mediante suspeita de uma suposta invasão por parte do popular “Tonhão. Segundo informações obtidas com exclusividade, Marilúcia Araújo Costa, proprietário de uma área de terra ligada ao Cemitério de Santo Antônio, teria recebido um alerta de que parte de sua terra, denominado, Sitio Santo Antônio, teria sido supostamente invadida pela administração municipal para ampliar o Tonhão.

No entanto, para ter a certeza da suposta invasão, seria necessário fazer um levantamento topográfico, o qual foi realizado, todavia, felizmente, a suposta invasão não foi efetivada.

Sitio Santo Antônio

Entretanto, segundo o levantamento, realizado através de satélite, mostra que por muito pouco a área não foi invadida pelo Tonhão. Em miúdos, a falta de espaço para sepultar os mortos já é considerada preocupante, já que, os mortos pelo covid-19 estão sendo sepultados numa nova ala de expansão bem próximo ao sitio Santo Antônio. As imagens revelam.

Sobre as informações de que o maior cemitério público de Porto Velho estaria acima da capacidade, sobretudo, por conta do elevado número de mortos por causa da pandemia, a reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço continua aberto para manifestações.

A suposta falta de espaço no cemitério Santo Antônio e o elevado número de mortes por conta do Covid-19 chamou a atenção da reportagem do Correio de notícia, no entanto, enquanto as questões burocráticas não forem resolvidas a capacidade do Tonhão continua praticamente no limite. Um grande desafio para o atual gestor e/ou certamente para o próximo que assumirá a prefeitura em 2021, seria viabilizar a construção ou ampliação do Santo Antônio.

Superlotado e sem área suficiente para resolver o problema à saída mais rápida seria ampliar a área do cemitério adquirindo novas áreas que estão na divisa do Tonhão. Para isso, a prefeitura teria que comprar parte do Sítio Santo Antônio. Caso contrário, o problema tende se agravar. Para Marilúcia Araújo, proprietária do sitio Santo Antônio, o problema poderá ser resolvido, se houver interesse da administração municipal, é claro.

Vale lembrar que, “caso a proprietária do sítio Santo Antônio se recusasse a ceder parte de suas terras para que o município amplie o cemitério, que não é o caso; o poder público poderá desapropria-lo”. Porém, segundo ela, está disposta ceder parte de sua área para atender o município, afirmou.

Antes da publicação da reportagem, o Jornal Correio de Notícia tentou contato com a Secretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb), responsável pela administração do Cemitério Santo Antônio, mas não obteve retorno.

Por Edilson Neves

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