Ao vivo: Oposição tenta adiar votação de vetos ao congelamento de salário dos servidores

São necessários 257 votos na Câmara para que o veto seja derrubado.

A Câmara dos Deputados está reunida agora para votar os vetos relativos ao congelamento de salários de servidores de estados e municípios que atuem diretamente no combate à pandemia de covid-19 e de integrantes das Forças Armadas. A votação pelos deputados, que estava prevista para ocorrer ontem (19), foi adiada a pedido do governo, que tenta se articular para reverter a decisão. São necessários 257 votos na Câmara para que o veto seja derrubado.

Na sessão desta quinta-feira (20) quem tenta derrubar a sessão é a oposição, que deseja adiar para a próxima semana. Segundo deputados de oposição, a Mesa Diretora da Casa está descumprindo o regimento interno e modificando a ordem dos vetos a serem votados para beneficiar o governo.

Os opositores também acusam o governo de espalhar fake news sobre essa matéria. “Ontem o senado derrubou um veto que vai dar prejuízo de R$ 12o bilhões para o Brasil. Então eu não posso governar um país… Se esse veto for mantido na Câmara é impossível governar o Brasil”, disse o presidente Jair Bolsonaro, na saída do Alvorada na manhã de hoje.

A oposição está cobrando que os aliados do presidente, expliquem o cálculo que levou o governo a afirmar que a derrubada do veto levaria a esse prejuízo, mas, até o momento, nenhum apoiador do presidente apresentou os números detalhados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a manutenção do veto. Para ele, não dá para o setor público não dar sua contribuição na crise.

“A reunião [de líderes] de hoje mostra a nossa responsabilidade com o país, tem partidos da base e independentes, todos eles trabalhando e votando junto nesse caminho do equilíbrio fiscal e respeito ao controle de gastos”, afirmou.

“Se temos uma taxa de juros baixa devemos tudo o que o Parlamento fez junto aos dois governos [Temer e Bolsonaro]”, destacou Maia.

O trecho vetado pelo presidente Jair Bolsonaro impedia reajustes salariais e contagem de tempo de serviço para profissionais da saúde, da segurança pública e da educação durante a pandemia de covid-19. O veto faz parte da lei de socorro a estados e municípios, que liberou R$ 60 bilhões para estados e municípios durante a crise sanitária.

Fonte: Congresso em Foco

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