Agricultores denunciam Cúpula do Incra em Rondônia

Eles perderam suas terras para fazendeiros

Porto Velho, RO – O estado de Rondônia é um dos poucos estados com produção agrícola de alto nível, bem como um dos maiores produtores de carne bovina do país. O agronegócio é o setor mais importante para a economia do estado. Além de ser importante para a economia nacional, Porém, infelizmente, ainda é um dos maiores a vivenciar disputas por terras nesse nível. A situação mostra igualmente o nível de violência no campo, com expulsão e assassinatos de agricultores e retomada de lotes de assentados.

Um dos conflitos agrários mais tensos de Rondônia envolve 31 mil hectares de terras da União na zona rural de Candeias do Jamari e foi gestado, segundo as autoridades consultadas pela Agência Pública, com a ajuda do Incra, o órgão agrário que deveria democratizar o acesso à terra no país e mediar os conflitos no campo.

Por conta do descaso de politicas publica de reforma agraria o Estado de Rondônia ainda é palco de sérios conflitos agrários, sobretudo, com a ajuda do Incra, o órgão agrário que deveria democratizar o acesso à terra e mediar os conflitos no campo.

Com esse cenário negativo, atribuído à nova cúpula do INCRA, a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, poderá ser surpreendida nas próximas semanas com novas ocupações, inclusive nas unidades do interior do Estado. A ação, ainda não foi confirmado pelas lideranças ligadas aos movimentos de resistência ao latifúndio rondoniense.

Segundo lideranças agrárias, ouvidos pela reportagem nessa sexta-feira, 21, o descaso continuado ao longo dos anos com os agricultores e perda de prazo da Justiça pelo Incra sobre áreas de conflitos, já duram mais uma década’.

É o caso dos lotes tomado por fazendeiros e plantadores de soja, praticamente, à força, mesmo estando documentados pelo órgão. Grande maioria nos PA’s (Projetos de Assentamentos) e ocupações mapeadas em todo Vale do Jamari, Região Central de Rondônia e no Cone Sul do Estado, palco da entrega de um lote a um suposto traficante que já havia tido a posse bloqueada pelo Judiciário.  

No âmbito das regiões catalogadas das reservas de terras que restam da União e autorizadas pelo Governo federal para serem demarcadas e distribuídas para agricultores rurais no Vale do Jamari –, e não, aos grandes produtores, entre eles, servidores públicos e militares. Devido as graves denúncias de fraudes processuais, o presidente do INCRA, Geraldo José Câmara Filho, ‘colocou todos os membros da cúpula do órgão no olho da rua’, relatou uma ex-executora que declarou ser perseguida por não infringir regras nacionais.

Na zona rural de Candeias do Jamari, ha 20Km de Porto Velho, palco dos mais recentes episódios envolvendo supostas fraudes que chamaram a atenção da Corregedoria Geral do INCRA, segundo informações repassadas, atestaram que, ‘os ex-superintendentes Britão do Incra e Erasmo Tenório, foram afastados por suspeita de estarem envolvidos em atos de corrupção’.

Pesa ainda contra Erasmo Tenório, denúncias que apontavam fortes ligações com ex-colega de repartição, hoje fazendeiro, Lenil José Sobrinho e a ‘Doutora GINA’ – esta detentora de grandes faixas de terras férteis dentro e no entorno da RESEX Jacundá, Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Jequitibá.

Por Xico Nery

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