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Bancos Públicos suspeitos de conceder subsídio em áreas de conflitos e Conservação ambiental

Bancos Públicos suspeitos de conceder subsídio em áreas de conflitos e Conservação ambiental

Como funciona o processo de concessão de crédito ao agronegócio? Banco do Brasil e Basa não se manifestam sobre financiamento em áreas de conflitos e Unidades de Conservação Ambiental

Porto Velho, RO – O crescimento do agronegócio na Amazônia Legal se fortaleceu nas últimas décadas devido a incentivos fiscais, por parte dos governos, através de financiamentos bancários atraindo pessoas e grandes empresas do ramo agroindustrial para a região, fazendo com que tenha uma grande importância para a economia brasileira. Porém, tornou-se bastante difícil obter informações sobre suspeição de supostas fraudes na concessão de linhas de créditos em programas de investimentos com dinheiro público ao agronegócio, agricultura e pecuária nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas, sob a responsabilidade dos Bancos da Amazônia e Banco do Brasil.

No caso específico de Rondônia e Amazonas, respectivamente, ao que parece as superintendências regionais não tem autonomia para atender jornalistas interessado em divulgar questões que deixaram de ser respondidas quando o assunto seria fraude nas concessões de créditos e financiamentos, sobretudo, par o grande produtor rural.

No Sul do Amazonas ao longo da BR-319, na divisa de Porto Velho com os municípios de Canutama e Lábrea, por exemplo, a constante movimentação de fazendeiros no lado amazonense fazendo derrubadas para construir currais e carreadores tem chamado a atenção das autoridades.

Da mesma forma, a presença de fazendeiros do lado rondoniense intervindo em áreas de preservação ambiental, além dos biomas da RESEX Cuniã, Mapinguari e dos Campos Amazônicos, nos limites fundiários de Canutama, Lábrea, Humaitá e Porto Velho, atiça a curiosidade em placas indicativas com o timbre do Banco da Amazônia (BASA) fincadas à frente das propriedades.

Agência do Banco da Amazônia Pvh

De acordo com consultores independentes acreditados no lado amazonense, ‘as placas podem até ser falsas, ao anunciar que nessas propriedades o banco tem financiado projetos da agricultura e pecuária’. Todavia, ressaltaram que, ‘ao longo das BR-319 e BR 364, na tríplice divisa do Rondônia, Acre e Amazonas, há dezenas de fazendas com esse tipo de publicidade, indicando que o Banco da Amazônia tem financiado’.

A partir dessas informações, durante toda semana a reportagem tentou vários contatos com as agências do Banco do Brasil e com o Banco da Amazônia (BASA) para obter informações sobre o caso. Porém, até o fechamento desta edição, ninguém havia sido localizado para falar do assunto. Apenas, fomos informados que ‘qualquer contato com a imprensa deve ser feito através da assessoria da Matriz que fica em Belém do Pará.

Na ocasião, a Reportagem flagrou um membro da Federação da Agricultura do estado de Rondônia (FAPERON), entrando pela porta dos fundos da Agência do Banco da Amazônia. Instado, o segurança informou, anonimamente, que, ‘grandes empresários e pecuaristas sempre tiveram acesso liberado às carteiras de créditos do banco’. Enquanto isso, pequenos criadores e correntistas são atendidos apenas através do sistema remoto (ONLINE).

Já no Banco do Brasil – que também pode estar financiando produtores e pecuaristas em áreas de conflitos agrários -, informaram, igualmente, que, ‘as informações à imprensa só poderiam ser fornecidas através da Superintendência Central, no Distrito Federal, após solicitação através de cadastro para ter confirmação ao futuro atendimento’.

Por Xico Nery | Redação/CN

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