Votação do impeachment de Wilson Witzel começa nesta quarta-feira

Sessão começa às 15h e permitirá que cada partido, a defesa e o próprio Witzel falem por até 1h. São necessários 47 votos para processo avançar

A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) começa a votar nesta quarta-feira (23) o impeachment do governador afastado, Wilson Witzel (PSC). A sessão está marcada para as 15h e será semipresencial, com deputados participando de forma on-line ou presencialmente no plenário.

Caso 47 deputados votem a favor do impeachment, a denúncia vai ser encaminhada Ao TJ (Tribunal de Justiça).

A partir de então, será formado um tribunal misto de julgamento com cinco deputados e cinco desembargadores. Esse grupo será responsável por definir os ritos do processo.

Hoje à tarde, o presidente da Alerj, André Ceciliano, vai abrir a sessão e dará a palavra a cada um dos 25 partidos. Cada um terá até 1 hora para debater o assunto. O governador e a defesa poderão falar por até 1 hora também. Em seguida, será aberta a votação conforme determina o STF (Supremo Tribunal Federal).     

Na semana passada, o MPF (Ministério Público Federal) apresentou uma nova denúncia contra o governador. Os procuradores da República querem que os denunciados devolvam aos cofres públicos R$ 100 milhões. A acusação, desta vez, foi por organização criminosa. A denúncia foi feita com base em três operações policiais.

Outras dez pessoas também foram denunciadas. Entre elas, está a mulher do governador afastado, Helena Witzel, e o presidente do PSC, Pastor Everaldo.
De acordo com a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, Wilson Witzel e o grupo atuaram da mesma forma que organizações criminosas que agiram no estado nos dois governos anteriores.

A apuração indica que eles começaram as atividades ilícitas em 2017. De acordo com a PGR, Witzel teve participação em todos os fatos, recebendo vantagem e lavando dinheiro a partir do escritório de advocacia da primeira-dama.

Quando foi afastado do cargo, por decisão do ministro do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves, em agosto, Witzel e a primeira-dama já eram alvo de denúncias. Eles foram acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na última segunda-feira (21), por meio de nota, o governador voltou negar suspeitas de corrupção nas redes socias fez um desabafo: “Jamais renunciarei”. Em seguida, disse que, “em 1 ano e 7 meses de gestão, fiz muito pelo estado: salários em dia; ampliação dos programas de segurança; aumento da carga horária dos professores, investimentos robustos em ensino e pesquisa; dentre outras realizações”.

Fonte: R7

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