Começou a temporada de caça nas comunidades carente

Começou a temporada de caça nas comunidades carente

Promessa demagógica de candidatos é crimes eleitoral?

Porto Velho, RO – Os representantes eleitos pouco se importam com os interesses da população, visam apenas atender seus próprios interesses, dos seus correligionários e daqueles que os apoiaram financeiramente.

Porém, a caça aos votos para Prefeito e vereadores já começou. Eles terão apenas quarenta e cinco dias de campanha eleitoral para conquistar o eleitor, não vai ser dada fácil. Sem as coligações partidárias, os candidatos intensificam a ‘temporada de caça‘ na tentativa de ‘fisgar’ o eleitor. Em meio a pandemia e um cenário de descrédito da classe política, a palavra de ordem dos ‘candidatos’ é montar estratégias capaz de atrair os eleitores e angariar o máximo de votos possível.

Sem coligações, a expectativa é de que fique mais difícil eleger um vereador. Neste sentido, isso tem movimentado o tabuleiro político local, a procura de novos eleitores para ir às urnas.

Apesar do discurso de que isso deve melhorar a democracia, o fim das coligações aprovado pelo Congresso Nacional por meio da reforma eleitoral de 2017, deve privilegiar os grandes partidos, em detrimento dos que possuem estruturas menores. Os partidos pequenos vão acabar elegendo um ou dois candidatos, obviamente. Porque vão acabar colocando muita gente para trabalhar, um monte de candidatos que não vão chegar e só será eleito o primeiro da lista”.

Estamos em época de eleição, porém, é sempre a mesma coisa, independente da cidade ou município. Centenas de candidatos, muitos concorrendo ao primeiro mandato e fazendo de tudo para angariar votos dos eleitores. Prometer faz parte das propostas eleitorais dos postulantes, mas como avaliar quais promessas são viáveis à execução e quais são apenas formas de seduzir o eleitor?

Não é mais novidade que o povo está cansado de ouvir promessas e mais promessas. Porém, é de suma importância que os eleitores, tenham a mínima noção do que está sendo proposto e o que realmente é permitido a um candidato realizar, afinal só podemos cobrar aquilo que realmente é possível ser feito.

Este é um trecho da música interpretada por Zeca Pagodinho, denominada “Comunidade Carente”, que deve servir de advertência para os candidatos que querem ser eleitos este ano, tanto para prefeito como para vereador.

“Eu moro numa comunidade carente
Lá ninguém liga pra gente
Nós vivemos muito mal
Mas esse ano nós estamos reunidos
Se algum candidato atrevido
For fazer promessas vai levar um pau

Vai levar um pau pra deixar de caô
E ser mais solidário
Nós somos carentes, não somos otários
Pra ouvir blá, blá, blá em cada eleição…”

A letra da música citada vem bem ao caso, em razão de que o eleitorado de Porto Velho, nem bem de fato começou a campanha, já estão sendo enganadas por promessas de obras, ações ou serviços que, responsavelmente, nenhum dos pretendentes ao ser eleito, será capaz de realizá-las. As limitações de ordem legal e as impostas pelo orçamento municipal deixa a gestão pública limitada às suas competências. E muitas das vezes essas competências não são exercidas com a eficiência que se reclama, pela falta de recursos necessários, aliado, também é claro, à própria falta de preparo do gestor.

Mas as bravatas de alguns candidatos não estão apenas na questão de segurança pública, saúde e educação. Eles também falam de desemprego, uma outra área em que a administração municipal também é impotente.

Os candidatos precisam falar sobre o que é da competência da municipalidade. Apresentar soluções factíveis para resolver os problemas atuais e dizer o que se há de fazer para que Porto Velho atenda às necessidades da população, notadamente na parte dos serviços considerados essenciais como saúde, educação e transportes, para nos limitarmos a apenas esses que, nos dias de hoje, já estão muito a desejar.

Os eleitores que estão fora daquela faixa, retratada na música interpretada por Zeca Pagodinho, precisam reagir aos discursos falaciosos desses candidatos nas reuniões que participam. Nos debates que estão sendo realizados nas classes empresariais e outras entidades, precisam reagir contra promessas inconsequentes e irrealizáveis. Os movimentos em defesa da ética na política não devem ficar apenas atrás de saber se o candidato está ou não comprando votos ou se faz propaganda irregular. É preciso ir mais além e denunciar aqueles que estão fazendo “propaganda enganosa”, isto é, prometendo o que não podem cumprir.

Veja a Música interpretada por Zeca Pagodinho:

Por Edilson Neves/CN

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