FBI prende 13 acusados de planejar sequestro de Governadora nos EUA

Os integrantes do grupo podem pegar prisão perpétua.

FBI (polícia federal dos Estados Unidos) anunciou nesta quinta-feira (8) a prisão de 13 pessoas envolvidas em milícias armadas que planejavam sequestrar a governadora do estado de Michigan, a democrata Gretchen Whitmer.

Um dos planos desmontados também pretendia invadir a sede do governo estadual e as casas de autoridades locais.

De acordo com o inquérito policial, o grupo tinha características de uma milícia armada: eles planejaram a ação durante meses, com treinamento e compra de armas. Os acusados pretendiam também “instigar uma guerra civil”, segundo a procuradora-geral de Michigan, Dana Nassel.

Primeiro, as autoridades dos EUA anunciaram a prisão de seis acusados na noite de quarta-feira — data em que eles planejavam se encontrar para pagar os explosivos que seriam usados na ação contra a governadora, informou o FBI.

Grupo armado em frente ao gabinete da governadora de Michigan protesta contra isolamento social nesta quinta-feira (30) — Foto: Seth Herald/Reuters
Grupo armado em frente ao gabinete da governadora de Michigan protesta contra isolamento social nesta quinta-feira (30)

Esse grupo planejava sequestrar Whitmer de dentro de uma casa de veraneio da democrata. Segundo o inquérito do FBI, os acusados queriam tirar a governadora do cargo por ela ter “poderes sem controle”. O plano envolvia, ainda, um “julgamento por traição” contra a democrata.

Depois, na tarde desta quinta, a polícia anunciou que outras sete pessoas foram presas por um complô que planejava invadir a sede do governo de Michigan e sequestrar autoridades, inclusive a governadora.

Autoridades locais disseram que, se condenados, os integrantes dessas milícias podem pegar prisão perpétua. Ainda segundo a investigação, eles planejavam o ataque para antes de 3 de novembro — data das eleições presidenciais americanas.

Em pronunciamento na tarde desta quinta, a governadora Whitmer comentou o plano contra ela. “Eu sabia que este trabalho seria difícil, mas vou ser honesta: eu jamais poderia imaginar algo assim”, afirmou.

A democrata também culpou a retórica do presidente Donald Trump e citou o debate da semana passada. Na ocasião, o republicano disse que o grupo supremacista branco Proud Boys, envolvido em protestos racistas, deveria “recuar e ficar na sua” — sem condenar explicitamente a facção

“Grupos de ódio ouviram as palavras do presidente não como uma condenação, mas como um chamado”, afirmou Whitmer.

Fonte: G1

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