Sobrenome vira programa de governo de candidato

Tal pai, tal filho. No próximo dia 15 de novembro, em Porto Velho, pelo menos dois parentes de políticos renomados tentam se reeleger vereador, aproveitando o vácuo de velhas raposas eleitorais. Um deles é Luan da TV, 32, filho de ” Aélcio da TV”, como é conhecido seu pai, que atualmente integra o Ranking dos Políticos cassados (leia texto nesta página).  Assim como o pai, Luan da TV quer continuar vereador, como herança política do pai, ele herda o slogan do pai. “Renunciar regalias e privilégios e investir na educação, essa é a bandeira dentro da política”. “Tal pai, tal filho” é o que pregam seus cartazes e “santinhos”.

Com o peso do sobrenome herdado, o candidato a vereador busca votos para garantir sua reeleição, tentando engrossar a lista de parentes eleitos. Porém, com a confirmação da cassação da Raposa velha, condenado pelo TRE-RO, acusado de ter cometido abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, certamente Luan terá dificuldade para se reeleger.

‘Velhas raposas’

Para alguns cientistas políticos ouvidos pelo jornal ‘Correio de Notícia’, a candidatura de filhos de velhos políticos realça a velha e tradicional política partidária brasileira que não são nada orgânica e não têm base social. E vai na contramão dos movimentos recentes que pregam renovação nos quadros políticos atuais.

A raposa velha caiu. São as consequências das eleições. Aelcio da TV achou que era um produto da novidade eleitoral, não usa fundo partidário ou fundo eleitoral. Engano. Os ventos continuam soprando e os levam para bem longe…

O Ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral, confirmou a cassação do mandato do deputado Estadual, Aelcio da TV, que foi condenado pelo TRE-RO, acusado de ter cometido abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições.

Não usar dinheiro público em campanha eleitoral e renunciar regalias não é sinônimo de honestidade e sim, dever e obrigação de um político. Os tempos são outros. As redes sociais democratizaram o acesso à informação e facilitaram a disseminação de ideias. E é justamente aí que boa parte dos candidatos esbarra. Quando não se tem conteúdo, projetos e ideias para melhorar a vida da população, há de se recorrer aos pequenos gestos para construir suas imagens.

Foto: Cristiane Lopes (PP), candidata à prefeitura de Porto Velho, apoiada por Aélcio da TV condenado pelo TRE-RO, acusado de ter cometido abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições (C) e Luan da TV (D), candidato a vereador (D).

da Redação/CN

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