Professores lutam para aprovar reajuste salarial mais os vereadores insistem em manter o salário congelado

O PL continua ‘engavetado’ desde que foi encaminhado para ser votado pela Câmara Municipal de Machadinho do Oeste     

Machadinho, RO – A pressão dos trabalhadores municipais em educação de Machadinho D’Oeste e Sindicato dos professores e trabalhadores municipais em educação – SINTEMA, não tem surtido efeito na aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 091/2020, que institui o reajuste do Piso salarial do Magistério da Educação Básica do Município de Machadinho do Oeste.

De acordo com Mayza Galvão Santos, Presidente do Sindicato dos professores e trabalhadores municipais em educação (SINTEMA), segundo ela, após o estudo de impacto feitos pela equipe técnica da prefeitura, o executivo propôs o reajuste de 11% referente ao piso magistério de 2016,2017 e 2018, condicionando o servidor a abrir mão do restante devido, afirmando que essa era a única forma  possível para pagamento do piso magistério em atraso, bem como sua adequação nos anos seguintes sem prejuízos a administração.

“Teoricamente uma Proposta deplorável, porém, na esperança de resolver a situação a categoria decidiu em assembleia aceitá-la. Cabe aqui ressaltar que os professores abriram mão de 14,81% de SALÁRIO, sem levar em consideração alguns direitos vetados do plano de carreira” explicou.

De acordo com os trabalhadores, “Ainda no governo Lula, foi aprovado uma legislação com uma perspectiva de valorização profissional e para que o financiamento da educação fosse fixado na Constituição. Com isso, foi construído uma política de valorização profissional do magistério, por meio da Lei do Piso, que aliás foi contestada por vários estados e municípios”.

Na avaliação de Mayza, o projeto foi encaminhado para o legislativo, mais na verdade, os vereadores se recusam a votar, com isso, eles estão propondo um congelamento salarial dos professores e educadores, indo na contramão do que estabeleceu o Fundeb.

Maysa afirma que, aparentemente, “a visão dos vereadores é de sempre estabelecer aquilo que é mínimo como se fosse máximo”. “Se o PL não for aprovado, o padrão salarial dos professores em Machadinho ficaria praticamente congelado, sendo reajustado somente pelo INPC. “Certamente será um prejuízo muito grande na política de valorização que foi desenvolvida durante todos esses anos”, diz Mayza.

Seria muito bom se fosse apresentado um projeto de lei que igualasse o salário dos vereadores ao dos professores da rede municipal de ensino. Certamente os salários seriam reduzidos significativamente e o novo piso salarial dos vereadores iria gerar uma grande economia aos cofres públicos, só assim eles saberiam da nossas necessidades. Hoje um vereador participa de duas sessões ordinárias por mês e ganha mais de R$ 3 mil. Já um professor trabalha 100 horas ou mais por mês e o salário-base, sem horas extras, não passa de R$ 1,5 mil, afirma.

Fonte: Redação/CN

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