Sedam realiza operação para reintegrar área invadida em reserva extrativista RO

Sedam realiza operação para reintegrar área invadida em reserva extrativista RO

Governo estadual diz estar dando assistência às famílias de invasores. A ação aconteceu nos municípios de Machadinho D’Oeste (RO) e Vale do Anari.

Uma operação de reintegração da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) retirou dezenas de pessoas que estavam na área, localizada nos municípios de Machadinho D’Oeste (RO) e Vale do Anari (RO), na reserva extrativista Aquariquara. Oficiais de justiça também acompanharam a retirada.

Conforme a Sedam, a reintegração da área aconteceu após um estudo técnico com levantamento do número de pessoas que se encontravam no entorno da reserva. Durante essa checagem do local, foram constatados que haviam aproximadamente 500 pessoas na área.

Para fazer retiradas das famílias, foram utilizados 100 policiais na operação, que contou ainda com a participação de oficiais de Justiça e servidores da Sedam, Samu e Corpo de Bombeiros.

Barracos montados em área da reserva — Foto: Sedam/Reprodução
Barracos montados em área da reserva
Ao todo, foram encontradas 68 pessoas no novo acampamento. Estes invasores foram levados para escola na Vila São Marcos e depois encaminhados para seus destinos, com alguns ficando em uma escola no Vale do Anari. Outras pessoas apontadas no estudo técnico haviam deixado a área antes do cumprimento da reintegração, iniciada na sexta-feira (18).

Neste domingo (20), o governo de Rondônia informou ter ofertado logística e promovido assistência durante desocupação e reintegração de posse da zona de amortecimento.

A Reserva Extrativista Aquariquara foi invadida no final de setembro deste ano a polícia retirou os invasores e eles ficaram acampados no entorno da reserva.

No dia 7 de outubro foi concedida liminar para desocupação da área em 48 horas; os acampados foram comunicados, porém, devidos às condições, foi solicitado o estudo técnico.

Durante elaboração do estudo foi constatado que no local havia vários acampamentos montados, incluindo um auditório improvisado para reuniões. Também havia bandeiras e homens que vestiam camisetas com a palavra ‘segurança’.

Na visita feita, foi contabilizada in loco a quantidade de 83 barracos, compostos de lona, palha e troncos de árvores, de maneira bastante rústica e precária.

Apesar das algumas adversidades encontradas pelo caminho, todo processo foi realizado sem confronto entre a polícia e invasores.

Fonte: G1/RO

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