Justiça britânica decide que Julian Assange não será extraditado para os EUA

A juíza decidiu que a extradição seria opressiva e ordeno sua dispensa

Uma juíza britânica decidiu, nesta segunda-feira (4), que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não deve ser extraditado para os Estados Unidos para enfrentar as acusações de infringir leis de espionagem e conspirar para hackear computadores do governo.

Autoridades norte-americanas acusam Assange de 18 crimes relacionados à divulgação, pelo WikiLeaks, de documentos militares secretos e mensagens diplomáticas dos EUA.

Os advogados de Assange argumentaram que o pedido de extradição teve motivação política, apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em sua decisão, a juíza Vanessa Baraitser afirmou que a extradição poderia representar um risco para a vida de Assange, que é australiano e tem 49 anos.

Decidi que a extradição seria opressiva e ordeno sua dispensa”, disse Vanessa.

Apesar de considerar que Assange teria um “julgamento justo” em caso de extradição, a juíza afirmou que as “medidas administrativas especiais” que Assange provavelmente seria submetido teriam um grave impacto em sua saúde mental.

Em sua sentença completa, Baraitser escreveu: “Aceito que a opressão como um obstáculo à extradição exige um alto limite… No entanto, estou convencida de que, nessas condições adversas, a saúde mental do Sr. Assange se deterioraria, levando-o a cometer suicídio”.

Acho que a condição mental do Sr. Assange é tal que seria opressor extraditá-lo para os Estados Unidos”, acrescentou ela.

Os EUA disseram que vão recorrer da decisão.

(Com informações de Claudia Rebaza e Kara Fox, da CNN, e Michael Holdem, da Reuters)

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