Em depoimento, empresário envolvido em esquema de corrupção cita Mandetta

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O testemunho foi prestado, nesta quarta-feira (13), no âmbito da “Operação Tris In Idem”

O empresário Edson Torres apontou, em depoimento ao Tribunal Especial Misto, que o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS) só conseguiu manter contratos com a Gestão de Wilson Witzel (PSC), após participar de uma reunião, em 2019, em Brasília, com o, então ministro, Luiz Henrique Mandetta. O testemunho foi prestado, nesta quarta-feira (13), no âmbito da “Operação Tris In Idem”, que investiga crimes no processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O empresário reafirmou à justiça que Edmar Santos pediu a Luiz Henrique Mandetta que uma entidade administradora de um hospital estadual, alvo de muitas reclamações, não fosse afastada de suas funções. Witzel nega as acusações e Mandetta não se manifestou sobre a suposta reunião.

Vários profissionais do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes denunciaram a má administração do IABAS em gerir o centro de saúde e, mesmo assim, a organização social foi escolhida – sem licitação -, no início da pandemia da Covid-19, para gerenciar sete hospitais de campanha, recebendo por isso R$ 835,8 milhões.

Segundo a delação de Torres, a entidade não participava de esquema de corrupção antes disso. Mas, após a contratação para gerenciar os hospitais de campanha do Rio, ela teria sido procurada para ingressar na organização. O empresário diz ter ouvido essa informação de Edmar Santos.

No início de 2019, falávamos da incapacidade de gestão do IABAS no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, que seria necessário retirá-lo. Depois de 15 dias, Edmar voltou de uma reunião em Brasília com o (então) ministro Mandetta. Ele disse que, lá, no gabinete do Mandetta, fui apresentado ao (Roberto) Bertholdo (advogado do IABAS), e que pediu para poder fazer uma gestão para manter o IABAS”, disse Torres.

Ele confessou ter participado dos desvios de recursos da Saúde no Estado do Rio de Janeiro. O dinheiro desviado era encaminhado aos próprios envolvidos no esquema de corrupção, entre eles, o governador afastado, Wilson Witzel.

Fonte: JCO

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