Motoristas de APPs enfrentam dificuldades para trabalhar com avanço da criminalidade 

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O transporte de passageiros foi classifico como uma das atividades essenciais.

Porto Velho, RO – Saindo de casa diariamente em uma das maiores crises sanitárias dos últimos anos, os motoristas de aplicativos na cidade de Porto Velho e Região convivem diariamente com outro risco, além da pandemia: a insegurança. São vários os relatos de violência, assaltos e até mesmo sequestros. Os motoristas de aplicativos reclamam da dificuldade e o avanço da violência na capital de Rondônia. Esses são alguns problemas enfrentados por motoristas de passageiros, classifico como uma das atividades essenciais em Porto Velho.

Considerada ‘zona vermelha’ pelas forças de segurança locais, por força do elevado número de assaltos, homicídios e tráfico de drogas, às regiões de mais afastadas do centro da cidade passaram a concentrar um elevado número de roubos e assaltos a motoristas de aplicativos.  

De acordo com um motorista que prefere não ser identificado, parte dos crimes são perpetrada, geralmente, por marginais que já tiveram mais de uma passagem pela polícia e foram soltos pela justiça. Segundo ele, “os veículos que trabalham chamam a atenção dos criminosos.  

“Eu preciso trabalhar todos os dias, preciso trazer sustento pra dentro de casa. Mas a segurança está zero. Estou receoso para pegar qualquer tipo de passageiro. O número de assalto já mexeu até com meu psicológico. Estou ganhando até menos porque estou dispensando mais corridas”, relatou o motorista.



.Segundo a presidente de uma Associação – que reúne profissionais de APPs, da Zona Leste – que também preferiu não revelar sua identidade temendo algum tipo de represália, ‘quem atua nos bairros, a ordem é recusar chamadas, sobretudo, vindas dos bairros Teixeirão, Planalto, Esperança da Comunidade, Pantanal, Lagoa Azul, Crystal da Calama Orgulho do Madeira e região’.  

“Está muito difícil; praticamente inviável trabalhar e você não pode nem contar com a polícia que está se dedicando mais ao fechamento de bares, comércios devido a pandemia. A meta hoje do delinquente é pegar o carro para fazer assaltos. A gente pede aos colegas que tomem cuidado, tem poucas corridas, a gente sabe, mas quem está correndo é porque a situação está pegando”, declarou.

Identificados pela crônica policial através dos programas de rádio e emissoras tevês, ‘nossos trabalhadores temem os bandidos e não aceitam a morte à cada corrida’, inclusive, com uso de mulheres de boa aparência’, se queixa a líder da entidade. Segundo ela, ‘em todos os casos, são mulheres que contrataram o serviço para, no destino final, os bandidos entrarem em cena’.  

No rol da criminalidade, praticados contra os trabalhadores de aplicativos, segundo as vítimas, os autores são sempre os mesmos: ex-apenados, egressos do sistema prisional e/ou foragidos da Justiça. A Polícia local, segundo membros da corporação, mesmo atuando fortemente, ‘não tem dado conta de conter o avanço da criminalidade na região Leste’, ponderou um policial que prefere permanecer no anonimato. 

Redação/CN | Por Xico Nery               

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