Inércia e o relaxamento contribuiu com a mortandade da segunda onda

Inércia e o relaxamento contribuiu com a mortandade da segunda onda

Voltamos ao isolamento total prejudicInércia e o relaxamento pode ter contribuído com a mortandade da segunda ondaando não só a economia, mas também a saúde mental da população

A pandemia não dá trégua para as decInércia e o relaxamento pode ter contribuído com a mortandade da segunda ondaisões descentralizadas e desconectadas dos governantes de plantão. Isso tem gerado consequências desastrosas no combate ao novo coronavírus: primeiro, é preciso envolver quem está na linha de frente em processos decisórios; segundo, os profissionais que estão na ponta precisam de suporte, informações e equipamentos para conseguir trabalhar com mais segurança; terceiro, intervenções drásticas (como a imposição rigorosa no isolamento social).

Colapso

A pós maus exemplos de políticos na campanha eleitoral e comemorações de festas de fim de ano, que produziram cenas de aglomeração contrariando as normas de segurança, governadores e prefeitos eleitos no primeiro e segundo turno tentam evitar o que já era esperado: o colapso no sistema de saúde.

Epidemia

Após um curto período de estabilidade no aumento de novos casos diagnosticados pela doença, a pandemia no Brasil voltou a assustar. À tal da segunda onda, nas últimas semanas, foram registradas centenas de milhares de novos casos atingindo um recorde assustador no aumento de casos da doença no pais.

Distanciamento

Contudo, grande parte do problema é de cunho comportamental. São eles: descaso com o uso de máscara (pela não utilização ou pelo uso incorreto, baixa adesão às medidas de distanciamento social, incluindo não respeitar a distância mínima de 2 metros de uma pessoa para outra, falta de conscientização sobre a necessidade e/ou a importância do isolamento para controlar a proliferação da doença.

Banalização

Para piorar, em Rondônia, assim como em outros estados da federação, o governador Marcos Rocha, através do Decreto 25.412 flexibilizou as restrições sanitárias, contribuindo com a banalização da doença – favorecendo a propagação do vírus, consequentemente elevando o número de casos no estado e municípios de Rondônia. Com isso, voltamos ao isolamento total prejudicando não só a economia, mas também a saúde mental da população.

Senso coletivo

“Precisamos nos conscientizar. Infelizmente, estamos vivenciando uma situação muito grave e temos que pensar, no que cada um precisa fazer para contribuir e controlar a escalada de mortes no Brasil. E, a resposta é simples, respeitar o distanciamento, já que, com intervenções brandas (como o isolamento apenas de casos suspeitos) não tem surtido efeito. Falta senso coletivo. As pessoas precisam entender que ao usar a máscara de forma correta e manter distância, eu não estou apenas me protegendo, mas também protegendo o outro. É preciso adaptar-se com essa nova realidade e entender que à falta de educação descumprir as normas sanitárias, colocar a máscara, mas deixar o nariz de fora, ou andar com a máscara pendurada na orelha, ou abaixo do queixo, por exemplo, não resolve nada”.

Cara a tapa

Porém, tudo isso já era esperado – tivemos um pleito eleitoral, festas de fim de ano. Vocês acham que algum governador ou prefeito iriam colocar a cara a tapa? Infelizmente, não!

Hospitais de campanha 

Obviamente que os hospitais iriam apresentar um aumento significativo no número de internações, afinal os hospitais de Campanha que aviam sidos alocados especificamente para os casos de COVID-19, foram desativados e como a doença ainda não estava controlada, certamente os demais hospitais não suportariam a demanda de internações outrora destinadas aos hospitais específicos de campanha.

Ignorância

Infelizmente o ser humano paga pela sua própria ignorância. A Pandemia está aí, ainda assustando e matando pessoas – no entanto, grande parte da população não estão nem aí, não se protegem, não se cuidam e assim, se contaminam e contaminam os outros.

Direito sagrado

Sabemos que o direito de ir e vir está garantido na nossa constituição, mas vamos respeitar aquele que não quer ver para crer – se você não tem o mínimo de noção para compreender que o fato é grave, negar o novo surto é um suicídio, obviamente por questões de ignorância. Infelizmente, você é um hipócrita por não acreditar no obvio. “O vírus existe e está em transmissão comunitária, os hospitais estão lotados, não tem teste em massa, a gente não sabe quem está contaminado ou não, portanto, não vamos baixar a guarda justamente num momento em que ela tem que se manter alta”.

Antes tarde do que nunca

Longínquo de mim depreciar a dor dos que perderam parentes e amigos, eu mesmo perdi alguns. Longe de mim fazer pouco caso das medidas sanitárias preconizadas pelas autoridades. O que trago aqui é com o intuito de antagonizar uma “pandemia” tão ou até mais grave, que assola as famílias brasileiras. Não importa a amplitude e/ou a circunstância que estamos passando, o que importa é o tempo, a rapidez com que tais ações são postas em prática. “A experiência mostra matematicamente que, qualquer que seja a situação, quanto mais cedo a ação, melhor será o resultado. Entretanto, como diz o velho ditado, antes tarde do que nunca”.

Por Edilson Neves

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