Ministério Público abre investigações em busca de fura-filas de vacina contra Covid-19

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Casos de fura-filas em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste já são investigados pelo Ministério Público.

A vacinação começou, oficialmente, nos 26 estados da federação e no Distrito Federal. Mesmo com poucas doses da vacina contra a covid-19 destinadas para atender apenas parte dos grupos prioritários, casos de fura-filas em estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste já são investigados pelo Ministério Público. Estados como Amazonas interromperam sua vacinação para adequar suas listas prioritárias, e um prefeito já recebeu denúncia por ele próprio ser o primeiro da cidade a tomar a Coronavac.

No Distrito Federal, os casos investigados são de pessoas ligadas a funcionários da área da saúde, mas que não integrariam o grupo prioritário de imunização (que, nesta primeira fase, buscam atender os profissionais que atendem na linha de frente da covid, como em Unidades de Terapia Intensiva).

O DF recebeu 106 mil doses nesta semana – o suficiente para cerca de 50 mil imunizações – mas o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já oficiou a Secretaria de Saúde sobre possíveis irregularidades.

Segundo o coordenador da força-tarefa da covid-19 no MPDFT, Eduardo Sabo, caso se confirme a destinação indevida de vacinas, há uma série de responsabilidades administrativas e penais que podem recair sobre quem aplicou e tomou a vacina antes da hora.

“Acreditávamos que as pessoas tivessem consciência, responsabilidade e ética”, ponderou o procurador. “Mas infelizmente nós constatamos que algumas pessoas se apresentaram para receber a vacina, inclusive postando em redes sociais.”

A secretaria de Saúde do DF tem até sexta-feira (22) para se manifestar. Questionada sobre o tema, a pasta afirmou que recebeu denúncias e que o secretário, Osnei Okumoto, já pediu a lista de vacinados. A secretaria disse também que orienta o cumprimento estrito dos grupos prioritários de vacinação, e que pessoas que tomaram a vacina sem estar presente no grupo prioritário responderão administrativamente.

Fonte: Congresso em Foco

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