Deputado petista leva uma bela “coça” nas redes sociais

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Após a “surra” o deputado caiu na real e desistiu de alterar hino do Rio Grande do Sul

Após a polêmica envolvendo a letra do hino do Rio Grande do Sul, o deputado estadual, Luiz Fernando Mainardi (PT), publicou artigo no jornal “Zero Hora”, mesmo veículo de comunicação onde havia afirmado que iria sugerir proposta para modificar trecho do canto, confirmando que não vai mais prosseguir na mudança.

O debate em torno do hino tornou-se público quando cinco vereadores do PSOL se recusaram a cantar trecho da letra que dizia: “Povo que não tem virtude / Acaba por ser escravo”, durante a cerimônia de posse na Câmara Municipal de Porto Alegre, no dia 4 de janeiro deste ano.

Os parlamentares consideraram o teor “racista”, pois os versos que integram uma terceira versão foram compostos por um militar do século XIX e adotada, oficialmente, em 1930.

Matheus Gomes (PSOL), que é historiador e abocanhou uma cadeira na Câmara, foi um dos que criticaram o hino e justificou:

“Como bancada negra… não temos obrigação nenhuma de estar cantando o verso que diz que o nosso povo não tem virtude, por isso foi escravizado”, alegou o parlamentar.

No “calor da confusão”, Mainardi até sugeriu mudar o trecho em questão por considerá-lo de cunho racista. Ele pretendia trocar para “povo que não tem virtudes, acaba por escravizar”. Porém, a sugestão causou reações em todo o estado, fazendo o petista recuar. As pessoas apelaram para as redes sociais e se disseram contrárias à ideia de alterar o hino.

Matheus Gomes, que é negro e se disse mestrando em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, de alguma forma incompreensível para a maioria da população do estado, enxergou ofensa e racismo na letra do hino. O que é um erro grosseiro que não se sustenta, se levarmos em consideração trecho completo, em questão: “Mas não basta, pra ser livre/ Ser forte, aguerrido e bravo/ Povo que não tem virtude/ Acaba por ser escravo.”

A narrativa vitimista do socialista “se atrapalha” porque o autor, Francisco Pinto da Fontoura, é claro como a luz do dia: ele não afirma que, por carecerem de virtude, todos os inumeráveis escravos da história sofreram o injusto flagelo da escravidão. Porém, apenas atributos físicos não bastam para alcançar a liberdade.

Mas, o escravizar – e isto foi omitido pelo vereador – não é uma exclusividade de quem tem a pele clara. O comportamento abusivo não é questão de raça, nacionalidade, sexo, religião ou convicção política, porque o egoísmo não depende desses traços. O egoísmo é uma atitude ética e moral, que o socialismo conhece bem.

Fonte: JCO

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