O dia em que até o pai de Baleia Rossi foi preso

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A PF chegou ao nome dele, depois que o empresário Joesley Batista, em depoimento, confirmou que Temer ligou e pediu pra que

Às vésperas da próxima eleição para a presidência da Câmara, nunca é demais lembrarmos alguns fatos do passado; para que não se repitam no futuro. Sendo assim, convidamos o leitor a rememorar situações da antiga política que, se não forem corrigidas, certamente, serão replicadas.

O ano era 2018. Wagner Rossi, ex-deputado federal e ex-ministro da Agricultura nos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em 2010 e 2011, era preso no âmbito da operação da Polícia Federal “Skala”; que investigava se o ex-presidente Michel Temer (MDB), por meio de decreto, havia beneficiado empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina.

Como se sabe, de 1999 a 2000, Rossi, que foi líder do MDB na Câmara, presidiu a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto de Santos. A PF chegou ao nome dele, depois que o empresário Joesley Batista, em depoimento, confirmou que Temer ligou e pediu pra que ele continuasse pagando a Wagner o valor R$ 200 mil mensais. Mas, o empresário não concordou porque Rossi já não era mais o dirigente do Ministério da Agricultura.

Passados dois anos, eis que a família Rossi está envolvida, novamente, em corrupção. Desta vez, o deputado federal Baleia Rossi, filho de Wagner e atual candidato à presidência da casa, é investigado em inquérito sigiloso do Supremo Tribunal Federal (STF), que tramita na corte desde 2018 e, atualmente, está sob a relatoria do ministro Kássio Nunes Marques, em fase de diligências.

O Ministério Público de São Paulo apurou que uma quadrilha desviou mais de R$ 200 milhões da Prefeitura de Ribeirão Preto e, nos últimos cinco anos, Baleia Rossi, familiares ou a empresa ligada a eles foram mencionados em suspeitas do Ministério Público e pela Polícia Federal.

A “Operação Sevandija” descobriu fraudes em licitações da prefeitura, após as investigações suspeitarem do direcionamento de contrato para o fornecimento de catracas a serem instaladas em escolas.

Em uma planilha apreendida pelos policiais, em posse de um dos alvos da operação, o empresário Marcelo Plastino, que era proprietário de uma das empresas que firmou contratos com o município, Baleia é relacionado a valores que somam R$ 760 mil.

Em 2016, Baleia também foi citado em outra operação. Desta vez, a “Alba Branca”, que esmiuçava a ação de uma máfia da merenda no Estado de São Paulo. Segundo investigações, o grupo já havia até se instalado em dezenas de prefeituras paulistas e na Secretaria Estadual de Educação para fraudar compras de merendas escolares.

Mais recentemente, Paulo Luciano Tenuto Rossi, irmão de Baleia, também é acusado de receber, ilegalmente, R$ 1 milhão em dinheiro vivo da Odebrecht. O valor teria sido pago, em 2014, durante a campanha eleitoral de 2014 por supostos trabalhos realizados pela produtora Ilha Produção Ltda., que também pertencia a Vanessa da Cunha Rossi, mulher de Baleia.

De acordo com a denúncia contra Tenuto Rossi o pagamento tinha um objetivo por trás: fazer com que a empreiteira conquistasse ganhos irregulares com o poder público.

Ao que tudo indica, os “bons hábitos” vêm de família.

Fonte: JCO

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