Macron vai prender fotógrafo que fizer imagens de policial em ação

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Para isso, aumentará a segurança dos policiais no combate ao terrorismo

O governo do presidente Emmanuel Macron, com o apoio da Assembleia Nacional, aprovou, em novembro de 2020, uma lei que vai proteger a polícia francesa dos cidadãos comuns e, mais especialmente, dos jornalistas.

Macron declarou que a população se tornou um perigo para o Estado francês e para os seus agentes e tem que ser reprimida. Para isso, aumentará a segurança dos policiais no combate ao terrorismo e, caso os policiais sintam que correm perigo, poderão punir os cidadãos com sanções penais.

Sendo assim, a partir de agora, as pessoas estão sujeitas a um ano de prisão e a € 45 mil de multa (quase R$ 300 mil), se divulgarem “a imagem do rosto ou de qualquer outro elemento de identificação de um policial ou de um gendarme em ação de serviço”. Isso quer dizer que, tanto os repórteres-fotográficos, quanto alguém que estiver com a câmera do seu celular ativada, estão proibidos de registrar imagens de policiais em ação.

O Artigo 24 da Lei de Segurança Global também exige que os veículos de comunicação apaguem os rostos dos agentes em qualquer foto ou vídeo que obtenham ou publiquem. Assim, a França está, literalmente, proibindo cidadãos e jornalistas de registrar atos de violência ilegal e de arbitrariedade cometidos pela polícia.

Gérald Darmanin, ministro do Interior, admitiu que não tem nenhuma estatística a respeito de casos em que a captação e divulgação de imagens de policiais possa ter provocado algum ataque contra eles.

Imagine se Bolsonaro fizesse isso?

Fonte: JCO

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