Motoristas reclamam da falta de fiscalização nos preços dos combustíveis

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Consumidores sofrem com preço alto de combustíveis e suspeitam de pratica de cartel em Porto Velho

Os motoristas de Porto Velho reclamam da falta de clareza sobre os preços dos combustíveis na hora em que vão abastecer. O conceito de livre concorrência pressupõe que o consumidor deveria encontrar preços diferentes. No entanto, não é isso que acontece, na prática, o que se vê é o preço da gasolina exatamente igual nos postos da capital de Rondônia.

O preço Idêntico do litro da gasolina em postos de abastecimento da capital de Rondônia, acende o sinal de alerta para o famoso “cartel do combustível” em Porto Velho. Embora o esquema ainda não tenha sido identificado por órgãos de controle e investigações, para os consumidores fica cada vez mais evidente a existência dele.

A reportagem do jornal CORREIO DE NOTÍCIA fez uma ronda em alguns postos de combustíveis da Capital, e constatou que o preço mais em conta encontrado foi de R$ 4,979 e o mais alto foi de R$ 4,989. O etanol está sendo comercializada por R$ 3,89. Já o preço do óleo diesel, varia de acordo com a bandeira e o posto de combustível, conforme pesquisa realizada pela reportagem, o diesel está sendo vendido em média entre (R$ 3,85 e R$ 3,949). Contudo, a forma de pagamento pode ser realizada em dinheiro e/ou cartão.

“Mas quando o assunto é a gasolina comum, na maioria deles, o preço se mantém igual: R$ 4,98”.

O cenário se repete em praticamente todos os postos da capital. Os postos pesquisados pela reportagem constatou o tabelamento da gasolina comum a R$ 4,98. As oscilações de preços mudam apenas para os demais combustíveis.

“Isso nos leva a uma suspeita muito forte de que realmente há uma combinação (de preços) nos portos de combustíveis de Porto Velho. Não dá para saber se todos esses postos são do mesmo dono, mas existe uma preliminar.  Se não tem concorrência ou competição, em tese, temos um cartel na minha opinião. E o cartel é um acordo entre os vendedores para que os compradores não possam escolher onde comprar em função de preço mais baixo. Onde quer que comprem o preço é o mesmo.

Cabe ao Procon e ao Ministério Público, usar suas prerrogativas para agir porque, no final das contas, o preço do combustível atinge todo mundo e o cliente não pode ficar refém dessa suposta máfia.

Neste sentido, todos têm que fazer a sua parte: “os meios de comunicação pode tornar isso público, más os órgãos de controle e o poder executivo também precisa agir, mas energicamente para coibir possessives abusos” 

Pelo menos, é o que pensa o gestor de segurança Flavio Antunes do  Nascimento. Frequentemente ele abastece o veículo no posto Ipiranga, na Rua Raimundo Cantuária, na Nova Porto Velho e na Avenida Amazonas, também na Nova Porto Velho. “A falta de concorrência entre os postos o impede de encontrar um preço mais em conta. No local, tanto a gasolina comum quanto a aditivada está sendo vendidas ao preço de R$ 4, 98, o (etanol a R$ 3,89 e o diesel comum a R$ 3,94). Isso não é justo, nós estamos pagando por algo de extrema necessidade. Como os postos estão com os preços iguais em todos os lugares, o jeito é aceitar e pagar, porque a gente precisa se locomover, pois não temos meios alternativos. Isso não tem outro nome: é cartel mesmo”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Rondônia (Sindipetro-RO). De acordo com o Secretário Executivo do (Sindipetro-RO), o litro da gasolina vendido nas refinarias custa em média R$ 1,526.

Segundo ele, “Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, frete, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis, isso eleva o valor médio da gasolina para R$ 4,98”, cita Eduardo.

da Redação/CN | Edilson Neves

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