‘Vamos chorar até quando?’, diz Bolsonaro ao elogiar agricultores

‘Vamos chorar até quando?’, diz Bolsonaro ao elogiar agricultores

Presidente inaugurou trecho de 172 km da Ferrovia Norte-Sul, em São Simão (GO), e cobrou fim da ‘frescura e mimimi’ na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro inaugurou, nesta quinta-feira (4), um trecho de 172 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul. Em vez de falar de transporte ou da obra, Bolsonaro usou o evento para atacar quem defende medidas de restrição na economia para o combate à pandemia de covid-19.

Ao elogiar o trabalho dos agricultores, que não pararam mesmo na pandemia, Bolsonaro disse que o país tem que enfrentar seus problemas: “Chega de frescura e de mimimi, vamos ficar chorando até quando?”

ELE TAMBÉM DESAFIOU OS GOVERNADORES. “REPENSEM A POLÍTICA DE FECHAR TUDO, O POVO QUER TRABALHAR”, DECLAROU.

Segundo Bolsonaro, é preciso respeitar os idosos e declarou que “o tratamento errado do covid é muito mais danoso do que o próprio vírus”. Em seguida, afirmou: “Vamos tratar da economia e do próprio vírus. Lamentamos qualquer morte no Brasil.”

fechar o comércio nos municípios e afirmou que atividade essencial é toda aquela que faz o chefe de família levar dinheiro para dentro de casa. “Todos nós vamos sofrer se não tomarmos a medida certa, mas com coragem”, defendeu.

Ele também criticou a criação de novas reservas para os índios. “Já são 14% do nosso território demarcado como terra indígena”, disse. Ele chamou de “absurda” a demarcação para os yanomamis.

“QUE IMPRENSA É ESSA NOSSA QUE TRANSFORMOU-SE NUM PARTIDECO POLÍTICO DE ESQUERDA”, ATACOU. “EU QUERO UMA IMPRENSA FORTE, CADA VEZ MAIS LIVRE”, DISSE. 

As obras da ferrovia, que deve ligar as regiões Sudeste e Norte do país, passando pelo Sudeste, atravessa 10 Estados.

Ministros

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, repetiu os discursos de Bolsonaro dizendo que os Estados receberam dinheiro do governo federal, mas não acreditaram na segunda onda da pandemia.

Faria também criticou o desmonte dos hospitais de campanha pelas administrações estaduais. “Se fosse o presidente que fizesse isso, iriam chamá-lo de negacionista”, disse para defender o chefe.

Bolsonaro acenando dentro de trem no trecho de obras da ferrovia
Bolsonaro acenando dentro de trem no trecho de obras da ferrovia


O ministro exaltou o Brasil ser o sexto país do mundo em número absoluto de vacinações e afirmou que as aglomerações na campanha política, nas festas de fim de ano e no Carnaval pelo país foram responsáveis pelo avanço da doença. “Mas se o presidente sair e cumprimentar 10 pessoas, aí cai o mundo. […] Vamos começar a falar bem do Brasil”, pediu Fabio Faria. 

Na sequência, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que não há problemas na economia e que o governo vai fornecer 140 milhões de doses de vacina até o meio do ano. “Por que nós não vamos confiar no Brasil?”, perguntou.

Fonte: R7

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