Rondônia pode ter o destino do “mercado Gonçalves”

Rondônia pode ter o destino do “mercado Gonçalves”

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O Estado de Rondônia tem sido governado por uma espécie de “coronelismo”

Marcos Rocha está em seu primeiro mandato como governador de Rondônia e pelo visto não descarta, ao menos até agora, a possibilidade de disputar um segundo mandato. Coronel da reserva da Polícia Militar, Marcos Rocha, assumiu o cargo em (1º) de janeiro de 2019. Foi Secretário Municipal de Educação de Porto Velho e ocupou o cargo titular na Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) em Rondônia.

Nos últimos dois anos o Estado de Rondônia tem sido governado por uma espécie de “coronelismo” rondoniense. Isso sem levar em conta o chefe da Casa Civil Junior Gonçalves, filho do empresário José Gonçalves da Silva, proprietário da rede de Supermercado Gonçalves a qual entrou numa “crise-financeira” profunda e não conseguiu honrar os compromissos os quis levaram a Justiça decretar a falência da rede.

No governo de Rondônia, Junior Gonçalves é o braço direito do governador, diretamente ligado ao chefe do Poder Estadual e por fazer parte da estrutura do poder executivo, possui o status de secretário de Estado.

Recentemente, o Ministério Público Estadual (MP/RO), através do promotor de Justiça Geraldo Henrique Ramos Guimarães declarou que o Estado, gerido pelo governador Coronel Marcos Rocha, sem partido, avia “fraudado o número de vagas de UTI para evitar decreto de isolamento”. A denúncia foi publicada no maior portal de notícia do Brasil, UOL e reverberada por outros veículos de comunicação.

No dia 28 de fevereiro, através de suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro divulgou os valores repassados para cada estado, recursos que deveriam ser destinados no combate à Covid-19 e em forma de Auxílio Emergencial.

Repasses do Governo Federal:

“Só em 2020, o governo federal repassou para o Estado de Rondônia cerca de R$ 8,6 bilhões. Esses valores correspondem a saúde e outros”.

“Em forma de Auxílio indiretos, como suspensão e renegociação de dívidas foram R$ 2,64 bilhões”.

Com uma população em torno de 1,79 milhão de habitantes, os rondonienses em sua grande maioria não têm o habito de acompanhar os acontecimentos políticos do nosso Estado e muito menos, quem governa. As ambições do atual governador provavelmente se restringiam ao tirar proveito do lugar.

Contudo, no auge da pandemia em Rondônia depois de cometer falhas ao demorar para impor um lockdown, o governador Marcos Rocha assumiu o comando com um enorme talento, ele vem a público e diz: bem gente, a notícia é desesperadora para quem positivou para o covid-19 e precisa urgentemente de uma UTI. “Nós não temos leitos de UTI para vocês que gostam de aglomeração, para a sua mãe, pai, tia, filho, namorada. Nós não temos”.

Não vou negar a minha indignação da forma como o governador vem conduzindo o estado de Rondônia, principalmente durante a pandemia.

O problema, no entanto, é o seguinte: o que ouve com os recursos repassados pelo governo Federal? Foram mais de 8 bilhões de reais do governo Federal para equipar os hospitais no combate a pandemia, no entanto, os casos dispararam e não tem leitos.

Cadê os hospitais de campanha? Porque desmontaram as estruturas que já estavam montadas?

Para resumir, com o sistema em colapso ao invés do governador Marcos Rocha preparar o estado para atender os pacientes com Covid-19 aguardando atendimento em fila de espera por um leito de UTI, preferiu transferir para outros estados. No entanto, os casos dispararam. Esta medida pode ter levado a centenas de mortes. Obviamente, o governo não vai assumir esse erro que aparentemente pode ser menos grave do que foi na realidade.

Em meio a toda essa crise, surgem várias interrogações. Esses casos serão investigados? O cenário para o governador não parece muito favorável, apesar de ter boa experiência, pesa em sua administração a inexperiência de um péssimo administrador. Mas, independentemente do resultado, seu sonho de disputar o Palácio Rio Madeira em 2022 parece ter naufragado. E os eleitores de Rondônia deveriam rever a possibilidade de não eleger qualquer pessoa para um cargo tão relevante.

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