Randolfe dá “piti” no Senado e chama polícia legislativa contra assessor de Bolsonaro (veja o vídeo)

Randolfe dá “piti” no Senado e chama polícia legislativa contra assessor de Bolsonaro (veja o vídeo)

Filipe Martins, por ele supostamente fazer gestos obscenos durante sessão da Casa

Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado Federal, solicitou à Polícia Legislativa que abrisse investigação contra o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, por ele supostamente fazer gestos obscenos durante sessão da Casa.

Filipe Martins acompanhava o chanceler Ernesto Araújo no evento porque o ministro de Relações Internacionais de Jair Bolsonaro foi chamado ao Senado para falar sobre a atuação da pasta em relação à aquisição de vacinas contra o novo coronavírus.

Ele estava sentado atrás do presidente do Senado, quando se movimentou na cadeira e ajustou o terno. O senador da oposição, Randolfe Rodrigues, (Rede-AP) interrompeu a sessão e exigiu que o suposto gesto de ódio que ele viu fosse investigado.

“Isso é inaceitável e intolerável. Essa sessão não tem condição alguma de ter continuidade (…) Não existem mais limites a serem ultrapassados por esse governo”, declarou, solicitando a retirada imediata de Martins das dependências da Casa e que ele fosse autuado pela Polícia Legislativa.

“Não aceitamos que um capacho do sr. presidente venha aqui, ao Senado, nos desrespeitar”, disse.

Rodrigo Pacheco tentou apaziguar os parlamentares para continuar a sessão e pediu “serenidade” aos colegas.

“Pelo muito aos senadores e senadoras que mantenhamos a calma, a serenidade, a técnica, buscando obter as informações necessárias da política existente ou não existente no Ministério das Relações Exteriores. É uma aferição que se fará ao longo da sessão e a partir dos dados apresentados pelos Ministros, mas não prejudicaremos esta oportunidade muito importante do Senado Federal para que nós possamos ter as soluções para o problema da pandemia”, disse Pacheco.

Indignado com a repercussão do caso, o assessor desabafou no Twitter:

“Um aviso aos palhaços que desejam emplacar a tese de que eu, um judeu, sou simpático ao “supremacismo branco” porque em suas mentes doentias enxergaram um gesto autoritário numa imagem que me mostra ajeitando a lapela do meu terno: serão processados e responsabilizados; um a um”, disparou.

Imagem em destaque

Confira o vídeo:

Fonte: JCO

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