Como a inescrupulosa classe política está usando a crise do coronavírus em seu próprio benefício

Os déspotas estaduais e municipais não conseguiram mais viver sem implementar decretos estúpidos

Com a crise do coronavírus, a classe política encontrou ótimas prerrogativas para ampliar o seu poder e expandir ferramentas de controle social sobre a população. Muito oportunamente, prefeitos e governadores se revelaram tiranetes de quinta categoria.

A verdade é que — depois de degustarem o doce sabor da suprema onipotência — os déspotas estaduais e municipais não conseguiram mais viver sem implementar decretos estúpidos, imbecis e irracionais, com o objetivo de saciar ambições políticas pessoais e ampliar o domínio do regime totalitário coronazista, exercendo um controle discricionário sobre a sociedade que se torna cada vez mais tirânico e opressivo.

Como está sendo possível constatar, a cada dia que passa, os governos estaduais e municipais inventam novos decretos estúpidos e irracionais com a desculpa de que estão agindo para resguardar a segurança e a saúde da população. Pior ainda, parece que os governos estaduais e municipais estão disputando uma infame competição para ver quem implementa as regras mais imbecis, irracionais e absurdas para prejudicar a sociedade.

Em Florianópolis, por exemplo, o governo municipal anunciou sua intenção de criar milícias populares — que serão constituídas por voluntários —, para denunciar cidadãos que não são plenamente obedientes à ditadura do coronavírus.

Esse tipo de medida é comum em regimes autoritários; e é estarrecedor constatar que há um governo municipal em nosso país cogitando a possibilidade de agregar essa bestialidade tirânica à sua unidade administrativa, com a finalidade de jogar as pessoas umas contra as outras — exatamente como faziam as ditaduras comunistas históricas.

Certamente, os “bons” cidadãos que denunciarem seus vizinhos por alguma suposta ilegalidade serão premiados por sua lealdade ao regime. É o que está faltando para virarmos um regime socialista totalitário convencional, como Cuba ou Venezuela.

No Rio Grande do Sul, o ditador totalitário Eduardo Leite — além de definir o que pode e o que não pode ser comprado nos supermercados, de acordo com sua classificação arbitrária do que são produtos “essenciais” — instituiu multas elevadas na tentativa de obrigar os cidadãos a usarem as repulsivas e anti-higiénicas máscaras faciais. A multa é de quatro mil reais para quem não estiver usando máscara e de dois mil reais para quem estiver usando a máscara de forma “incorreta”.

Outros estados também passaram a multar quem for flagrado sem as famigeradas máscaras faciais. Com certeza, muitos governos estaduais estão felizes. Afinal, descobriram mais uma forma de extorquir a população e gerar receita para eles.

A crise do coronavírus acabou servindo como o pretexto perfeito para muitos políticos expandirem o seu nível de poder e controle sobre a população. E eles realmente não deixaram a oportunidade escapar — estão rapidamente instituindo um regime de exceção e implementando a sua ditadura de ocasião, com um fervor tirânico e um ardor autoritário sem precedentes.

Bolsonaro já está agindo contra esses estados, para declarar como inconstitucionais as medidas tirânicas de prisão domiciliar e fechamento de comércios por parte dos ditadores de ocasião, que cederam ao coronazismo. Não obstante, o presidente enfrenta uma cruzada de coronazistas fanáticos, que querem manter a população em cárcere privado a todo custo, conforme buscam prerrogativas para expandir os seus poderes, e declarar estado de calamidade pública para conseguir mais verbas do governo federal.

A situação de Bolsonaro é muito similar a de Donald Trump, nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, Bolsonaro enfrenta toda a cólera e fanatismo da esquerda, que deseja capitalizar em cima da crise do coronavírus para derrubá-lo — lutando sempre por um cenário de “quanto pior, melhor” — para subir novamente ao poder.

De uma forma ou de outra, o coronazismo escancarou tendências políticas autoritárias, deixando-as bastante evidentes. Afinal, a cada dia que passa, novas regras estúpidas e irracionais são implantadas, sempre com a “melhor” das intenções. Aparentemente, os governos estaduais e municipais estão muito preocupados com a saúde dos cidadãos. Pena que nunca manifestaram o mesmo nível de preocupação com os trabalhadores que estão ficando desempregados e que estão morrendo de fome por conta dos lockdowns e das quarentenas genocidas.

Evidentemente, tudo isso é realizado com a intenção deliberada de criar uma política de terra arrasada e assim ter prerrogativas oportunas para solicitar verbas bilionárias do governo federal.

De qualquer maneira, a hipocrisia cínica e demagógica da classe dirigente é facilmente observada pela população. Com a implementação de medidas que sacrificam apenas o povo, a classe política restringe liberdades individuais de forma despótica e criminosa, proibindo os cidadãos de exercerem até mesmo os seus inalienáveis direitos sagrados, como o de ir e vir, o de trabalhar e se sustentar.

Os políticos, no entanto, jamais reduzem os seus monumentais salários, tampouco os seus robustos privilégios e benefícios. A elite dirigente nunca está disposta a fazer sacrifícios, mas como são tiranos depravados, opressivos, malignos, cínicos e egocêntricos, eles exigem todo o tipo de sacrifícios da população.

E é necessário enfatizar que os ditadores estaduais e municipais já mostraram inúmeras vezes que não estão dispostos a obedecer às regras que eles próprios implantaram. Desde que o coronazismo começou, governadores já foram vistos em shoppings na Flórida, dando festanças suntuosas em suas luxuosas e exuberantes mansões com direito a música ao vivo e convidados ilustres, e até mesmo saem para passear de lancha ou de jato particular com amigos. Mas se a população decide viver a sua vida normalmente — saindo para trabalhar ou para tomar sol na praia —, a polícia militar e a guarda municipal aterrorizam os cidadãos, e a mídia corporativa coronazista denuncia esses fatos como se fossem irreparáveis tragédias.

Ao contrário da população, a classe política está no melhor dos mundos. Por isso, eles não querem que o coronazismo acabe tão cedo. Eles podem sempre decretar estado de calamidade pública e assim terão prerrogativas oportunas para exigir mais verbas do governo federal. Se novos casos de covid aparecerem, eles podem sempre culpar a população, por não cumprir as regras totalitárias de lockdown e quarentena. E assim, os cidadãos brasileiros vão sendo tratados como criminosos, pelo simples fato de precisarem trabalhar, se sustentar e não ter condições financeiras e materiais para ficarem confinados em casa pelo resto de suas vidas.

A classe política está em uma posição muito confortável. Como os seus rendimentos não são oriundos de atividades produtivas, mas de impostos — ou seja, de dinheiro arbitrariamente confiscado das empresas e dos indivíduos ativos no mercado —, os integrantes da classe política não precisam se preocupar em serem úteis ou produtivos; afinal, eles são parasitas que vivem da espoliação do trabalho alheio. Ao contrário do restante da população, os salários e rendimentos da classe política estão garantidos.

Como vivem completamente apartados da realidade, imersos em uma suntuosa existência paralela — plena de abundante luxo e conforto —, os delírios de controle megalomaníacos da elite política acabam fatalmente perturbando, incomodando e dificultando a vida de quem precisa produzir e trabalhar para sobreviver.

Políticos não precisam se preocupar com as consequências das abominações irracionais instituídas por eles, porque elas não os afetam diretamente. As medidas totalitárias da tirania coronazista prejudicam apenas os cidadãos comuns. Por isso, a classe dirigente é indiferente às necessidades mais urgentes da população e pode se dar o luxo de ignorar ativamente a realidade.

Políticos persistem em ignorar o fato de que os lockdowns e as quarentenas prejudicam ativamente a sociedade, sendo possivelmente os sintomas mais destrutivos e opressivos do coronazismo — um regime despótico e totalitário —, que merece ser classificado como a maior atrocidade na história dos crimes contra a humanidade. Crimes dos quais a classe política brasileira é cúmplice ativa, em sua desmesurada, brutal e violenta campanha agressiva de democídio dos cidadãos da república.

Por Wagner Hertzog

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