A invasão dos “Togados”

A invasão dos “Togados”

Os sobreviventes serão perdoados e reintegrados?

Em plena pandemia, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), manda o presidente do senado instalar a CPI para apurar as responsabilidades do governo federal, durante a gestão da pandemia. Um desrespeito a garantia constitucional

O objetivo, todos já sabem, provocar a maior desgaste possível do governo Bolsonaro, que está numa missão quase suicida atrás das linhas inimigas, às vésperas de um ano eleitoral.

“Essa medida é uma ameaça grave à democracia brasileira, princípio constitucional que o próprio STF, afirma defender, no entanto, abre um precedente gravíssimo e perigoso, entre os pilares da democracia”. Se é que ela existe!

Lamentavelmente, o pior estaria por vir: Impondo mais uma derrota ao Palácio do Planalto um grupo de dez ministros confirmaram, nesta quarta-feira, 14, a decisão individual do ministro Barroso e mandou que o Senado Federal instalasse a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar possíveis negligencias do governo Federal na pandemia.

Numa rápida leitura de voto, Barroso frisou que “decisões políticas devem ser tomadas por quem tem voto”. “Todavia, nesse mandado de segurança, o que está em jogo não são decisões políticas, mas o cumprimento da Constituição. O que se discute é o direito de minorias políticas parlamentares fiscalizarem o poder público, diante de uma pandemia que já consumiu 360 mil vidas apenas no Brasil com perspectiva de chegar à dolorosa cifra, ao recorde negativo, de 500 mil mortos“, disse Barroso.

No meio de uma Guerra, um grupo de “dez Ministros” da mais alta corte desse país é convocado para uma missão destrutiva: “Invadir o senado Nacional”.

Essa sinopse poderia descrever uma poção de coisas, no entanto, quero apenas destacar a invasão dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal, politicamente incorreto, invadir o poder legislativo para obrigara-lo a criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para fiscalizar e investigar o Poder Executivo. Em linhas gerais, essa CPI só tem uma finalidade: destruir o presidente.

Para mim, esse é um exemplo claro de abuso de autoridade, “unidos seremos invencíveis”. Um elenco perfeito para destruir a democracia deste país em nome da constituição, comandado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Outros veteranos foram escalados para compor o grupo dos dez, entre eles, o ministro Gilmar mendes, Luiz Fux, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e o novato Kassio Nunes Marques. Todos se juntaram ao Ministro Barroso, Para invadir os poderes da república, o alvo da missão, destruir Bolsonaro.

“Que país é esse? “um presidente que não consegue governar!”

Contudo, “os dez Ministros” são cercados de polêmica. Muitos consideram “Ditadores de toga”, com ações consideradas, especialmente controvertidas e excessivas. Outros críticos, no entanto, observam que a atuação dos ministros é mais complexa do que parece.

Há algum tempo não muito distante, os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, eram inimigos públicos e altamente emocionais. Num acesso de ira especialmente severo, Barroso não apenas disse para todo mundo que Gilmar era uma “pessoa horrível”, mas que também apresentava “pitadas de psicopatia” – nada menos que isso. A acusação foi feita em sessão plenária, gravada em vídeo e áudio, e não pode mais ser apagada e tão pouco considerada como fake news pelas agências de fiscalização da verdade que hoje são a Estrela Guia das redações brasileiras.

Contudo, a vida é mesmo cheia de surpresas. O tempo passa, o mundo gira e eis que Gilmar e Barroso, no momento, estão de acordo em praticamente tudo, pelo menos quando se trata dos decretos que baixam, sem parar. Mas quando se trata da mesma coisa eles acabam se unindo “aglomerando” onde reúne PT, partidos nanicos, OAB e demais clubes da elite nacional; vivem obcecados para despejar o presidente Jair Bolsonaro do Palácio do Planalto, se possível antes da eleição de 2022.

De um jeito ou de outro, nada vai acontecer – só barulho de “genocídio”. Mas é isso mesmo que o STF quer. No mais, Barroso e Gilmar deveriam ser desafetos. No entanto, estão cada dia mais parecidos.

Lamentável o que está acontecendo neste país, pessoas que ocupam o lugar da autoridade, mas não se comportam com tal.

“(…) é essencial que as pessoas que ocupem o lugar da autoridade tenha competência para tal, é necessário conhecer o lugar e saber conduzi-lo da melhor forma possível – isto é, ser uma autoridade. Além, da autoridade moral, essa se refere a uma autoridade vinda de alguém que é honesto, íntegro e livre de quaisquer suspeitas. Trata-se, portanto, de uma autoridade incontestável”.

“Em suma podemos concluir que a democracia não existe, neste país, a harmonia entre os poderes é uma farsa – o abuso de poder é algo passível de ser ensinado e aprendido.”

Convém perguntar, contudo, será que estão certos? Penso que não!

De qualquer forma, quem se destacou como general-da-toga foi Barroso. O ministro Gilmar Mendes deve ficar de olho bem aberto, para não ficar para trás na prepotência.

Por Edilson Neves*

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