PF prende traficante do cartel de Medellín que vivia no Brasil há mais de cinco anos

PF prende traficante do cartel de Medellín que vivia no Brasil há mais de cinco anos

Ele ficará no sistema prisional até ser extraditado para os Estados Unidos

Efe Sullivan Loaiza Durango, de 36 anos, foi preso por agentes da Polícia Federal, neste domingo (2), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O traficante do cartel de Medellín vivia no Brasil há mais de cinco anos.

O nome de Durango aparece numa lista publicada no Diário Oficial da União (DOU), em julho de 2015, como um dos vários estrangeiros autorizados, pela Secretaria Nacional de Justiça, a permanecer no país. Porém, o que a PF não sabia é que ele era apontado como um dos coordenadores da logística da compra, venda e transporte de cocaína, morfina, heroína e metanfetamina da Colômbia para os Estados Unidos. Além de possuir negócios no Rio.

Durango era sócio-administrador de uma empresa de montagem de andaimes em Duque de Caxias, onde foi capturado. No Brasil, ele também trabalhava como agiota e, mesmo foragido, seguiu à serviço do cartel de Medellín, inclusive, recebendo lucros sobre a venda de drogas.

O colombiano foi condenado, em 2019, nos Estados Unidos, pelo crime de tráfico de drogas e associação criminosa. A polícia americana afirma que os crimes teriam sido praticados na Flórida, entre 2015 e 2016. Ele estava na lista de foragidos da Difusão Vermelha da Interpol.

O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu mandado de segurança a pedido do Escritório Central Nacional da Interpol, em Brasília. Durango levantou suspeitas da PF quando tentava regularizar sua permanência no Brasil. Agentes brasileiros começaram a investigar e descobriram que o colombiano estava foragido da Justiça dos Estados Unidos.

A prisão do traficante foi realizada em conjunto pelos policiais federais lotados no Núcleo de Cooperação Policial Internacional (Interpol/RJ), com apoio da equipe da PF lotada no Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/PF) e do Centro de Cooperação Policial Internacional do RJ.

Ele ficará no sistema prisional até ser extraditado para os Estados Unidos, onde vai cumprir a pena a que foi condenado.

Fonte: Extra

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