Em entrevista, Marcos Rocha fala sobre  “Operação do MP” que prendeu Júnior Gonçalves em RO

Em entrevista, Marcos Rocha fala sobre “Operação do MP” que prendeu Júnior Gonçalves em RO

Em conversa com jornalistas, Governador diz ter sido pego de surpresa.

O governador Marcos Rocha, durante um evento na cidade de Vilhena (RO) na sexta-feira (14), falou sobre a denúncia de corrução feita contra o secretário-chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves investigada pelo MP. Em conversa com jornalistas, Rocha diz ter sido pego de surpresa com a notícia quando estava no hotel.

“Eu soube hoje sobre essa questão. Aí eu fiz contato com a Procuradoria Geral do Estado [ assim que soube] para que os advogados do estado levantassem todas as questões do que está se buscando, para que a gente pode ter subsídio até para poder falar. Eu saí do hotel e vim pra cá”, contou.

Júnior Gonçalves foi denunciado pelo Ministério Público, nesta sexta-feira, como suposto líder de um grupo criminoso especializado em fraudes nos procedimentos licitatórios e corrupção dentro do governo.

“Eu sou um coronel da PM, fui oficial de engenharia do Exército. Sempre defendi e protejo a lei. Todas as pessoas têm direito à presunção de inocência. Então eu vejo que temos que respeitar isso, a pessoa acusada de algo tem direito de defender. Cada um vai responder pelo seu CPF”, reiterou o governador.

O governador de Rondônia afirmou ainda que cada secretário, independente do cargo de confiança que exerce, precisa responder por qualquer ato ilícito no poder público.

“Eu não autorizei e nem autorizo ninguém a fazer algum ato ilegal, de jeito nenhum. Cada um dos nossos secretários tem direito de se defender e responde pelo seu CPF. Governador não condena e nem absolve ninguém, quem faz isso é a justiça e eu respeito. Vamos aguardar os procedimentos, as provas”, disse Marcos Rocha.

Após o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), através da operação Propagare, revelar o esquema de corrupção na Casa Civil, Júnior Gonçalves foi afastado do cargo. Inicialmente esse afastamento deve ser por seis meses.

Perguntado por jornalistas sobre quem deve assumir a Casa Civil, o governador de Rondônia foi enfático.

“Isso ainda temos que pensar, mas há um monte de gente boa dentro do estado. Como fui pego de surpresa hoje, é algo que vou pensar, refletir e analisar”, afirma.

Fonte; G1/RO

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