Quem ameaçou explodir avião da Ryanair sobre Vilnius exigia que UE deixasse de apoiar Israel

Quem ameaçou explodir avião da Ryanair sobre Vilnius exigia que UE deixasse de apoiar Israel

“Se nossas exigências não forem cumpridas, a bomba vai explodir sobre a cidade de Vilnius em 23 de maio”

Departamento do Ministério dos Transportes de Belarus afirmou que aqueles que ameaçaram explodir a aeronave da Ryanair exigiam da União Europeia em uma carta que o bloco europeu parasse de apoiar as ações de Israel.

A transcrição das comunicações entre o controlador aéreo e a tripulação demonstra que não houve pressão por parte de Minsk sobre a decisão de aterrissar o avião, informa o Ministério dos Transportes do país.

“Em 23 de maio, no correio eletrônico do Aeroporto Nacional de Minsk foi recebida uma mensagem em inglês do endereço ProtonMail.com: ‘Nós, soldados do Hamas, exigimos que Israel cesse o fogo na Faixa de Gaza. Exigimos que a UE pare de apoiar Israel nesta guerra. Sabe-se que membros do Fórum Econômico de Delphi estão voltando para casa no voo FR4978. Há uma bomba nesse avião. Se nossas exigências não forem cumpridas, a bomba vai explodir sobre a cidade de Vilnius em 23 de maio'”, disse Artyom Sikorsky, chefe do Departamento de Aviação do Ministério dos Transportes.

O departamento bielorrusso negou as informações sobre alegadas ameaças da Força Aérea do país de usar mísseis ar-ar para obrigar a aeronave comercial a pousar.

As autoridades do país esperam que o “bom senso prevalecerá” na União Europeia (UE) e que não haja proibição de voos de companhias aéreas europeias através de Belarus.

Minsk tem registrado casos isolados em que companhias aéreas recusam atravessar o espaço aéreo do país, ressalta o departamento.

Neste domingo, 23 de maio, um avião comercial da companhia Ryanair que realizava um voo de Atenas para Vilnius realizou uma aterrissagem de emergência em Minsk devido a informações sobre uma bomba a bordo. Ativistas dos direitos humanos bielorrussos informaram que no referido avião viajava Roman Protasevich, fundador do canal Nexta no Telegram, considerado por Belarus como extremista. Posteriormente Protasevich foi detido.

A Lituânia, integrante da UE, pediu que o bloco e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) respondessem. A ação foi classificada como “inaceitável”, pela líder da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen.

Confira:

Fonte: Sputnik

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