Mais de 400 exames foram realizados na barreira sanitária neste final de semana em RO

Mais de 400 exames foram realizados na barreira sanitária neste final de semana em RO

Motoristas e passageiros realizavam os testes antes de entrarem no Estado. As equipes de saúde foram divididas por triagem.

Mais de 150 testes foram realizados em Vilhena, todos negativos

Uma força-tarefa realizada neste sábado (21), pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária em Saúde (Agevisa) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em busca de detectar os casos positivos da covid-19 e tentar barrar a chegada da variante delta na divisa rondoniense com o Mato Grosso.

Como ação estratégica, as barreiras sanitárias foram instaladas em dois pontos de acesso ao Estado, sendo uma em Vilhena, no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e outra em Porto Velho, no Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira de Oliveira. Com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, as equipes foram divididas entre triagem, realização do teste rápido, equipe de atendimento médico e farmacêutico e entrega do resultado.

Segundo o diretor geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, que acompanhou a ação em Vilhena, a variante delta já foi detectada em 18 estados brasileiros. “Principalmente no Mato Grosso e no Amazonas, que são estados limítrofes com Rondônia. As barreiras sanitárias foram realizadas com o intuito de impedir que a variante chegue ao nosso estado e se propague”.

O secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, reforça que as testagens realizadas nas pessoas que estão entrando em Rondônia visa identificar quem está positivada com o coronavírus para fazer o isolamento e a medicação dessas pessoas, além de identificar a possibilidade de alguma delas estar com a variante delta. “O Estado tem uma parceria com o setor de vigilância genômica da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Os testes rápidos antigênicos são coletados e, quando há alguma amostra positiva para a covid-19, encaminhamos para a FioCruz onde irão realizar o teste genômico que vai detectar qual a variante”.

O diretor da Agevisa destaca que mil testes foram disponibilizados para esta primeira etapa, tendo 500 a mais para reserva, se necessário. “Vamos realizar um planejamento para que essa estratégia avance em nosso Estado. O plano é que até o final de outubro, o Estado pretende imunizar toda população vacinável, acima dos 18 anos. Assim ficará mais fácil nos proteger contra a variante delta”.

DELTA

Considerada como a variante de maior transmissibilidade do que as demais cepas, os sintomas da delta variam de paciente para paciente, porém, o quadro clínico causa menos tosse e há menos casos de perda de paladar e olfato. “Ela acaba sendo mais letal pelo fato de atingir mais pessoas. Uma pessoa acaba disseminando o vírus para muito mais pessoas. E quanto mais pessoas internadas, maior a chance de termos mais óbitos”.

Fernando Máximo destaca que, até agora, o Estado já realizou mais de 400 exames que foram encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz e não houve o registro de nenhum caso da nova variante. “Então, precisamos intensificar nossas ações de prevenção e evitar ao máximo que esse vírus se instale em Rondônia. Com a segunda dose da vacina, conseguiremos prevenir e imunizar a população contra a variante delta e, juntamente com as barreiras sanitárias, vamos tentar filtrar o acesso da doença”.

VACINAÇÃO EM MASSA

Em parceria com os municípios, o Governo de Rondônia vem dando celeridade no processo de imunização em massa. O Estado já contabiliza 1.660.688 (um milhão, seiscentos e sessenta mil, seiscentos e oitenta e oito) de doses recebidas. De acordo com o gerente da regional da Sesau em Vilhena, Sérgio Matos, em menos de uma semana, o Cone Sul recebeu mais de 11 mil vacinas, sendo um avanço no quadro de imunização contra a covid-19.

Fonte: Sesau

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